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Flávio e a direita

Para você se preparar, não para repassar. Tudo com fonte, inclusive a defesa deles, e com avisos do que não dá para afirmar.

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  • O governo Bolsonaro

    “Foi a pandemia”: ela explica os números ruins do governo Bolsonaro?

    Jair Bolsonaro · Paulo Guedes · Eduardo Pazuello

  • Em resumo

    A pandemia pesou de verdade: a economia do mundo encolheu, os preços subiram em todo lugar e o auxílio emergencial segurou a pobreza em 2020. Mas ela não explica tudo: a fome e a economia fraca vinham de antes, e o governo atrasou vacinas, apostou na cloroquina e trocou quatro vezes de ministro da Saúde.

  • O que aconteceu

    É verdade que a crise foi mundial. O FMI estimou que a economia do planeta encolheu 3,5% em 2020. No Brasil, o PIB caiu 3,3% naquele ano, pelo número revisado do IBGE.

    Fonte: O Globo, Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Também é verdade que os preços subiram no mundo todo. A inflação de 2019 a 2022 somou 26,93%, e especialistas ouvidos pelo g1 apontam a pandemia como principal causa, junto com o dólar alto, as commodities e a guerra na Ucrânia. Mesmo assim, em 2021 a OCDE previa para o Brasil a terceira maior inflação entre as principais economias.

    Fonte: g1, O Globo

  • O que aconteceu

    O auxílio emergencial funcionou em 2020. O governo propôs R$ 200, a Câmara anunciou R$ 500, e Bolsonaro, após conversar com Paulo Guedes, aceitou R$ 600. Segundo o Banco Mundial, a extrema pobreza caiu de 5,4% da população em 2019 para 1,9% em 2020, a menor da série.

    Fonte: UOL, Poder360

  • O que aconteceu

    O efeito durou pouco. Com a redução do auxílio, a pobreza teve alta recorde em 2021 e chegou a 62,5 milhões de pessoas (29,4% da população), o maior nível desde 2012, segundo o IBGE.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • O que aconteceu

    A economia já andava devagar antes do vírus. Em 2019, primeiro ano do governo, o PIB cresceu 1,2% e o desemprego ficou em 11,9% na média do ano. Também em 2019 o governo acabou com o ganho real do salário mínimo, que passou a ser corrigido só pela inflação.

    Fonte: Agência Brasil, El País Brasil

  • O que aconteceu

    A fome também vinha subindo antes. A pesquisa do IBGE de 2017 e 2018 já contava 10,3 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave, 3 milhões a mais que cinco anos antes. Em janeiro de 2019, por medida provisória, Bolsonaro tirou do Consea, o conselho de segurança alimentar, a função de propor a política contra a fome.

    Fonte: g1, BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    A fome passou de 19 milhões de pessoas em 2020 para 33,1 milhões entre o fim de 2021 e o início de 2022, segundo a Rede Penssan. O Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU em 2021. A ONU atribui a volta à mudança nas prioridades das políticas públicas e também à pandemia.

    Fonte: BBC News Brasil, Agência Senado, ONU Brasil (FAO)

  • O que aconteceu

    Até o fim de 2022, o Brasil registrou 692.743 mortes por covid, ou 3.294 por milhão de habitantes, segundo os dados oficiais reunidos pelo Our World in Data. A média do mundo foi de 838 por milhão. O Brasil ficou acima dos vizinhos Argentina (2.866), Colômbia (2.746) e México (2.576), perto de Estados Unidos (3.162) e Reino Unido (3.159), e abaixo do Peru (6.512).

    Fonte: Our World in Data

  • Situação hoje

    Balanço justo: a pandemia explica a queda da economia em 2020, boa parte da inflação e parte da alta da fome, e isso aconteceu no mundo todo. Ela não explica a economia fraca e a fome em alta de antes de 2020, o atraso nas vacinas, a aposta na cloroquina, a troca de ministros nem o fato de o Brasil ter tido mais mortes por habitante que a média mundial e que os vizinhos. A CPI pediu o indiciamento de Bolsonaro, mas até outubro de 2026 não há condenação pelos fatos da pandemia.

  • O que eles dizem

    A versão mais forte do argumento: nenhum governo do mundo passou bem pela pandemia, e a crise econômica veio das medidas de isolamento de governadores e prefeitos. Em maio de 2022, Bolsonaro disse: “A inflação vem do ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’, não é isso?”. Segundo a revista piauí, ele usou esse bordão em 51% das lives que fez de março de 2020 a setembro de 2022. Em outubro de 2021, afirmou que o Brasil foi um dos países que menos sofreram na economia, e Paulo Guedes disse que a alta de preços era uma questão global. Na CPI, o senador Eduardo Girão resumiu: “Erros nós tivemos no mundo inteiro”. Os defensores também lembram que o governo pagou o auxílio emergencial e que a extrema pobreza chegou ao menor nível da história em 2020.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não negue que a pandemia pesou. A economia caiu e os preços subiram no mundo todo. Quem nega isso perde a conversa no primeiro minuto.
    • Não use o número de mortes sem contexto. O Brasil é populoso, então compare por milhão de habitantes. Lembre que muitos países contaram menos mortes do que tiveram, e que Estados Unidos e Reino Unido ficaram perto do Brasil.
    • As mortes evitáveis são estimativas. Diga sempre quem calculou: Pedro Hallal, o Observatório Covid-19 Brasil, a UFMG. Não diga que “Bolsonaro matou 400 mil”.
  • Como usar na conversa

    • Comece concordando: “A pandemia foi difícil para qualquer governo, isso é verdade”. Depois pergunte: “Então a comparação justa é com outros países na mesma pandemia, certo?”.
    • Mostre o antes. Pergunte como estavam o emprego e a comida em 2019, antes do vírus. O PIB cresceu 1,2%, o desemprego estava em 11,9% e a fome já subia.
    • Separe o que era inevitável do que foi escolha. O vírus não foi escolha. Deixar a Pfizer sem resposta, recusar a CoronaVac e defender a cloroquina foram.
  • Fontes

    • O Globo
    • Agência Brasil
    • g1
    • UOL
    • Poder360
    • Gazeta do Povo
    • El País Brasil
    • BBC News Brasil
    • Agência Senado
    • ONU Brasil (FAO)
    • Our World in Data
    • CNN Brasil
    • revista piauí
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/foi-a-pandemia

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“Foi a pandemia”: ela explica os números ruins do governo Bolsonaro? A pandemia pesou de verdade: a economia do mundo encolheu, os preços subiram em todo lugar e o auxílio emergencial segurou a pobreza em 2020. Mas ela não explica tudo: a fome e a economia fraca vinham de antes, e o governo atrasou vacinas, apostou na cloroquina e trocou quatro vezes de ministro da Saúde.

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  • Investigações e corrupção

    A "Abin paralela": espionagem ilegal no governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Alexandre Ramagem

  • Em resumo

    A Polícia Federal concluiu que, no governo Bolsonaro, um grupo dentro da Abin usou um programa espião para localizar celulares de ministros do STF, políticos e jornalistas, sem ordem judicial. Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem foram indiciados. Em 2026, o caso foi arquivado para Bolsonaro e Ramagem porque os fatos já pesaram na condenação da trama golpista.

  • O que aconteceu

    O caso começou com uma reportagem do jornal O Globo, em março de 2023. Segundo a investigação, a partir de 2019 uma célula clandestina dentro da Abin usou o sistema First Mile para localizar em tempo real o celular de alvos políticos, sem autorização judicial.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em junho de 2025, a PF concluiu o inquérito e indiciou o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado Alexandre Ramagem, que dirigia a Abin no governo Bolsonaro. A lista enviada ao STF tinha 36 nomes.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Para a PF, Jair Bolsonaro e Carlos faziam parte de uma organização criminosa que usou a Abin contra quem se opunha a eles. O relatório diz que Bolsonaro era o principal destinatário do que a espionagem produzia.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Segundo a PF, foram monitorados ilegalmente o ministro Alexandre de Moraes, os ex-deputados Rodrigo Maia, Joice Hasselmann e Jean Wyllys, o ex-governador João Doria e os jornalistas Mônica Bergamo e Leandro Demori.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    A PF também concluiu que a estrutura foi usada para espalhar desinformação contra o sistema eleitoral, incluindo ações para influenciar a eleição de 2022.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Bolsonaro não foi indiciado nesse inquérito. A PF explicou que ele já respondia pelos mesmos fatos na ação penal da trama golpista.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, Moraes seguiu a PGR e arquivou a investigação contra Bolsonaro e Ramagem. O motivo: os dois já tinham sido condenados na ação da trama golpista, e o uso ilegal da Abin entrou como prova e pesou na pena. Bolsonaro recebeu 27 anos e 3 meses.

    Fonte: Agência Brasil, CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Na mesma decisão, a investigação contra Carlos Bolsonaro e outras 27 pessoas foi mandada para a primeira instância da Justiça Federal, onde continua.

    Fonte: CNN Brasil

  • Situação hoje

    Para Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem, o inquérito foi arquivado em julho de 2026, porque os mesmos fatos já fazem parte da condenação definitiva da trama golpista. Ramagem está foragido nos EUA. Carlos Bolsonaro foi indiciado pela PF, mas não é réu: a investigação contra ele e outras 27 pessoas segue na primeira instância da Justiça Federal.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro nega que tenha existido uma Abin paralela. Em 2024, disse que nunca recebeu informações da Abin e que a investigação não ia achar nada porque não havia nada. Também disse que a operação contra Carlos queria esculachar a família. Carlos afirma que o indiciamento tem motivação política e mira a eleição de 2026. Ramagem já negou a existência do esquema.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que a Abin grampeou conversas. O que a PF descreve é o uso de um programa que localizava celulares, ou seja, mostrava onde a pessoa estava.
    • Não diga que Carlos Bolsonaro é réu ou foi condenado. Ele foi indiciado pela PF, e o caso dele está na primeira instância.
    • Não diga que Bolsonaro foi absolvido nesse caso. O arquivamento aconteceu porque os fatos já tinham sido julgados na trama golpista, e não por falta de provas.
  • Como usar na conversa

    • Comece pela pergunta que vale para qualquer governo: você aceitaria que a agência de inteligência do país fosse usada para vigiar adversários do presidente? Deixe a pessoa responder antes de citar nomes.
    • Mostre que os alvos foram de vários lados: um ministro do STF, políticos de partidos diferentes, como Joice Hasselmann, Rodrigo Maia e João Doria, e jornalistas. Isso ajuda a pessoa a ver que o problema não é de esquerda ou direita.
    • Fale de liberdade, um valor caro para quem é de direita. Espionar cidadão sem ordem da Justiça é o oposto de liberdade, seja quem for que esteja no poder.
  • Fontes

    • Agência Brasil
    • CNN Brasil
    • Folha de S.Paulo
  • A ficha completa, com links

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A "Abin paralela": espionagem ilegal no governo Bolsonaro A Polícia Federal concluiu que, no governo Bolsonaro, um grupo dentro da Abin usou um programa espião para localizar celulares de ministros do STF, políticos e jornalistas, sem ordem judicial. Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem foram indiciados. Em 2026, o caso foi arquivado para Bolsonaro e Ramagem porque os fatos já pesaram na condenação da trama golpista.

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  • Investigações e corrupção

    A loja de chocolates, os imóveis e o dinheiro vivo

    Flávio Bolsonaro · Fabrício Queiroz · Jair Bolsonaro

  • Em resumo

    O MP do Rio suspeitava que o dinheiro da rachadinha era lavado numa franquia de chocolates e em compra e venda de imóveis. As provas foram anuladas junto com o resto do caso.

  • O que aconteceu

    Entre 2015 e 2021, Flávio teve uma franquia da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca, no Rio. A loja foi investigada pelo MP do Rio por suspeita de ser usada para lavar dinheiro da rachadinha.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo extratos da quebra de sigilo mostrados pelo Jornal Nacional, a loja recebeu 1.512 depósitos em dinheiro entre março de 2015 e dezembro de 2018. Muitos foram fracionados e com valores repetidos. Só um chegou ao valor que obrigava comunicação às autoridades.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Para o MP, os depósitos em dinheiro eram desproporcionais ao faturamento e coincidiam com o período em que Queiroz recolhia salários de assessores. Os promotores diziam que a loja servia para o dinheiro voltar a Flávio como lucro.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em 2019, um relatório do MP apontou indícios de lavagem em imóveis: Flávio investiu R$ 9,4 milhões em 19 salas e apartamentos entre 2010 e 2017 e lucrou mais de R$ 3 milhões. Em dois casos em Copacabana, a valorização passou de 200% em pouco mais de um ano.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Um relatório do Coaf apontou 48 depósitos de R$ 2 mil em dinheiro na conta de Flávio, feitos no caixa eletrônico da Alerj em 2017. Ele disse que era dinheiro da venda de um apartamento.

    Fonte: g1, g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em 2022, um levantamento do UOL em cartórios mostrou que Jair Bolsonaro, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis desde os anos 1990, e pelo menos 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo, segundo os próprios documentos.

    Fonte: UOL

  • O que aconteceu

    As provas da quebra de sigilo foram anuladas pelo STJ, e a denúncia da rachadinha, que incluía a acusação de lavagem, foi rejeitada em 2022.

    Fonte: g1, g1 / Jornal Nacional

  • Situação hoje

    Sem processo em andamento sobre a loja ou os imóveis. As provas da investigação foram anuladas e a denúncia foi rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito. Comprar imóvel em dinheiro vivo não é crime.

  • O que eles dizem

    Flávio nega irregularidades. Em 2019, disse que os depósitos fracionados eram dinheiro da venda de um apartamento, que tudo foi declarado à Receita e que não tem nada a esconder. Sobre o relatório dos imóveis, disse que as informações não eram verdadeiras e que sua renda é compatível com o que declarou. A defesa também se queixou de vazamentos de dados sigilosos. Em 2022, Jair Bolsonaro perguntou qual era o problema de comprar imóvel com dinheiro vivo.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio lavou dinheiro. Isso era a suspeita do MP, e as provas foram anuladas.
    • Não diga que Flávio comprou 51 imóveis em dinheiro vivo. O número do UOL se refere à família inteira, incluindo irmãos de Jair no interior de São Paulo, ao longo de três décadas.
    • Não diga que comprar imóvel com dinheiro vivo é crime. Não é. O que se discute é por que tantas compras foram feitas assim.
  • Como usar na conversa

    • Puxe pela experiência da pessoa: pergunte se ela já pagou alguma coisa grande em dinheiro vivo, em envelopes de R$ 2 mil. A maioria das famílias usa transferência ou financiamento.
    • Seja honesto sobre o limite: diga que a Justiça não chegou a julgar se houve lavagem, porque as provas caíram por questões de forma.
    • Feche com uma pergunta, não com uma conclusão: “você não acha que um candidato a presidente devia explicar isso de forma clara?”.
  • Fontes

    • g1
    • g1 / Jornal Nacional
    • UOL
    • CBN
  • A ficha completa, com links

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A loja de chocolates, os imóveis e o dinheiro vivo O MP do Rio suspeitava que o dinheiro da rachadinha era lavado numa franquia de chocolates e em compra e venda de imóveis. As provas foram anuladas junto com o resto do caso.

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    A mansão em Brasília e o empréstimo do BRB

    Flávio Bolsonaro · Fernanda Bolsonaro · Paulo Henrique Costa

  • Em resumo

    Em 2021, Flávio comprou uma casa de R$ 5,97 milhões com R$ 3,1 milhões financiados pelo banco público de Brasília. A Justiça considerou o empréstimo regular em 2025, mas em 2026 a PF passou a investigar a operação no caso Master.

  • O que aconteceu

    No início de 2021, Flávio e a mulher, Fernanda, compraram por R$ 5,97 milhões uma casa de 2,4 mil metros quadrados no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília. Na eleição de 2018, ele havia declarado patrimônio de R$ 1,74 milhão.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Do total, R$ 3,1 milhões foram financiados pelo BRB, banco público do Distrito Federal, em 360 parcelas, com juros de 3,71% ao ano. A taxa de balcão do banco era de 4,85%.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Na época, a escritura dizia que o vendedor já tinha recebido toda a parte paga com recursos próprios. Dias depois, advogados do ex-dono informaram que ainda faltavam R$ 1,78 milhão.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Flávio quitou o financiamento em 2024, três anos depois da compra, e não em 30 anos.

    Fonte: O Globo, g1

  • O que aconteceu

    Em julho de 2025, a 1ª Vara Cível de Brasília julgou improcedente uma ação popular da deputada Erika Kokay (PT-DF). O juiz considerou que a renda do casal era compatível com o empréstimo e que não houve favorecimento nem prejuízo ao banco.

    Fonte: O Globo

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2026, veio a público que a PF passou a investigar o empréstimo dentro do inquérito sobre Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com o BRB. As suspeitas foram apontadas por uma auditoria independente contratada pelo BRB. Na época do empréstimo, o banco era presidido por Paulo Henrique Costa, hoje preso no caso Master.

    Fonte: g1

  • Situação hoje

    O empréstimo foi considerado regular pela Justiça do DF em ação popular (2025). Em 2026, ele virou uma das frentes de investigação da PF no caso Master. Não há denúncia nem acusação formal contra Flávio por causa da mansão.

  • O que eles dizem

    Flávio diz que a compra foi legal e feita com recursos próprios, vindos da venda de um imóvel no Rio e da participação em uma loja de chocolates, além de renda como advogado e empresário. Em 2026, a defesa afirmou que a regularidade do empréstimo já foi atestada pela Justiça em decisão definitiva, que a operação não trouxe prejuízo ao banco e que o tema só voltou ao noticiário por causa da eleição.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que a mansão foi comprada com dinheiro de rachadinha. Isso nunca foi provado.
    • Não diga que a Justiça considerou o empréstimo ilegal. Ela decidiu o contrário em 2025.
    • Não diga que Flávio é réu ou foi denunciado por causa da mansão. O que existe é uma investigação da PF sobre a operação.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo dinheiro público: o BRB é um banco do governo do DF. Pergunte se a pessoa acha normal um político conseguir juros abaixo da taxa comum do banco.
    • Seja justo: diga que a Justiça considerou o empréstimo regular. Depois explique que o assunto voltou porque o ex-presidente do banco foi preso no caso Master, e a PF quer olhar tudo o que ele aprovou.
    • Use comparação, não deboche: quantas famílias conseguem pagar R$ 3 milhões em três anos? Deixe a pessoa tirar a própria conclusão.
  • Fontes

    • g1
    • O Globo
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/mansao-brasilia-brb

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A mansão em Brasília e o empréstimo do BRB Em 2021, Flávio comprou uma casa de R$ 5,97 milhões com R$ 3,1 milhões financiados pelo banco público de Brasília. A Justiça considerou o empréstimo regular em 2025, mas em 2026 a PF passou a investigar a operação no caso Master.

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    As joias sauditas e os presentes oficiais vendidos nos EUA

    Jair Bolsonaro · Mauro Cid · Mauro Cesar Lourena Cid

  • Em resumo

    A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro em 2024 por desviar e vender presentes oficiais recebidos de outros países. Em 2026, a PGR pediu o arquivamento, dizendo que a lei não é clara sobre a quem pertencem esses presentes. Bolsonaro não foi denunciado nem condenado nesse caso.

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2021, a Receita Federal reteve no aeroporto de Guarulhos um conjunto de joias dado pela Arábia Saudita. As peças estavam na mochila de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que disse não ter nada a declarar. Depois disso, houve ao menos seis tentativas de liberar as joias, inclusive por ofícios de Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • O que aconteceu

    Em março de 2023, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU), Bolsonaro devolveu outro estojo saudita com relógio, caneta, abotoaduras e anel, avaliado em cerca de R$ 500 mil, além de armas recebidas de presente. O TCU lembrou que um presidente só pode ficar com presente de uso pessoal e de baixo valor.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Em julho de 2024, a PF indiciou Bolsonaro e mais 11 pessoas por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Para a PF, um grupo desviou presentes de alto valor, como joias, relógios e esculturas, para vendê-los no exterior. O valor dos itens chegou a R$ 6,8 milhões.

    Fonte: Agência Brasil, g1

  • O que aconteceu

    Segundo o relatório da PF, o dinheiro das vendas voltava em espécie para o patrimônio de Bolsonaro, por meio de outras pessoas e sem passar por bancos. A PF aponta que o general Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, teria intermediado a entrega de US$ 68 mil em dinheiro ao ex-presidente.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Quando o caso veio a público, em março de 2023, houve uma operação para recomprar itens já vendidos. O advogado Frederick Wassef recomprou nos Estados Unidos um relógio Rolex que tinha sido vendido por Mauro Cid.

    Fonte: Agência Brasil, g1

  • O que aconteceu

    Em março de 2026, o procurador-geral Paulo Gonet pediu o arquivamento. Para ele, as regras não deixam claro se um presente recebido no cargo é do presidente ou do Estado, e por isso não daria para falar em crime.

    Fonte: Agência Brasil, g1

  • O que aconteceu

    Dias depois, o ministro Alexandre de Moraes pediu que a PGR analisasse o material dos celulares de Wassef antes de ele decidir sobre o arquivamento, porque o parecer não tinha tratado desse ponto.

    Fonte: g1, Gazeta do Povo

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, Moraes mandou as joias apreendidas para a Receita Federal, que conduz um processo para que os bens fiquem com a União. Em setembro, a Receita pediu urgência para receber as provas, porque o prazo para multar os envolvidos termina em 26 de outubro de 2026.

    Fonte: g1, Gazeta do Povo

  • Situação hoje

    Bolsonaro foi indiciado pela PF em julho de 2024, mas nunca foi denunciado. A PGR pediu o arquivamento em março de 2026, e Moraes pediu que ela analisasse antes o material sobre Wassef. Até a última notícia que encontramos, de setembro de 2026, não havia decisão final sobre o arquivamento. Na parte administrativa, a Receita Federal corre para aplicar multas aduaneiras até 26 de outubro de 2026.

  • O que eles dizem

    A defesa de Bolsonaro sempre afirmou que ele não tinha qualquer ingerência sobre os presentes recebidos nas viagens oficiais. A própria PGR, ao pedir o arquivamento, disse que a lei sobre presentes a presidentes é confusa, o que os aliados usam como prova de que não houve crime. Wassef diz que nunca cometeu irregularidade e que a busca em seus celulares foi ilegal.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Bolsonaro foi condenado ou é réu no caso das joias. Ele foi indiciado pela PF, e a PGR pediu o arquivamento.
    • Não diga que o caso está encerrado a favor dele. O arquivamento foi pedido, mas não encontramos decisão final do STF até setembro de 2026.
    • Não confunda os valores. O número correto da PF é R$ 6,8 milhões. Um primeiro texto do relatório falava em R$ 25 milhões, e a própria PF corrigiu.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo que todos aceitam: presente dado ao presidente é dado ao Brasil, não à família. Pergunte o que a pessoa acha de um presente oficial ser vendido no exterior.
    • Seja honesto sobre o estado do caso. Diga que a PGR pediu para arquivar porque a lei é confusa. Depois pergunte: mesmo que não seja crime, é certo esconder joias na mochila e depois recomprar um Rolex às pressas?
    • Não acuse a pessoa de apoiar ladrão. Fale de valores que vocês dividem: honestidade com o dinheiro público vale para qualquer governo.
  • Fontes

    • Agência Brasil
    • g1
    • Gazeta do Povo
    • CNN Brasil
  • A ficha completa, com links

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As joias sauditas e os presentes oficiais vendidos nos EUA A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro em 2024 por desviar e vender presentes oficiais recebidos de outros países. Em 2026, a PGR pediu o arquivamento, dizendo que a lei não é clara sobre a quem pertencem esses presentes. Bolsonaro não foi denunciado nem condenado nesse caso.

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    As versões de Flávio sobre a relação com Vorcaro

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Willer Tomaz

  • Em resumo

    Flávio negou ter pedido dinheiro a Vorcaro e depois confirmou. Disse que nunca entrou em avião do banqueiro e depois admitiu ter voado num jato com cota de empresa dele. Também admitiu ter visitado o banqueiro logo depois da primeira prisão dele.

  • O que aconteceu

    Na manhã de 13 de maio de 2026, antes da divulgação das mensagens, Flávio negou ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme: “É mentira, de onde você tirou isso?”. No mesmo dia, depois da reportagem, gravou vídeo confirmando o pedido e negando irregularidades.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em 19 de maio de 2026, no mesmo dia em que o Metrópoles revelou o encontro, Flávio admitiu que se encontrou com Vorcaro no fim de 2025, um dia depois de o banqueiro ser solto da primeira prisão, quando usava tornozeleira eletrônica. Disse que foi para “botar um ponto final” na questão do filme.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, Flávio declarou: “Nunca entrei em avião de Vorcaro”. Em setembro, a revista piauí e o Jornal Nacional mostraram que ele voltou dos EUA ao Brasil em janeiro de 2025, com a família, num jato que tinha uma das cotas vendida a uma empresa de Vorcaro no fim de 2024.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Flávio confirmou o voo, mas disse que viajou a convite do advogado Willer Tomaz, dono de outra cota do avião, e não de Vorcaro. Willer afirmou que pagou o trecho com as horas da cota dele e que não sabia da venda da outra cota à empresa de Vorcaro.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional, g1

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, o g1 mostrou que o escritório de advocacia de Flávio emitiu, em abril de 2025, duas notas de R$ 500 mil para a Copenhagen, empresa que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master. As notas foram canceladas no mesmo dia.

    Fonte: g1

  • Situação hoje

    Não é um processo à parte. São declarações públicas de Flávio confrontadas com documentos e reportagens. Os fatos ligados ao dinheiro do filme são apurados no inquérito do caso Dark Horse, no STF, em que Flávio é investigado.

  • O que eles dizem

    Flávio diz que a única relação com Vorcaro foi buscar patrocínio privado para o filme do pai. Sobre o voo, diz que viajou com o dono do avião, Willer Tomaz, e que isso nada tem a ver com Vorcaro. Sobre as notas fiscais, diz que se recusou a trabalhar para a Copenhagen, cancelou as notas e não recebeu dinheiro dessa empresa.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio recebeu dinheiro da Copenhagen. As notas foram canceladas e não há registro de pagamento.
    • Não diga que o avião era só de Vorcaro. Era um jato com cotas de vários donos, e a empresa de Vorcaro tinha uma delas.
    • Não use a foto de Flávio ao lado de Vorcaro e do “Careca do INSS”: foi feita com IA.
  • Como usar na conversa

    • Ligue ao valor da palavra dada: pergunte se a pessoa confiaria num funcionário que nega algo de manhã e confirma à tarde, quando aparece a prova.
    • Mostre as duas falas lado a lado, com data. Deixe a pessoa comparar sozinha, sem rótulos.
    • Se a pessoa disser que todo político mente, concorde em parte e devolva: então vale cobrar de todos, inclusive de quem ela apoia.
  • Fontes

    • g1
    • g1 / Jornal Nacional
    • g1 Fato ou Fake
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/versoes-sobre-vorcaro

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As versões de Flávio sobre a relação com Vorcaro Flávio negou ter pedido dinheiro a Vorcaro e depois confirmou. Disse que nunca entrou em avião do banqueiro e depois admitiu ter voado num jato com cota de empresa dele. Também admitiu ter visitado o banqueiro logo depois da primeira prisão dele.

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  • Investigações e corrupção

    Dark Horse: o dinheiro de Vorcaro para o filme de Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Eduardo Bolsonaro

  • Em resumo

    Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master para um filme sobre o pai. Desde julho de 2026 ele é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

  • O que aconteceu

    Em maio de 2026, o Intercept Brasil publicou mensagens e um áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A TV Globo confirmou o conteúdo com investigadores.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo a reportagem, Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões à produção entre fevereiro e maio de 2025, por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    No áudio de setembro de 2025, Flávio cobra parcelas atrasadas e diz temer dar calote no ator Jim Caviezel e no diretor. Em 16 de novembro de 2025, véspera da prisão de Vorcaro, escreveu: “estou e estarei contigo sempre”.

    Fonte: g1, Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Vorcaro está preso e é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a pedido da PF, e sem oposição da PGR, um inquérito para apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção que teriam sido praticados, em tese, por Flávio. A informação se tornou pública em 11 de setembro, quando o sigilo foi retirado.

    Fonte: Agência Brasil, g1

  • O que aconteceu

    Para a PF, Flávio agiu como interlocutor direto de Vorcaro na captação do dinheiro. A PF quer esclarecer a origem dos recursos, o papel das empresas intermediárias e do fundo nos EUA, e quem recebeu o dinheiro no fim. Também apura se parte dele bancou a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA.

    Fonte: g1, Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Há um segundo inquérito, com o ministro Flávio Dino, sobre o possível uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme. A defesa de Flávio tentou quatro vezes levar esse caso para Mendonça.

    Fonte: g1, Agência Brasil

  • Situação hoje

    Flávio é investigado em inquérito no STF, sob relatoria de André Mendonça, desde julho de 2026. Não há denúncia, não é réu e não foi condenado. O conteúdo do inquérito segue em grande parte sob sigilo.

  • O que eles dizem

    Flávio confirma que pediu o dinheiro, mas nega irregularidades. Diz que foi um filho buscando patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, sem dinheiro público. Afirma que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, quando não havia suspeitas sobre o banqueiro, que não ofereceu vantagens e não recebeu dinheiro. A defesa pede a retirada total do sigilo dos autos.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio é réu, foi denunciado ou condenado. Ele é investigado.
    • Não diga que Flávio embolsou o dinheiro. O que se sabe é que o dinheiro foi para a produção, e a PF ainda apura quem foram os beneficiários finais.
    • Os valores variam entre as reportagens (R$ 60 milhões, R$ 61 milhões, R$ 62,8 milhões pagos; R$ 131 a 134 milhões negociados). Use “cerca de R$ 61 milhões” e cite a fonte.
  • Como usar na conversa

    • Comece por uma pergunta aberta: “você ouviu o áudio do Flávio pedindo dinheiro ao Vorcaro?”. Ouvir a voz dele costuma dizer mais que qualquer resumo.
    • Ligue ao valor da honestidade sem acusar: pedir patrocínio não é crime, mas um candidato a presidente precisa explicar por que pediu milhões a um banqueiro hoje preso por fraude bilionária.
    • Se a pessoa disser que o dinheiro era privado, concorde que é o que ele afirma. Diga que é justamente isso que a PF está checando, e que quem não deve não teme a investigação.
  • Fontes

    • g1
    • Agência Brasil
    • g1 Fato ou Fake
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/dark-horse-vorcaro

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Dark Horse: o dinheiro de Vorcaro para o filme de Bolsonaro Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master para um filme sobre o pai. Desde julho de 2026 ele é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

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  • Investigações e corrupção

    O cartão de vacina falso de Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Mauro Cid · Gutemberg Reis

  • Em resumo

    A Polícia Federal concluiu em 2024 que Bolsonaro mandou inserir dados falsos de vacinação contra a Covid para ele e a filha. A PGR não viu provas além da delação de Mauro Cid, e o caso contra Bolsonaro foi arquivado em março de 2025.

  • O que aconteceu

    Em janeiro de 2024, a Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que era falso um registro que dizia que Bolsonaro tomou vacina contra a Covid em São Paulo, em 19 de julho de 2021. Ele não estava na cidade nesse dia, e a enfermeira citada no registro já não trabalhava no posto.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Em março de 2024, a PF indiciou Bolsonaro e mais 16 pessoas por crimes ligados à falsificação de certificados de vacinação. Segundo o relatório, a ordem para falsificar os certificados dele e da filha partiu do próprio ex-presidente.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Para a PF, o esquema foi montado por Mauro Cid, então ajudante de ordens da Presidência. Ele teria conseguido certificados falsos para ao menos nove pessoas, inserindo dados de vacinas que não foram aplicadas nos sistemas do Ministério da Saúde.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Na delação premiada, Cid disse que recebeu a ordem de Bolsonaro, que inseriu os dados, imprimiu os certificados do presidente e da filha e entregou em mãos a ele. Depois, segundo Cid, os dados foram apagados do sistema.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Em março de 2025, a PGR pediu o arquivamento do caso em relação a Bolsonaro. O procurador-geral Paulo Gonet disse que não havia provas que confirmassem a versão de Cid. Moraes concordou e arquivou, lembrando que a lei proíbe abrir processo baseado só na palavra do delator.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Na mesma decisão, Moraes arquivou o caso contra o deputado Gutemberg Reis e mandou a investigação dos demais para a Justiça do Distrito Federal, porque não havia mais ninguém com foro no STF.

    Fonte: CNN Brasil

  • Situação hoje

    Arquivado em relação a Jair Bolsonaro desde março de 2025, a pedido da PGR, por falta de provas além da delação. Ele nunca foi denunciado nem virou réu nesse caso. A apuração sobre os outros investigados seguiu na Justiça do Distrito Federal.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro sempre negou a fraude. Em maio de 2023 ele disse que não houve adulteração da parte dele e repetiu que não tomou a vacina. Aliados lembram que a própria PGR e o STF arquivaram o caso por falta de provas.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Bolsonaro foi condenado ou é réu por fraude no cartão de vacina. O caso contra ele foi arquivado em março de 2025.
    • Não diga que a CGU culpou Bolsonaro. A CGU provou que o registro de São Paulo era falso, mas não conseguiu achar quem o inseriu, porque os funcionários do posto dividiam a mesma senha.
    • Não diga que ele usou o cartão falso para entrar nos EUA. Segundo a Agência Brasil, ele viajou com passaporte diplomático e, pelas regras americanas, não precisava apresentar o cartão.
  • Como usar na conversa

    • Use o caso para falar de coerência, não de crime. Bolsonaro dizia com orgulho que não se vacinou. Pergunte: por que alguém com essa convicção teria um certificado de vacina no sistema?
    • Admita logo que o caso foi arquivado. Isso mostra que você joga limpo. Depois diga que a CGU, um órgão técnico, provou que o registro era falso, e que isso não depende de delação.
    • Ligue ao valor da honestidade: na pandemia, o cidadão comum teve de seguir as regras de vacinação para viajar. Pergunte se é justo alguém dentro do governo conseguir um atalho que os outros não tinham.
  • Fontes

    • Agência Brasil
    • CNN Brasil
  • A ficha completa, com links

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    minimanualdigital.com/direita/cartao-de-vacina

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O cartão de vacina falso de Bolsonaro A Polícia Federal concluiu em 2024 que Bolsonaro mandou inserir dados falsos de vacinação contra a Covid para ele e a filha. A PGR não viu provas além da delação de Mauro Cid, e o caso contra Bolsonaro foi arquivado em março de 2025.

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    O caso da rachadinha na Alerj

    Flávio Bolsonaro · Fabrício Queiroz · Luiza Sousa Paes

  • Em resumo

    Flávio foi denunciado em 2020 por suspeita de ficar com parte do salário de assessores. As provas foram anuladas por questões de forma e a denúncia foi rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito.

  • O que aconteceu

    Em 2018, um relatório do antigo Coaf apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, chefe de gabinete de Flávio na Alerj, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Havia depósitos e saques em dinheiro perto das datas de pagamento dos servidores.

    Fonte: BBC News Brasil, g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em novembro de 2020, o Ministério Público do Rio denunciou Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa. Para o MP, Flávio chefiava o esquema e Queiroz recolhia o dinheiro.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional, g1

  • O que aconteceu

    Uma ex-assessora, Luiza Sousa Paes, disse ao MP que nunca trabalhou de fato no gabinete e que devolvia mais de 90% do salário. Ela apresentou extratos de repasses de R$ 160 mil a Queiroz entre 2011 e 2017.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em 2021, o STJ anulou as quebras de sigilo bancário e fiscal e, depois, todas as decisões do juiz de primeira instância. O motivo: Flávio tinha direito a foro especial por ter passado direto de deputado estadual a senador. No mesmo ano, o STF anulou relatórios do Coaf usados no caso.

    Fonte: g1, BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Em maio de 2022, a pedido do próprio MP, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia por unanimidade. O MP disse que não dava para manter a acusação depois que quase todas as provas foram invalidadas.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em setembro de 2026, o ministro Gilmar Mendes, do STF, manteve a quebra de sigilo de Danielle da Nóbrega, ex-assessora de Flávio, numa ação de improbidade aberta pelo MP em 2023. Essa ação não tem Flávio como alvo, mas apura o funcionamento do gabinete.

    Fonte: g1

  • Situação hoje

    Denúncia rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito. Flávio foi denunciado, mas nunca foi réu nem condenado. A Justiça não decidiu se a rachadinha aconteceu: as provas centrais foram anuladas por questões de competência e fundamentação. Existe uma ação civil de improbidade sobre o gabinete, aberta em 2023, que não tem Flávio como alvo.

  • O que eles dizem

    Flávio sempre negou as acusações. Quando o STJ anulou as decisões, chamou a investigação de ilegal e disse que houve perseguição de alguns membros do MP do Rio para atingir Jair Bolsonaro. Após a rejeição da denúncia, a defesa disse que o caso estava enterrado. Queiroz também negou as acusações.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio foi condenado ou que virou réu. Ele foi denunciado, e a denúncia foi rejeitada.
    • Não diga que a Justiça provou a rachadinha. Ela não chegou a julgar o mérito.
    • Não diga que o caso foi reaberto contra Flávio. A ação de 2023 é cível e não tem ele como alvo.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo valor em comum: ninguém gosta de ver salário pago com dinheiro público indo parar no bolso de outra pessoa. Pergunte o que a pessoa acha da prática, sem citar nomes no início.
    • Explique com calma que o caso caiu por questão de forma, não porque a Justiça disse que era inocente. Diga que isso é legítimo numa democracia, mas que a dúvida sobre os fatos continua.
    • Se a pessoa disser que foi perseguição, não brigue. Pergunte por que uma ex-assessora admitiria devolver o salário se nada tivesse acontecido.
  • Fontes

    • BBC News Brasil
    • g1 / Jornal Nacional
    • g1
    • CBN
    • g1 Fato ou Fake
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/rachadinha-alerj

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O caso da rachadinha na Alerj Flávio foi denunciado em 2020 por suspeita de ficar com parte do salário de assessores. As provas foram anuladas por questões de forma e a denúncia foi rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito.

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  • Investigações e corrupção

    O orçamento secreto do governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Rosa Weber · Flávio Dino

  • Em resumo

    No governo Bolsonaro, bilhões de reais foram enviados por meio das emendas de relator, sem que se soubesse qual deputado ou senador tinha indicado o dinheiro. O mecanismo ajudava o governo a ganhar apoio no Congresso. O STF o declarou inconstitucional em 2022, e a PF achou desvios ligados a essas verbas.

  • O que aconteceu

    As emendas de relator, conhecidas pela sigla RP9, foram criadas em 2019 e começaram a ser usadas em 2020. Elas permitiam mandar dinheiro da União sem identificar o parlamentar que pediu a verba nem deixar claro o destino. O nome orçamento secreto foi dado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que revelou o esquema.

    Fonte: CNN Brasil (Comprova)

  • O que aconteceu

    Segundo o Comprova, Bolsonaro chegou a vetar a medida, mas depois recuou, e o próprio governo enviou ao Congresso o texto que criou esse tipo de emenda. O mecanismo ajudava o presidente a negociar apoio com as bancadas do Congresso.

    Fonte: CNN Brasil (Comprova)

  • O que aconteceu

    No debate da eleição de 2022, Bolsonaro disse que vetou o orçamento secreto e que não tinha nada a ver com isso. O Comprova classificou a fala como enganosa.

    Fonte: CNN Brasil (Comprova)

  • O que aconteceu

    O PT também teve papel. Em novembro de 2021, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) desempatou a votação no Senado a favor do texto que mantinha os repasses, contra a orientação do próprio partido.

    Fonte: CNN Brasil (Comprova)

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2022, a PF fez as primeiras prisões ligadas ao orçamento secreto. A suspeita era de fraude no SUS no Maranhão: prefeituras registravam exames que nunca aconteceram para receber verbas dessas emendas. Só em Igarapé Grande, o desvio teria sido de pelo menos R$ 7 milhões.

    Fonte: piauí

  • O que aconteceu

    No mesmo mês, a PF disse ter encontrado indícios de corrupção na Codevasf, estatal entregue por Bolsonaro ao centrão e turbinada por emendas. Um gerente da empresa no Maranhão foi acusado de receber cerca de R$ 250 mil de empresas investigadas por fraude em licitações.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em dezembro de 2022, o STF decidiu por 6 votos a 5 que as emendas de relator são inconstitucionais. A relatora, ministra Rosa Weber, disse que o modelo prejudicava a distribuição dos recursos e dificultava saber onde o dinheiro era aplicado.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    O problema não acabou. Em dezembro de 2025, o ministro Flávio Dino suspendeu um trecho de lei aprovado pelo Congresso que permitiria pagar restos do orçamento secreto. Em 2026, a CNN mostrou que emendas de comissão, já no governo Lula, repetem a falta de transparência sobre quem indica o dinheiro.

    Fonte: Agência Brasil, CNN Brasil

  • Situação hoje

    As emendas de relator foram declaradas inconstitucionais pelo STF em dezembro de 2022. As investigações citadas nesta ficha miram desvios em prefeituras, empresas e na Codevasf, não Bolsonaro pessoalmente. O ministro Flávio Dino, do STF, segue cobrando transparência das emendas parlamentares, inclusive no governo Lula.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro afirma que vetou o orçamento secreto e que o Congresso derrubou o veto. No debate de 2022, disse: 'Não tenho nada a ver com isso', e acusou o PT de ter votado para derrubar o veto. Aliados lembram que o dinheiro era indicado por parlamentares, e não pelo presidente.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Bolsonaro desviou dinheiro do orçamento secreto. As investigações citadas aqui apontam desvios de prefeituras, empresas e servidores, não dele.
    • Não diga que o PT não teve nada a ver. Um senador do PT deu o voto que desempatou a favor do mecanismo em 2021.
    • Não diga que o problema acabou com a saída de Bolsonaro. Emendas sem transparência continuam no governo Lula, e o STF segue cobrando.
  • Como usar na conversa

    • Comece por um valor comum: o dinheiro é do contribuinte, e ele tem direito de saber quem mandou a verba e para onde. Pergunte se a pessoa acha certo um deputado indicar milhões sem pôr o nome.
    • Seja honesto sobre o PT e sobre as emendas de hoje. Diga que a crítica vale para todos. Isso tira a conversa do Fla-Flu e mostra que você defende a regra, não um partido.
    • Se a pessoa disser que Bolsonaro vetou, não discuta no grito. Mostre a checagem do Comprova, que conta que ele vetou, recuou e assinou o texto que criou o mecanismo.
  • Fontes

    • CNN Brasil (Comprova)
    • piauí
    • Folha de S.Paulo
    • Agência Brasil
    • CNN Brasil
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/orcamento-secreto

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O orçamento secreto do governo Bolsonaro No governo Bolsonaro, bilhões de reais foram enviados por meio das emendas de relator, sem que se soubesse qual deputado ou senador tinha indicado o dinheiro. O mecanismo ajudava o governo a ganhar apoio no Congresso. O STF o declarou inconstitucional em 2022, e a PF achou desvios ligados a essas verbas.

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  • Investigações e corrupção

    Os pastores do MEC e o pedido de propina em ouro

    Milton Ribeiro · Gilmar Santos · Arilton Moura

  • Em resumo

    Em 2022, um áudio mostrou o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, dizendo que priorizava prefeituras indicadas por dois pastores sem cargo no governo, a pedido de Bolsonaro. Prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro. Ribeiro e os pastores chegaram a ser presos, mas ninguém foi condenado até agora.

  • O que aconteceu

    Em março de 2022, a Folha divulgou um áudio em que o ministro Milton Ribeiro diz que o governo prioriza prefeituras cujos pedidos de verba foram negociados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não tinham cargo no governo. Ele diz que isso foi 'um pedido especial' do presidente Bolsonaro.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    No mesmo áudio, Ribeiro fala em um 'apoio' ligado à construção de igrejas, sem explicar como ele aconteceria. O dinheiro em jogo era do FNDE, o fundo do MEC que paga creches, escolas e quadras.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O prefeito Gilberto Braga, de Luís Domingues (MA), disse que o pastor Arilton Moura pediu 1 kg de ouro para liberar verbas de obras de educação para a cidade. A Folha confirmou o relato com outras duas pessoas presentes.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 24 de março de 2022, Bolsonaro defendeu o ministro numa live: disse que botava a cara no fogo por ele. Dias depois, Ribeiro pediu para sair do cargo.

    Fonte: CNN Brasil, Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em junho de 2022, a PF fez a Operação Acesso Pago. Ribeiro e os dois pastores foram presos preventivamente, por suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa. A investigação usou um relatório da CGU.

    Fonte: CNN Brasil, Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Pouco depois, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, revogou a prisão preventiva dos envolvidos.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em conversas grampeadas pela PF, Ribeiro contou à filha que Bolsonaro tinha ligado para ele com o 'pressentimento' de que haveria uma busca e apreensão em sua casa. A PF viu indícios de vazamento, e o caso voltou para o STF.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em 2025, a Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou a Ribeiro a pena de censura ética, por intermediar interesses privados na gestão de dinheiro público.

    Fonte: CNN Brasil

  • Situação hoje

    Investigação em andamento e sob sigilo, segundo a Agência Lupa em agosto de 2026. Milton Ribeiro e os pastores foram presos preventivamente em 2022 e soltos por decisão do TRF-1. Não encontramos notícia de denúncia ou condenação deles na Justiça. Ribeiro recebeu censura ética da Comissão de Ética Pública. Bolsonaro não é réu nesse caso.

  • O que eles dizem

    Ribeiro admitiu ser a voz do áudio, mas disse que as palavras foram tiradas de contexto. Afirmou que Bolsonaro não pediu atendimento preferencial a ninguém, só pediu que ele recebesse todos que o procurassem. A defesa diz que ele nunca cometeu irregularidade. Depois da prisão, Bolsonaro disse que, se a PF prendeu, havia um motivo, e que o ex-ministro deveria responder pelos próprios atos. O advogado Frederick Wassef negou que Bolsonaro tenha interferido na investigação.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Milton Ribeiro ou os pastores foram condenados. Eles foram presos preventivamente e soltos. Não há condenação nas fontes desta ficha.
    • Não diga que Bolsonaro recebeu propina. O que existe é o áudio em que o ministro cita um pedido dele e a suspeita de vazamento da operação, que segue em investigação.
    • Não diga que o ouro foi entregue. O prefeito relatou o pedido e disse que não levou a proposta adiante.
  • Como usar na conversa

    • Ligue à fé da pessoa, se ela for religiosa, com respeito. Pergunte o que ela acha de pastores, como relataram prefeitos, cobrarem propina para liberar verba de escola. Na época, até parte da bancada evangélica deixou de apoiar o ministro.
    • Fale de educação, que todo mundo quer melhor. A verba era para creches e escolas. Pergunte se é justo uma cidade passar na frente só porque conhece um pastor amigo do ministro.
    • Use a própria fala de Bolsonaro: primeiro ele botava a cara no fogo pelo ministro, depois disse que, se a PF prendeu, tinha motivo. Pergunte o que a pessoa acha dessa mudança.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • CNN Brasil
    • Agência Brasil
    • Agência Lupa
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/mec-pastores

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Os pastores do MEC e o pedido de propina em ouro Em 2022, um áudio mostrou o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, dizendo que priorizava prefeituras indicadas por dois pastores sem cargo no governo, a pedido de Bolsonaro. Prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro. Ribeiro e os pastores chegaram a ser presos, mas ninguém foi condenado até agora.

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  • Ataques à democracia

    A reunião com embaixadores e a inelegibilidade de Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Braga Netto

  • Em resumo

    Em julho de 2022, Bolsonaro reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada e atacou as urnas sem provas. Em 2023, o TSE o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Em outubro de 2023, veio uma segunda condenação, pelo uso do 7 de Setembro.

  • O que aconteceu

    Em 18 de julho de 2022, ainda presidente, Bolsonaro chamou diplomatas estrangeiros ao Palácio da Alvorada e disse, sem provas, que as urnas eletrônicas podiam ser invadidas e fraudadas. O evento foi transmitido pela TV Brasil, emissora pública.

    Fonte: BBC News, CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Uma checagem da Folha mostrou que, nessa reunião, Bolsonaro repetiu mentiras e teorias da conspiração já desmentidas. Logo depois do evento, o TSE publicou uma resposta às principais alegações.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 30 de junho de 2023, o TSE declarou Bolsonaro inelegível por oito anos, por 5 votos a 2. A maioria entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A ação foi movida pelo PDT. Braga Netto, candidato a vice, foi absolvido nesse caso.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Ao votar, a ministra Cármen Lúcia disse que um servidor público não pode usar espaço, equipamento e transmissão públicos para atacar ministros do Supremo, porque isso atinge a própria instituição e a democracia.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2023, o TSE condenou Bolsonaro e Braga Netto pela segunda vez, por uso eleitoral das comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022. A inelegibilidade de oito anos é contada a partir de 2 de outubro de 2022.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, ao falar a diplomatas, Flávio Bolsonaro defendeu o pai. Disse que ele ficou inelegível por uma reunião em que só manifestava preocupação com a transparência e a segurança do sistema eleitoral.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Hoje, além da inelegibilidade, Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos por causa da condenação criminal definitiva na trama golpista. Por isso, não pôde nem votar em 2026.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • Situação hoje

    Condenado duas vezes pelo TSE, em junho e em outubro de 2023, com inelegibilidade de oito anos contada desde outubro de 2022. A punição eleitoral não leva à prisão. Além disso, a condenação criminal definitiva na trama golpista suspendeu seus direitos políticos.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro disse que levou uma facada nas costas com a inelegibilidade e perguntou se era crime defender o voto impresso, bandeira que ele sempre teve. Afirmou também que só explicou aos embaixadores como funcionam as eleições, sem atacar o sistema. A defesa argumentou que as falas não mudaram o resultado da eleição. Flávio diz que o pai só queria mais transparência.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não confunda os processos. A inelegibilidade veio do TSE e é eleitoral: não dá prisão. A prisão vem da condenação no STF pela trama golpista, que é outro caso.
    • Não diga que Bolsonaro foi punido por defender o voto impresso. O TSE o puniu por usar o cargo, o palácio e a TV pública para espalhar informação falsa sobre as urnas a três meses da eleição.
    • Não diga que a decisão foi unânime. O placar foi 5 a 2, e dois ministros votaram contra a inelegibilidade.
  • Como usar na conversa

    • Comece por uma pergunta de princípio: qualquer presidente, de qualquer partido, pode usar o palácio e a TV pública para falar mal das regras do jogo às vésperas da eleição?
    • Lembre que criticar e propor mudanças no sistema é legítimo. O problema apontado pelo TSE foi espalhar acusações já desmentidas usando a estrutura do governo. Assim a pessoa não sente que está sendo chamada de antidemocrática por querer mais segurança.
    • Se a conversa for sobre Flávio, mostre que ele defende essa mesma reunião até hoje. Pergunte com calma o que a pessoa espera de um presidente quando o assunto é confiar na eleição que o elegeu.
  • Fontes

    • BBC News
    • CNN Brasil
    • Folha de S.Paulo
    • g1
    • Gazeta do Povo
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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A reunião com embaixadores e a inelegibilidade de Bolsonaro Em julho de 2022, Bolsonaro reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada e atacou as urnas sem provas. Em 2023, o TSE o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Em outubro de 2023, veio uma segunda condenação, pelo uso do 7 de Setembro.

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  • Ataques à democracia

    A trama golpista e a condenação de Jair Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Mário Fernandes

  • Em resumo

    Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe e outros quatro crimes. A condenação é definitiva, e ele cumpre a pena em prisão domiciliar. A defesa tenta reverter o caso com pedidos de revisão.

  • O que aconteceu

    Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro por 4 votos a 1. Os crimes foram organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Foi a primeira vez que um ex-presidente do Brasil foi punido por esse tipo de crime.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    A pena de Bolsonaro foi de 27 anos e 3 meses, em regime inicial fechado. Outros sete aliados foram condenados no mesmo processo, entre eles os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier e o ex-ministro Anderson Torres.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    O único voto contra foi do ministro Luiz Fux. Ele absolveu Bolsonaro e mais cinco réus. Fux disse que não havia nenhum elemento mostrando que Bolsonaro sabia do plano Punhal Verde e Amarelo.

    Fonte: Agência Brasil, InfoMoney

  • O que aconteceu

    O plano Punhal Verde e Amarelo previa matar o presidente eleito Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Polícia Federal, o documento foi impresso no Palácio do Planalto em novembro de 2022 pelo general Mário Fernandes, então secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.

    Fonte: Exame

  • O que aconteceu

    Mário Fernandes foi julgado em outro grupo de réus da trama e condenado a 26 anos e 6 meses de prisão. Em abril de 2026, Moraes declarou essa condenação definitiva e mandou iniciar as penas.

    Fonte: O Povo

  • O que aconteceu

    Em novembro de 2025, antes de começar a cumprir a pena, Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada. Moraes citou a tentativa de violar a tornozeleira, o risco de fuga e o risco à ordem pública depois de uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro. Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda no equipamento.

    Fonte: Exame, Poder360

  • O que aconteceu

    A condenação já é definitiva, sem possibilidade de recurso comum. Por isso, Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos e não pôde votar na eleição de 2026.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • O que aconteceu

    Desde 27 de março de 2026, Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar em Brasília, com tornozeleira. Ele saiu do hospital depois de 14 dias internado, e Moraes autorizou a domiciliar.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    Condenado com decisão definitiva. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, com tornozeleira, desde março de 2026. Há dois pedidos de revisão criminal no STF, ainda sem julgamento, sob relatoria de Nunes Marques. Flávio Bolsonaro não é réu nesse processo.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro e a defesa negam ter tentado dar um golpe. Na revisão criminal, os advogados dizem que receberam cerca de 70 terabytes de provas sem tempo para analisar, questionam a cadeia de custódia das provas digitais e pedem a suspensão da pena. Flávio Bolsonaro chama o processo de farsa e diz que o pai foi julgado por inimigos. Aliados lembram que o ministro Fux votou pela absolvição.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Bolsonaro foi condenado por planejar matar Lula. Ele foi condenado por golpe e outros crimes. O plano Punhal Verde e Amarelo foi atribuído ao general Mário Fernandes, e Fux disse não haver prova de que Bolsonaro sabia dele.
    • Não diga que Bolsonaro está numa cela. Hoje ele cumpre a pena em casa, com tornozeleira.
    • Não diga que Flávio foi acusado de participar da trama. Ele não é réu nesse processo. O que está documentado é a vigília que ele convocou, citada por Moraes na decisão de novembro de 2025.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo que une: quem ama o Brasil quer que o voto de cada um valha. Pergunte o que a pessoa acha de alguém tentar ficar no poder depois de perder a eleição, sem citar nomes no começo.
    • Fale do processo, não da pessoa: foram anos de investigação, denúncia da PGR, direito de defesa e voto de cinco ministros. Reconheça que um ministro votou pela absolvição. Isso mostra que houve debate, e não um julgamento de cartas marcadas.
    • Se a pessoa disser que é perseguição, não ironize. Pergunte se ela acharia aceitável um plano para matar o presidente eleito ser impresso dentro do Palácio do Planalto, seja qual fosse o partido no poder.
  • Fontes

    • Agência Brasil
    • InfoMoney
    • Exame
    • O Povo
    • Poder360
    • Gazeta do Povo
    • Valor Econômico
  • A ficha completa, com links

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A trama golpista e a condenação de Jair Bolsonaro Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe e outros quatro crimes. A condenação é definitiva, e ele cumpre a pena em prisão domiciliar. A defesa tenta reverter o caso com pedidos de revisão.

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  • Ataques à democracia

    Flávio Bolsonaro e a promessa de anistia ao pai e aos condenados do 8 de janeiro

    Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Alexandre de Moraes

  • Em resumo

    Flávio promete, se eleito, trabalhar por uma anistia ainda na transição de governo. Se ela não passar no Congresso, diz que dará indulto. A medida beneficiaria o pai, condenado por tentativa de golpe, e os condenados do 8 de janeiro.

  • O que aconteceu

    Na entrevista à TV Globo de 28 de agosto de 2026, Flávio disse: “Eu, como presidente da República, vou trabalhar pra que a anistia seja feita ainda na transição”. Se a anistia não for aprovada nesse período, ele disse que a alternativa será um indulto.

    Fonte: InfoMoney, Euronews

  • O que aconteceu

    Na mesma entrevista, Flávio chamou a condenação do pai de “farsa” para afastá-lo da vida pública e disse que ele foi “julgado pelos seus inimigos”. Também negou que tenha havido tentativa de golpe.

    Fonte: InfoMoney, UOL

  • O que aconteceu

    Flávio disse que as pessoas do 8 de janeiro “nem se conheciam” e que “não foi encontrada uma arma”. A checagem do g1 e do Globo mostrou que investigações da PF e da PGR apontaram organização prévia em caravanas e convivência de cerca de dois meses no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. Perícias e o relatório da CPMI registraram armas brancas e improvisadas, como facas, barras de ferro e estilingues.

    Fonte: O Globo / Fato ou Fake

  • O que aconteceu

    Os entrevistadores citaram depoimentos dos ex-comandantes da Aeronáutica e do Exército: um falou em risco iminente de golpe, e o outro confirmou que a minuta golpista foi discutida em reunião com Jair Bolsonaro. Flávio respondeu que isso “não é grave” porque o brigadeiro Baptista Júnior estaria pedindo voto para Lula. O brigadeiro negou fazer campanha para Lula.

    Fonte: O Globo / Fato ou Fake

  • O que aconteceu

    Em 22 de agosto de 2026, no Rio, Flávio pediu votos para candidatos ao Senado com o objetivo de aprovar uma “anistia geral, ampla e irrestrita” aos condenados do 8 de janeiro, que ele chamou de “perseguidos”, e a “libertação” de Jair Bolsonaro.

    Fonte: Estado de Minas

  • O que aconteceu

    Em 2026, o Congresso derrubou o veto de Lula à Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelo 8 de janeiro e pela trama golpista. Em maio, Moraes suspendeu a aplicação da lei até o STF julgar se ela é constitucional.

    Fonte: Gazeta do Povo, Jovem Pan

  • Situação hoje

    É uma promessa de campanha. Não há lei de anistia aprovada. A Lei da Dosimetria, que só reduz penas, está com a aplicação suspensa por decisão de Moraes desde maio de 2026, à espera do julgamento no plenário do STF. Não encontramos registro de que esse julgamento já tenha ocorrido.

  • O que eles dizem

    Flávio diz que o pai e os presos do 8 de janeiro são perseguidos, que o julgamento foi uma farsa conduzida por inimigos de Bolsonaro e que Bolsonaro não poderia responder pela depredação porque estava nos Estados Unidos. Aliados citam a Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso, como sinal de que as penas foram exageradas.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio já anistiou ou que a anistia está garantida. Ela depende do Congresso, e o indulto teria de ser assinado por um presidente eleito e empossado.
    • Não afirme como fato que a anistia seria derrubada pelo STF. Isso pode ser questionado na Justiça, mas ninguém sabe ainda como a Corte decidiria.
    • Não diga que todos os condenados do 8 de janeiro estão presos. Em janeiro de 2026, eram 179 presos entre 1.399 condenados, e quase 70% responderam por delitos de menor gravidade.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo valor da lei igual para todos. Pergunte se a pessoa acharia certo um presidente do PT prometer perdoar o próprio pai condenado. Deixe que ela responda antes de falar de Flávio.
    • Separe as coisas: dá para achar que a cabeleireira do batom recebeu pena alta demais e, ao mesmo tempo, não aceitar perdão para quem tramou um golpe. Isso evita que a pessoa sinta que precisa defender tudo ou nada.
    • Use o patriotismo a favor da conversa: quem ama o Brasil quer que a próxima eleição seja respeitada por quem perder. Pergunte que recado uma anistia dá para quem pensar em tentar de novo.
  • Fontes

    • InfoMoney
    • Euronews
    • UOL
    • O Globo / Fato ou Fake
    • Estado de Minas
    • Gazeta do Povo
    • Agência Brasil
    • Jovem Pan
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Flávio Bolsonaro e a promessa de anistia ao pai e aos condenados do 8 de janeiro Flávio promete, se eleito, trabalhar por uma anistia ainda na transição de governo. Se ela não passar no Congresso, diz que dará indulto. A medida beneficiaria o pai, condenado por tentativa de golpe, e os condenados do 8 de janeiro.

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  • Ataques à democracia

    O que Flávio Bolsonaro disse sobre urnas, TSE e STF na campanha de 2026

    Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Alexandre de Moraes

  • Em resumo

    Em julho de 2026, diante de diplomatas, Flávio repetiu uma informação falsa sobre as urnas, já desmentida pelo TSE. Depois disse que aceitaria o resultado e admitiu o erro. Na reta final, atacou o STF e pediu o impeachment de Moraes. Depois do primeiro turno, não voltou a questionar as urnas.

  • O que aconteceu

    Em 21 de julho de 2026, num evento com representantes de quase 50 países, Flávio disse que muitas máquinas usadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa, a Smartmatic. Citou um relatório da CIA sobre fraude na Venezuela.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O TSE já tinha desmentido essa informação. Segundo o tribunal, a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programou os aparelhos brasileiros. A empresa perdeu a licitação de 2020 para a Positivo.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    No mesmo evento, Flávio disse que não estava questionando o sistema de votação e pediu que os países mandassem observadores. A campanha divulgou nota dizendo confiar integralmente no sistema eleitoral.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    A federação do PT, PV e PCdoB entrou com uma ação no TSE contra Flávio e outros políticos da direita por espalharem informação falsa sobre as urnas. A ação pediu a remoção das publicações e multa.

    Fonte: Jornal de Brasília

  • O que aconteceu

    Em 2 de agosto de 2026, na TV Band, Flávio disse que aceitaria o resultado da eleição. Na mesma fala, afirmou que o TSE, “diferente do de 2022”, seria imparcial, e cobrou “mais camadas de transparência” nas urnas.

    Fonte: O Globo

  • O que aconteceu

    Na entrevista à TV Globo de 28 de agosto de 2026, Flávio disse: “Vou respeitar o processo eleitoral e o resultado das eleições”. Admitiu que errou sobre a empresa venezuelana: “Falei errado, ela não fabricou as urnas”.

    Fonte: UOL

  • O que aconteceu

    Em 17 de setembro de 2026, numa transmissão ao vivo, Flávio disse que queria “gente nossa, pelo Brasil inteiro” como fiscais de urna, para evitar que alguém votasse no lugar de outra pessoa. A fiscalização por partidos é prevista em lei, com até dois fiscais por mesa.

    Fonte: Metrópoles

  • O que aconteceu

    Em 1º de setembro de 2026, no Senado, Flávio pediu a abertura imediata de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, citando mensagens do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    São declarações de campanha. Flávio não foi condenado por essas falas. Até onde encontramos, não há decisão do TSE sobre a ação da federação do PT. Ele se comprometeu publicamente a aceitar o resultado e disputa o segundo turno contra Lula.

  • O que eles dizem

    A campanha diz que Flávio não questionou a integridade das urnas, só relatou o caso que tornou o pai inelegível e o relatório da CIA, e que quer ampliar a transparência e a observação internacional. Sobre o STF, Flávio diz que ministros perseguem políticos, interferem nas eleições e cometeram crimes que justificam impeachment.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio se recusou a aceitar o resultado. Ele disse mais de uma vez que vai aceitar, e admitiu o erro sobre a Smartmatic.
    • Não trate o recrutamento de fiscais como ataque à democracia. Fiscalizar a votação é direito dos partidos. O ponto de atenção é o discurso que acompanha, de suspeita sobre quem vota.
    • Não diga que pedir impeachment de ministro é golpe. É um instrumento previsto na Constituição. A crítica possível é ao tom e ao uso eleitoral contra o tribunal que condenou o pai dele.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo que vocês dois querem: uma eleição limpa, em que o voto de cada um seja contado. Pergunte se a pessoa confia no resultado do primeiro turno, em que Flávio foi o mais votado.
    • Mostre com calma que a própria fala sobre a empresa venezuelana foi corrigida por Flávio na TV. Não precisa humilhar ninguém: o próprio candidato reconheceu o erro.
    • Pergunte se a confiança nas urnas deve depender de quem ganha. Se o sistema serviu no primeiro turno, serve no segundo, para qualquer lado. Deixe a pessoa responder.
  • Fontes

    • g1
    • Jornal de Brasília
    • O Globo
    • UOL
    • Metrópoles
    • Poder360
    • Veja
  • A ficha completa, com links

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    minimanualdigital.com/direita/flavio-urnas-stf-2026

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O que Flávio Bolsonaro disse sobre urnas, TSE e STF na campanha de 2026 Em julho de 2026, diante de diplomatas, Flávio repetiu uma informação falsa sobre as urnas, já desmentida pelo TSE. Depois disse que aceitaria o resultado e admitiu o erro. Na reta final, atacou o STF e pediu o impeachment de Moraes. Depois do primeiro turno, não voltou a questionar as urnas.

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  • O que eles disseram

    Eduardo Bolsonaro: “novo AI-5” e “um soldado e um cabo” para fechar o STF

    Eduardo Bolsonaro

  • Em resumo

    Em 2018, Eduardo disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Em 2019, falou em “novo AI-5” se a esquerda radicalizasse. Pediu desculpas nas duas vezes.

  • O que aconteceu

    Em 9 de julho de 2018, numa aula para concurseiros em Cascavel (PR), Eduardo falou sobre a hipótese de o STF barrar a candidatura do pai e disse: “se quiser fechar o STF, você sabe o que faz? Você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo”. O vídeo circulou em outubro de 2018.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em 31 de outubro de 2019, em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle, falou sobre os protestos no Chile e disse: “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5”.

    Fonte: g1, BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    O AI-5, de dezembro de 1968, foi o ato mais duro da ditadura militar. Permitiu fechar o Congresso, cassar mandatos e suspender garantias como o habeas corpus.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Depois da reação, inclusive do próprio pai, Eduardo disse no mesmo dia que foi mal interpretado e pediu desculpas “a quem porventura tenha entendido que estou estudando o retorno do AI-5”.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Em maio de 2024, Alexandre de Moraes ironizou a fala de 2018: disse que o cabo, o soldado e o coronel estavam presos e o STF seguia funcionando, em referência ao 8 de janeiro.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Eduardo se mudou para os Estados Unidos em 2025 e teve o mandato de deputado cassado pela Mesa da Câmara em dezembro de 2025, por excesso de faltas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, por coação no curso do processo. Segundo a acusação, ele articulou ações com o governo dos EUA para pressionar ministros no julgamento do pai.

    Fonte: g1

  • Situação hoje

    Eduardo pediu desculpas pelas duas falas, que não levaram à perda do mandato. Hoje mora nos Estados Unidos, perdeu o mandato por faltas e foi condenado pelo STF em 2026 por coação, num caso ligado ao julgamento da trama golpista. Ele é irmão do candidato Flávio Bolsonaro.

  • O que eles dizem

    Sobre o AI-5, Eduardo disse: “Eu talvez tenha sido infeliz em falar no AI-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno do AI-5”, e que o governo deveria “tomar as rédeas” em caso de protestos violentos. Sobre o STF, disse que nunca defendeu fechar o tribunal, que “o vídeo não é motivo para alarde” e que, se foi infeliz, pedia desculpas.

  • Cuidado para não exagerar

    • Eduardo não disse que ia fechar o STF nem que o governo preparava um AI-5. As falas foram hipóteses ditas em entrevista e em aula. Cite as palavras exatas, que já bastam.
    • Na fala do STF, ele disse que “o pessoal até brinca”. Conte isso, para ninguém dizer que você escondeu o contexto.
    • Eduardo não está na chapa de Flávio. Use as falas para mostrar o pensamento do grupo político de Flávio, não para dizer que Flávio disse o mesmo.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte o que a pessoa sabe sobre o AI-5. Muita gente não sabe que ele fechou o Congresso e acabou com o habeas corpus. Explique com calma, sem dar aula.
    • Ligue à liberdade que a pessoa preza: um AI-5 serviria contra qualquer um que discordasse do governo, inclusive cristãos e conservadores.
    • Reconheça que ele pediu desculpas. Depois pergunte se é normal alguém tão próximo do poder precisar pedir desculpas duas vezes por falar em fechar instituições.
  • Fontes

    • g1
    • BBC News Brasil
    • Poder360
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Eduardo Bolsonaro: “novo AI-5” e “um soldado e um cabo” para fechar o STF Em 2018, Eduardo disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Em 2019, falou em “novo AI-5” se a esquerda radicalizasse. Pediu desculpas nas duas vezes.

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  • O que eles disseram

    Flávio Bolsonaro: “bombas atômicas”, a lei da misoginia e as frases checadas na campanha

    Flávio Bolsonaro

  • Em resumo

    Flávio comparou o tarifaço de Trump a bombas atômicas, votou a favor da lei da misoginia e depois chamou o projeto de “armadilha do PT”. Na campanha de 2026, checadores apontaram frases falsas.

  • O que aconteceu

    Em julho de 2025, depois que Trump anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio disse à CNN Brasil que o Brasil não estava “em condições de exigir nada” e que o caso deveria ser tratado “como uma negociação de guerra”.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Na mesma ocasião, comparou o tarifaço às bombas lançadas no Japão: “Cabe a nós a responsabilidade de evitar que duas bombas atômicas caiam aqui no Brasil para, só depois, anunciarmos uma anistia”.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em 24 de março de 2026, o Senado aprovou por unanimidade o projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo. Flávio votou a favor.

    Fonte: Metrópoles, Estado de Minas

  • O que aconteceu

    Depois de críticas da própria base e do irmão Eduardo, Flávio disse em 29 de março de 2026, nos Estados Unidos, que o projeto era “uma grande armadilha do PT” e que votou a favor porque sabia que o texto voltaria para a Câmara, onde os deputados do partido trabalhariam “para arquivar essa lei”.

    Fonte: Poder360, Revista Fórum

  • O que aconteceu

    Em 1º de outubro de 2026, numa live, Flávio disse que no governo do pai “não tinha corrupção”. A Lupa classificou como falso e citou o escândalo do MEC, em que pastores controlavam a agenda e a liberação de verbas, investigado no STF.

    Fonte: Lupa

  • O que aconteceu

    Na mesma live, disse que Lula deixou o povo “com fome”. A Lupa classificou como falso: o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em julho de 2025. O país tinha voltado ao mapa em 2021, durante o governo Bolsonaro, como efeito da pandemia.

    Fonte: Lupa

  • O que aconteceu

    Em 4 de outubro de 2026, após o 1º turno, disse ser “o único candidato” comprometido com o fim da reeleição. A Lupa classificou como falso, porque outros candidatos defenderam o mesmo. Em março, num discurso a empresários, ele tinha acenado com um governo de oito anos.

    Fonte: Lupa

  • Situação hoje

    Flávio disputa o 2º turno contra Lula em 2026. Não se retratou da fala sobre as bombas atômicas. O projeto da misoginia estava parado na Câmara em agosto de 2026, sem data para votação. A Lupa avisou a campanha sobre as checagens da live e disse que incluiria as respostas recebidas.

  • O que eles dizem

    Sobre o tarifaço, Flávio disse que o Brasil não tinha poder de barganha e que resistir traria “aumento de taxas” e sanções. Sobre a lei da misoginia, disse que ela “não defende as mulheres”, que “vai gerar uma censura” e que nenhum político de direita apoiaria um projeto que desse ao governo instrumentos para “censurar a liberdade de expressão”.

  • Cuidado para não exagerar

    • Flávio não disse que os EUA deveriam jogar bombas no Brasil. Ele usou as bombas como comparação para defender que o Brasil cedesse. Cite a frase inteira.
    • Circulam conteúdos falsos sobre Flávio. É falso que ele usou camiseta contra nordestinos, é falso que disse que vai privatizar o SUS e a foto dele com um elefante abatido foi feita por inteligência artificial. Não compartilhe nada disso.
    • Na live de 1º de outubro, a fala que associou Lula à pedofilia foi de um aliado, Guilherme Derrite, e não do próprio Flávio. Não atribua a ele.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte o que a pessoa acha de um candidato a presidente que, diante de uma tarifa contra produtos brasileiros, disse que o país não podia “exigir nada” e devia ceder. Ligue ao trabalhador do agro e da indústria que perde com a tarifa. Deixe ela responder antes de opinar.
    • Sobre a lei da misoginia, não discuta se a lei é boa ou ruim. Mostre que ele votou a favor e depois disse que era armadilha, e pergunte se dá para confiar em quem muda de voto conforme a plateia.
    • Use as checagens com respeito: “eu também já acreditei em coisa errada, por isso gosto de conferir”. Mostre a página da Lupa e deixe a pessoa ler.
  • Fontes

    • Poder360
    • Metrópoles
    • Estado de Minas
    • Revista Fórum
    • Lupa
  • A ficha completa, com links

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Flávio Bolsonaro: “bombas atômicas”, a lei da misoginia e as frases checadas na campanha Flávio comparou o tarifaço de Trump a bombas atômicas, votou a favor da lei da misoginia e depois chamou o projeto de “armadilha do PT”. Na campanha de 2026, checadores apontaram frases falsas.

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  • O que propõem para 2026

    As propostas de Flávio para segurança, armas e anistia

    Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Marcos Pollon

  • Em resumo

    Facções tratadas como “narcoterroristas”, maioridade penal aos 16 anos, presídios no modelo de El Salvador e anistia ao pai logo na transição.

  • O que aconteceu

    O plano propõe classificar facções como PCC e Comando Vermelho, e também milícias, como organizações “narcoterroristas”. Prevê bloqueio de bens e reforço no combate à lavagem de dinheiro.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O plano propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Em crimes como estupro, tráfico, assassinato e tortura, a punição valeria a partir dos 14 anos.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Promete criar 500 mil vagas em presídios e cinco presídios federais de segurança máxima no modelo de El Salvador, num complexo chamado “Treva”. O Brasil já tem cinco penitenciárias federais.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Para a violência contra a mulher, propõe tornozeleira para agressores com medida protetiva. Segundo o g1, esse monitoramento já está previsto na Lei Maria da Penha.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em maio de 2026, os EUA classificaram PCC e CV como terroristas dois dias depois de uma reunião de Flávio com Donald Trump. Especialistas ouvidos pelo g1 apontaram riscos à soberania, aos investimentos e aos vistos de brasileiros. Defensores veem ganho no combate às facções.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Flávio prometeu aderir ao Escudo das Américas, aliança liderada pelos EUA contra facções. O ex-secretário nacional de Segurança Pública Mario Sarrubbo alertou para o risco de operações estrangeiras na Amazônia sem participação brasileira.

    Fonte: VEJA

  • O que aconteceu

    Sobre a maioridade penal, especialistas ouvidos na Câmara apontaram que a reincidência no sistema adulto (42,5%) é maior que no socioeducativo (23,9%). A OAB disse que levar jovens a presídios facilita o recrutamento por facções. Defensores citam pesquisas com 84% a 90% de apoio à redução.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O deputado Marcos Pollon, escolhido por Flávio para a área de armas na transição, disse que a ideia é reverter os decretos de Lula e aprovar uma lei permanente com regras para posse e porte.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • Situação hoje

    Propostas do plano registrado no TSE em agosto de 2026. A PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos foi aprovada na CCJ da Câmara em junho de 2026 e ainda depende de comissão especial e do plenário. A anistia depende do Congresso.

  • O que eles dizem

    Flávio diz que as facções são um “governo paralelo” e que tratá-las como narcoterroristas é “proteção ao povo brasileiro”. Sobre a decisão dos EUA, disse que fez pela segurança do Brasil “mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos”. Sobre o pai, diz que “uma grande farsa foi armada” para tirá-lo da vida pública e que o julgamento foi injusto.

  • Cuidado para não exagerar

    • Quem classificou PCC e CV como terroristas foi o governo dos EUA, não Flávio. Diga que a decisão veio depois da reunião dele com Trump, sem afirmar que ele pediu uma intervenção militar.
    • Redução da maioridade penal tem apoio da maioria da população e já avançou na Câmara. Não trate quem apoia como cruel. Discuta se funciona.
    • A proposta sobre armas foi descrita por um aliado, Marcos Pollon. Não diga que está escrita no plano.
  • Como usar na conversa

    • Comece concordando: todo mundo quer menos crime e mais segurança para a família. Depois pergunte o que funciona. Use o dado da reincidência: preso adulto volta mais ao crime do que o jovem no sistema socioeducativo.
    • Fale de soberania com quem é patriota. Aliança com operações estrangeiras na Amazônia pode tirar do Brasil o controle do próprio território. Pergunte se a pessoa aceitaria isso.
    • Sobre a anistia, pergunte com calma: “Das primeiras tarefas de um presidente, soltar o próprio pai deveria ser uma delas?”. Deixe a pessoa responder.
  • Fontes

    • g1
    • VEJA
    • Gazeta do Povo
    • InfoMoney
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    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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As propostas de Flávio para segurança, armas e anistia Facções tratadas como “narcoterroristas”, maioridade penal aos 16 anos, presídios no modelo de El Salvador e anistia ao pai logo na transição.

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    Flávio e o trabalho: contra o fim da 6x1 e a favor da “jornada flexível”

    Flávio Bolsonaro

  • Em resumo

    Flávio é contra acabar com a escala 6x1. Propõe jornada combinada entre patrão e empregado, pagamento por hora e contratos mais baratos para jovens.

  • O que aconteceu

    Flávio é contra o fim da escala 6x1, em que o trabalhador descansa só um dia por semana. Defende uma “jornada flexível”, combinada entre patrão e empregado, com pagamento por hora trabalhada. Segundo o g1, essa jornada poderia incluir redução do salário.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O plano diz: “Defendemos o negociado sobre o legislado, ou seja, permitir que trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei”.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O plano propõe um contrato para jovens de 18 a 24 anos no primeiro emprego, com menor custo na folha. Propõe também um contrato mais atrativo para quem tem 50 anos ou mais e está desempregado há pelo menos 12 meses.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O plano fala em “reduzir gradualmente o custo do trabalho”, mas não explica como. Também critica a contribuição sindical e defende manter as regras atuais do trabalho por aplicativo.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    A campanha diz que Flávio não quer acabar com a CLT nem tirar direitos. Segundo ela, quem quiser fica na escala atual, e quem quiser trabalhar mais horas ganha mais.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Especialistas ouvidos pelo g1 apontam uma contradição: candidatos que defendem menos regras no trabalho também rejeitam o fim da 6x1 e a redução da jornada sem corte de salário. A cientista política Mayra Goulart diz que muitos trabalhadores não conseguem negociar de igual para igual, porque precisam garantir o sustento.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O emprego com carteira segue em alta. Em 2026, o desemprego caiu para 5,3%, o menor da série do IBGE para o período, e o setor privado chegou a 39,5 milhões de trabalhadores com carteira, um recorde.

    Fonte: g1

  • Situação hoje

    Proposta do plano registrado no TSE em agosto de 2026. A PEC do fim da escala 6x1, apoiada por Lula, está em discussão no Senado em outubro de 2026.

  • O que eles dizem

    Flávio diz que a pessoa “não tem que ficar engessada com uma escala fixa”. Segundo a campanha, “quem quiser trabalhar no sistema que está, vai continuar”, com “todos os direitos trabalhistas garantidos”, e quem quiser trabalhar mais horas “vai ganhar mais”. O plano afirma que, quando as duas partes negociam, “cresce a qualidade do emprego, crescem as empresas e crescem as oportunidades”.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio quer acabar com a CLT, com as férias ou com o 13º. Ele nega, e o plano não diz isso.
    • A redução de salário é uma possibilidade da jornada flexível, não uma regra escrita para todos. Fale em risco, não em certeza.
    • Muita gente quer de verdade mais flexibilidade e trabalhar mais para ganhar mais. Não trate esse desejo como bobagem.
  • Como usar na conversa

    • Ligue com a família: “Quantos domingos com os filhos você teve no último mês?”. O fim da 6x1 é sobre ter dois dias de descanso. Pergunte se a pessoa trocaria isso por uma negociação direta com o chefe.
    • Pergunte quem tem força na negociação: “Se o patrão propõe menos horas e menos salário, você consegue dizer não?”. Deixe a pessoa responder pela própria experiência.
    • Sobre o contrato mais barato para jovens, pergunte o que seria cortado. O plano não diz. Para um pai ou uma mãe, a pergunta é se o filho entraria no mercado com menos direitos.
  • Fontes

    • g1
    • Folha de S.Paulo
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    O plano econômico de Flávio Bolsonaro: o “tesouraço”

    Flávio Bolsonaro · Daniella Marques

  • Em resumo

    O plano promete cortar gastos e impostos ao mesmo tempo. Mas não diz quanto vai cortar, onde, nem quem paga a conta.

  • O que aconteceu

    Flávio Bolsonaro protocolou o plano de governo na Justiça Eleitoral em 13 de agosto de 2026. A bandeira é um “grande tesouraço”: cortar gastos, enxugar a máquina e reduzir impostos.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O plano propõe trocar o arcabouço fiscal por uma nova regra, focada em reduzir a dívida. Se aprovada, seria o terceiro teto de gastos em cerca de dez anos. O texto não traz a fórmula da regra nem metas em números.

    Fonte: Folha de S.Paulo, Forbes Brasil

  • O que aconteceu

    Promete cortar no mínimo 10 ministérios, reduzir cargos comissionados e combater supersalários. O plano não diz quais ministérios, quantos cargos nem quanto isso economiza.

    Fonte: Forbes Brasil

  • O que aconteceu

    Propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização, “avaliando caso a caso”. Não há lista de empresas, cronograma nem estimativa de arrecadação.

    Fonte: Forbes Brasil

  • O que aconteceu

    Propõe rever a reforma tributária, cortar exceções e reduzir o IVA. Também promete baixar impostos sobre energia e combustíveis. Segundo a Folha, isso pode aumentar os benefícios fiscais em vez de reduzi-los.

    Fonte: Folha de S.Paulo, Forbes Brasil

  • O que aconteceu

    A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, ex-assessora de Paulo Guedes, disse à GloboNews que o corte de gastos seria de 1,5% do PIB. O plano não indica quais despesas permanentes seriam reduzidas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Economistas ouvidos pela Folha dizem que o plano não explica como equilibrar as contas. Sergio Vale, da MB Associados, vê incoerência: o texto promete cortar gastos e impostos e, ao mesmo tempo, gastar mais com presídios e infraestrutura.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O plano anuncia R$ 900 bilhões em infraestrutura em quatro anos, com capital privado, concessões, BNDES e um fundo com bens da União. Não diz quanto viria de cada fonte.

    Fonte: Forbes Brasil

  • Situação hoje

    Proposta do plano registrado no TSE em 13 de agosto de 2026. Flávio terminou o primeiro turno à frente e disputa o segundo turno com Lula em 25 de outubro de 2026. Até 6 de outubro de 2026, a campanha não divulgou quanto cada medida economiza.

  • O que eles dizem

    O plano diz: “Nossa bandeira é um grande tesouraço: um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz.” Também afirma que “juros menores não se decretam: conquistam-se com contas em ordem”. A campanha promete manter os programas sociais, com combate a fraudes, e diz que não vai cortar dos aposentados.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio vai acabar com o Bolsa Família ou cortar aposentadorias. O plano diz manter os programas sociais, e ele afirmou que não fará economia com aposentados. A crítica correta é que ele não explica de onde sai o corte.
    • Não diga que ele vai privatizar a Petrobras. O plano fala em retomar privatizações “caso a caso”, sem lista de empresas.
    • O número de 1,5% do PIB veio da coordenadora, em entrevista. Não está escrito no plano.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo bolso. Cortar 1,5% do PIB é muito dinheiro. Pergunte: “Você sabe de onde vai sair esse corte?”. Saúde, educação e Previdência estão entre os maiores gastos. Deixe a pessoa pensar no que ela aceitaria perder.
    • Mostre a conta que não fecha: cortar imposto, cortar gasto e ainda construir presídios e investir R$ 900 bilhões em obras. Não diga que é mentira. Pergunte quem paga.
    • Valorize o que é legítimo: querer menos desperdício e menos imposto é razoável. A pergunta é se o plano mostra o caminho. Hoje, ele não mostra.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • Forbes Brasil
    • g1
    • O Tempo (Folhapress)
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    A “PEC Kamikaze”: R$ 41,2 bilhões em benefícios às vésperas da eleição de 2022

    Jair Bolsonaro · Paulo Guedes

  • Em resumo

    A menos de três meses da eleição, o governo criou um “estado de emergência” para driblar a lei eleitoral e pagar benefícios que acabavam em dezembro de 2022.

  • O que aconteceu

    Em 13 de julho de 2022, a Câmara concluiu a aprovação de uma PEC que criou um “estado de emergência” para permitir ao governo dar benefícios a menos de três meses da eleição. Em condições normais, a lei eleitoral proíbe isso. O placar foi de 469 votos a 17.

    Fonte: g1, BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    A PEC previa gasto extra de R$ 41,2 bilhões fora do Orçamento. O Auxílio Brasil subiu de R$ 400 para R$ 600 (custo de R$ 26 bilhões) e foi criado um voucher de R$ 1 mil para caminhoneiros (R$ 5,4 bilhões). Todos os benefícios acabavam em dezembro, mês seguinte à eleição.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O apelido “PEC Kamikaze” foi dado pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, quando o governo ainda não apoiava a ideia, por considerá-la um “suicídio” para as contas públicas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Bolsonaro era candidato à reeleição e estava atrás de Lula em todas as pesquisas. Deputados de oposição votaram a favor, para ajudar os mais pobres, mas chamaram a medida de eleitoreira.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Economistas ouvidos pela BBC alertaram para mais desconfiança do mercado, pressão sobre juros e inflação, e dificuldades para quem assumisse o governo em 2023.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Em agosto de 2024, o STF decidiu que o “estado de emergência” criado pela emenda foi inconstitucional. A decisão vale para o futuro, e ninguém precisou devolver dinheiro. O ministro Gilmar Mendes disse: “Que possamos sinalizar que valeu uma vez, e não mais”.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno, o governo Lula reajustou o Bolsa Família em 15,04%, de R$ 600 para R$ 691. O governo diz que é reposição da inflação. Críticos lembram que o PT condenou a PEC de 2022.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • Situação hoje

    Caso encerrado. Os benefícios foram pagos de agosto a dezembro de 2022. Em 2024, o STF declarou inconstitucional o “estado de emergência”, com efeito apenas para o futuro.

  • O que eles dizem

    O governo Bolsonaro defendeu a PEC como forma de reduzir o impacto da alta dos combustíveis e da inflação sobre os mais vulneráveis. O texto justificou o estado de emergência pela “elevação extraordinária e imprevisível dos preços do petróleo, combustíveis e seus derivados”. Guedes, que deu o apelido, passou a dizer que a PEC não teria impacto fiscal naquele ano.

  • Cuidado para não exagerar

    • A PEC foi aprovada com votos da oposição. Não diga que foi só obra de Bolsonaro.
    • Os benefícios ajudaram famílias de verdade num momento de preços altos. Não desdenhe de quem recebeu.
    • O STF não mandou devolver nada. A decisão vale para casos futuros.
  • Como usar na conversa

    • Comece concordando: ajudar quem passa aperto é certo. Depois pergunte sobre o prazo: “Por que um benefício criado em julho acabava justo em dezembro, depois da eleição?”.
    • Use o apelido do próprio Guedes. Quem chamou a PEC de “kamikaze” foi o ministro de Bolsonaro, não a esquerda. Isso tira a discussão do campo do partido.
    • Se a pessoa citar o reajuste de Lula em 2026, não brigue. Diga que a regra deve valer para todos e que o STF já disse que o caminho de 2022 não pode se repetir.
  • Fontes

    • g1
    • BBC News Brasil
    • Gazeta do Povo
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A “PEC Kamikaze”: R$ 41,2 bilhões em benefícios às vésperas da eleição de 2022 A menos de três meses da eleição, o governo criou um “estado de emergência” para driblar a lei eleitoral e pagar benefícios que acabavam em dezembro de 2022.

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    Amazônia e Yanomami no governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Ricardo Galvão

  • Em resumo

    O desmatamento na Amazônia subiu 59,5% no mandato, com fiscalização em queda. O garimpo avançou na terra Yanomami, e a crise de saúde virou emergência em 2023.

  • O que aconteceu

    Pelo Prodes, do Inpe, o desmatamento na Amazônia era de 7.536 km² quando Bolsonaro assumiu. Foi a 10.129 km² em 2019, 10.851 km² em 2020, 13.038 km² em 2021 e 11.568 km² em 2022 (estimativa divulgada em novembro de 2022).

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo cálculo do Observatório do Clima com dados do Inpe, o desmatamento subiu 59,5% no mandato, a maior alta percentual de um governo desde o início das medições por satélite, em 1988. A média anual foi de 11.396 km², contra 7.145 km² nos quatro anos anteriores.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em 2021, o Brasil perdeu a maior área de floresta desde 2006. No mesmo período, o Ibama lavrou 2.472 autos de infração, 41% menos que antes da gestão Bolsonaro e o menor número da série.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo o MapBiomas, o governo federal fiscalizou cerca de 2,17% dos alertas de desmatamento entre janeiro de 2019 e março de 2022.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 2019, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados de desmatamento. O diretor do instituto, Ricardo Galvão, rebateu e acabou exonerado.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Na Terra Indígena Yanomami, a área de garimpo quase quadruplicou em um ano: de 414 hectares em 2020 para 1.556 hectares em 2021, segundo o MapBiomas.

    Fonte: piauí

  • O que aconteceu

    Em janeiro de 2023, o governo declarou emergência de saúde pública no território. O Ministério dos Povos Indígenas informou que 99 crianças Yanomami com menos de 5 anos morreram em 2022, por desnutrição, pneumonia e malária, entre outras causas. Houve 11.530 casos de malária em 2022.

    Fonte: UOL (AFP)

  • O que aconteceu

    Segundo o Ministério Público Federal, um plano do Ibama para tirar os garimpeiros da terra Yanomami em seis meses foi validado, mas nunca aplicado no governo Bolsonaro.

    Fonte: O Globo

  • Situação hoje

    Dados fechados do mandato de 2019 a 2022. O desmatamento na Amazônia caiu nos anos seguintes, mas a degradação por incêndios cresce desde 2022.

  • O que eles dizem

    Em 2019, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados e de agir “a serviço de alguma ONG”. Ele também disse que a divulgação dos dados atrapalhava negociações comerciais. Bolsonaro defendeu abrir terras indígenas ao garimpo e à exploração agrícola e questionou a demarcação da terra Yanomami.

  • Cuidado para não exagerar

    • O desmatamento já vinha subindo desde 2015, antes de Bolsonaro. Diga que ele acelerou, não que começou.
    • O período de agosto de 2022 a julho de 2023 inclui meses do governo Bolsonaro. Não atribua toda a queda de 2023 só a Lula.
    • As mortes de Yanomami continuaram altas em 2023. A crise é antiga e não acabou com a troca de governo.
  • Como usar na conversa

    • Fale de lei e ordem: garimpo ilegal e desmatamento ilegal são crimes. Pergunte: “Você acha certo o governo fiscalizar só 2% dos alertas de crime?”.
    • Fale com quem é do agro: desmatamento ilegal fecha mercados para quem produz certo. Em 2025, o desmatamento caiu e o agro seguiu crescendo, segundo o governo.
    • Sobre os Yanomami, fale das crianças. 99 crianças pequenas morreram em 2022. Pergunte o que a pessoa acha que um governo deve fazer quando sabe que o garimpo ilegal está ali.
  • Fontes

    • g1
    • Folha de S.Paulo
    • piauí
    • UOL (AFP)
    • O Globo
    • g1 (Jornal Nacional)
    • Gazeta do Povo
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Amazônia e Yanomami no governo Bolsonaro O desmatamento na Amazônia subiu 59,5% no mandato, com fiscalização em queda. O garimpo avançou na terra Yanomami, e a crise de saúde virou emergência em 2023.

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    O governo Bolsonaro em números: fome, preços, emprego e salário mínimo

    Jair Bolsonaro · Paulo Guedes

  • Em resumo

    O Brasil voltou ao Mapa da Fome, os preços subiram 26,93% em quatro anos e o salário mínimo ficou sem ganho real. O desemprego caiu no fim do mandato.

  • O que aconteceu

    Segundo a FAO, agência da ONU, o Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2021, depois de ter saído em 2014. A ONU atribui a volta à mudança nas prioridades das políticas públicas e aos impactos da pandemia.

    Fonte: ONU Brasil (FAO)

  • O que aconteceu

    Uma pesquisa da Rede Penssan feita entre novembro de 2021 e abril de 2022 apontou 33,1 milhões de pessoas sem garantia do que comer. Mais da metade da população (58,7%) vivia com algum grau de insegurança alimentar.

    Fonte: Agência Senado

  • O que aconteceu

    A inflação oficial de 2019 a 2022 somou 26,93%, a maior para um mandato desde o primeiro governo Dilma (27,03%). Foram quatro anos seguidos acima do teto da meta. Especialistas apontam a pandemia como principal motor da alta.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O desemprego terminou 2022 em 7,9%, o menor para o período desde 2014. No mesmo ano, o número de trabalhadores sem carteira chegou a 13,2 milhões, o maior da série iniciada em 2012.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em 2019, o governo decidiu corrigir o salário mínimo só pela inflação. Acabou a regra, em vigor desde 2011, que somava o crescimento da economia ao reajuste.

    Fonte: El País Brasil

  • O que aconteceu

    O governo enviou a proposta de Orçamento de 2023 sem ganho real para o salário mínimo pelo quarto ano seguido, segundo a Folha.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2022, a Folha revelou que a equipe de Paulo Guedes preparava, em caso de reeleição, uma regra para desvincular o salário mínimo e as aposentadorias da inflação passada. O reajuste poderia ser menor que a inflação. Pela simulação do jornal, o aumento de 10,16% do mínimo em 2022 poderia ter caído para 3,5% ou 5,03%.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Depois do governo Bolsonaro, o Brasil saiu de novo do Mapa da Fome. O relatório da ONU de 2025 mostrou menos de 2,5% da população subalimentada na média de 2022 a 2024.

    Fonte: ONU Brasil (FAO)

  • Situação hoje

    Dados fechados do mandato de 2019 a 2022. A proposta de Guedes sobre o salário mínimo nunca foi apresentada, porque Bolsonaro perdeu a eleição de 2022.

  • O que eles dizem

    Os defensores do governo apontam a pandemia, a alta mundial das commodities e a guerra na Ucrânia como causas da inflação, explicação que economistas ouvidos pelo g1 também dão. Em 2022, o governo defendeu o Auxílio Brasil de R$ 600 como forma de reduzir o impacto da inflação nos mais pobres. Sobre o salário mínimo, a Folha registrou que Bolsonaro já tinha rejeitado antes ideia parecida de desvincular benefícios. Hoje, Flávio diz que “quem recebe salário mínimo hoje está perdendo o poder de compra pela gastança do governo”.

  • Cuidado para não exagerar

    • A pandemia pesou muito na fome e nos preços, no Brasil e no mundo. Não diga que tudo foi culpa só de Bolsonaro.
    • O desemprego caiu no fim do governo. Não diga que o emprego só piorou.
    • A inflação do mandato (26,93%) foi parecida com a do primeiro governo Dilma (27,03%). Não diga que foi a maior da história.
  • Como usar na conversa

    • Comece pela memória da pessoa: “Lembra como estava a compra do mês em 2021 e 2022?”. Deixe ela contar. Depois traga o dado da Rede Penssan e da ONU.
    • Reconheça a pandemia logo de início. Isso tira a defensiva. Depois mostre o que foi escolha de governo: acabar com o ganho real do salário mínimo.
    • Para quem é aposentado ou ganha o mínimo, fale do plano de Guedes para desvincular o reajuste da inflação. A coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, foi assessora de Guedes. Pergunte se a pessoa sabe o que Flávio pretende fazer com a regra.
  • Fontes

    • ONU Brasil (FAO)
    • Agência Senado
    • g1
    • Poder360
    • El País Brasil
    • Folha de S.Paulo
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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O governo Bolsonaro em números: fome, preços, emprego e salário mínimo O Brasil voltou ao Mapa da Fome, os preços subiram 26,93% em quatro anos e o salário mínimo ficou sem ganho real. O desemprego caiu no fim do mandato.

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    “Gripezinha”, “não sou coveiro”, “e daí?”: o que Bolsonaro disse na pandemia

    Jair Bolsonaro

  • Em resumo

    Frases de Jair Bolsonaro sobre a covid, com data, contexto e vídeo. Ele depois disse que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes.

  • O que aconteceu

    Em 24 de março de 2020, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro criticou o fechamento de escolas e do comércio. Disse que, pelo seu “histórico de atleta”, se pegasse o vírus nada sentiria ou teria no máximo uma “gripezinha” ou “resfriadinho”.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Em 20 de abril de 2020, perguntado sobre o número de mortos por covid no Brasil, respondeu: “Eu não sou coveiro”.

    Fonte: Folha de S.Paulo, Poder360

  • O que aconteceu

    Em 28 de abril de 2020, quando o Brasil passou a China em total de mortes, com 474 óbitos registrados em 24 horas, disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

    Fonte: Estadão, Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 10 de novembro de 2020, ao defender menos isolamento, disse: “Lamento os mortos, todos nós vamos morrer um dia” e que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 18 de março de 2021, em sua live semanal, imitou uma pessoa com falta de ar ao criticar o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Repetiu a imitação em outra live em maio de 2021.

    Fonte: iG Último Segundo

  • O que aconteceu

    Em março de 2021, com recorde de mortes, disse: “chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em agosto de 2022, no Jornal Nacional, perguntado sobre a imitação, respondeu: “Eu queria que você botasse no ar eu imitando a falta de ar”. Em setembro de 2022, num podcast, disse que “a questão do coveiro eu retiraria”.

    Fonte: Poder360, Estado de Minas

  • Situação hoje

    Bolsonaro não pediu desculpas formais pelas frases. Disse em 2022 que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes, mas os vídeos das lives existem. A CPI da Covid pediu o indiciamento dele por nove crimes ligados à condução da pandemia. Ele foi condenado pelo STF em 2025 por outro caso, a trama golpista, e não por estas falas.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro dizia que queria evitar o desemprego e a fome causados pelo isolamento: “O pessoal vai morrer de fome, de depressão?”. Em 2022, disse que a imprensa tentava tirá-lo do sério, que “a questão do coveiro eu retiraria” e que não estava “zombando de ninguém” ao imitar a falta de ar.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não junte frases de dias diferentes. “Não sou coveiro” é de 20 de abril de 2020 e “E daí?” é de 28 de abril de 2020. Citar as duas como uma só fala dá a quem defende Bolsonaro um motivo para desqualificar tudo.
    • “Gripezinha” foi dita sobre o caso pessoal dele, por ser atleta, e não como definição da doença para todos. Conte a frase inteira, que já é forte o bastante.
    • Não diga que ele foi condenado pelas mortes da pandemia. A CPI pediu indiciamentos, mas até outubro de 2026 não há condenação por isso.
  • Como usar na conversa

    • Comece pela dor, não pelo político. Pergunte se a pessoa perdeu alguém na pandemia e escute antes de mostrar qualquer vídeo.
    • Mostre a fala com data e contexto e pergunte: “Você acha que um pai de família falaria assim sobre a morte de alguém?”. Deixe a pessoa tirar a conclusão.
    • Reconheça que o medo do desemprego era real. O ponto não é a preocupação com a economia, é a falta de respeito com quem morreu.
  • Fontes

    • BBC News Brasil
    • Folha de S.Paulo
    • Poder360
    • Estadão
    • iG Último Segundo
    • Estado de Minas
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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“Gripezinha”, “não sou coveiro”, “e daí?”: o que Bolsonaro disse na pandemia Frases de Jair Bolsonaro sobre a covid, com data, contexto e vídeo. Ele depois disse que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes.

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    CPI da Covid: o que concluiu e o que aconteceu depois

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Eduardo Bolsonaro

  • Em resumo

    A CPI pediu 80 indiciamentos, incluindo Bolsonaro e os três filhos políticos. A PGR de Aras arquivou a maior parte. Em 2025, o STF abriu um novo inquérito, e Flávio está na lista.

  • O que aconteceu

    Em 26 de outubro de 2021, a CPI da Covid do Senado aprovou por 7 votos a 4 o relatório final do senador Renan Calheiros. O documento tem 1.289 páginas, atribui nove crimes a Bolsonaro e pede 80 indiciamentos.

    Fonte: g1, Senado Federal

  • O que aconteceu

    Entre os crimes atribuídos a Bolsonaro estão charlatanismo, infração a medidas sanitárias preventivas, epidemia com resultado em morte e incitação ao crime.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Os crimes de homicídio e de genocídio de indígenas chegaram a ser previstos, mas foram retirados do texto na véspera por falta de acordo na CPI. O relatório manteve a acusação de crime contra a humanidade.

    Fonte: Estado de Minas

  • O que aconteceu

    Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro aparecem no relatório na lista de incitação ao crime.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em novembro de 2022, a PGR pediu o arquivamento da apuração sobre incitação ao crime contra Bolsonaro. A vice-procuradora Lindôra Araújo disse que não havia “elementos mínimos” para uma investigação criminal.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Augusto Aras, procurador-geral na época, afirma que, das dez petições abertas a partir da CPI, sete não tinham justa causa para ação penal e foram arquivadas pelo STF.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em 18 de setembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, abriu inquérito com base no relatório da CPI, a pedido da Polícia Federal. A investigação apura indícios de fraude em licitações, superfaturamento, desvio de dinheiro e incentivo a condutas que prejudicaram o combate à pandemia.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro estão entre os investigados nesse inquérito, ao lado de ex-ministros, deputados e empresários.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    O inquérito aberto por Dino em setembro de 2025 segue no STF. Até outubro de 2026 não há denúncia nem condenação de Bolsonaro ou dos filhos pelos fatos da CPI. Ser investigado não é ser culpado.

  • O que eles dizem

    No dia da votação, Flávio Bolsonaro, então senador pelo Patriota, disse que o relatório era “juridicamente frágil” e político, e que as provas foram colhidas com ilegalidade e abuso. Em setembro de 2025, Eduardo Bolsonaro chamou o novo inquérito de perseguição: “Como alguém pode falar em pacificação reabrindo inquéritos já sepultados?”.

  • Cuidado para não exagerar

    • Indiciamento pedido pela CPI não é condenação. A CPI só recomenda. Quem acusa é o Ministério Público e quem julga é a Justiça.
    • Genocídio e homicídio foram retirados do texto final. Não diga que a CPI acusou Bolsonaro de genocídio.
    • Flávio é investigado no inquérito de 2025, mas a decisão não detalha o que cada investigado fez. Não atribua a ele um crime específico.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo fato que ninguém nega: mais de 600 mil brasileiros morreram e o Senado investigou por seis meses. Pergunte se a pessoa acha justo que isso seja apurado até o fim.
    • Se a pessoa disser que é perseguição, concorde que a Justiça precisa ser imparcial com todos. Depois lembre que o inquérito foi pedido pela Polícia Federal e que Flávio pode se defender.
    • Ligue ao voto: quem quer ser presidente deveria explicar o que fez na pandemia, por respeito às famílias que perderam alguém.
  • Fontes

    • g1
    • Senado Federal
    • Poder360
    • Estado de Minas
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CPI da Covid: o que concluiu e o que aconteceu depois A CPI pediu 80 indiciamentos, incluindo Bolsonaro e os três filhos políticos. A PGR de Aras arquivou a maior parte. Em 2025, o STF abriu um novo inquérito, e Flávio está na lista.

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    Vacina atrasada e cloroquina: as escolhas do governo Bolsonaro na pandemia

    Jair Bolsonaro · Élcio Franco · Valdemar Costa Neto

  • Em resumo

    A Pfizer ofereceu vacinas em agosto de 2020 e o governo só fechou contrato em março de 2021. Enquanto isso, o governo apostou na cloroquina, sem eficácia comprovada.

  • O que aconteceu

    Segundo o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, a empresa fez três propostas ao governo em agosto de 2020, de 30 ou 70 milhões de doses. Algumas previam 1,5 milhão de doses ainda em 2020. O governo não aceitou nem rejeitou.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    A Pfizer também enviou uma carta a Bolsonaro sobre a vacina, o que Murillo confirmou à CPI da Covid em maio de 2021.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O contrato com a Pfizer só foi fechado em 19 de março de 2021, no auge da pandemia. As primeiras doses chegaram no fim de abril de 2021.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Na CPI, o senador Randolfe Rodrigues disse que houve 81 trocas de mensagens entre a Pfizer e o governo, e que 53 e-mails da empresa ficaram sem resposta. Essa é a contagem do senador.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em maio de 2020, o ministro da Saúde Nelson Teich deixou o cargo com menos de um mês, após divergir de Bolsonaro sobre o uso da cloroquina e sobre o isolamento. Bolsonaro queria mudar o protocolo do SUS para usar o remédio desde o início do tratamento.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O Laboratório do Exército aumentou em 84 vezes a produção de cloroquina, segundo o Ministério Público junto ao TCU, que pediu investigação sobre superfaturamento na compra do insumo. Até junho de 2020, o Ministério da Saúde tinha distribuído 4,4 milhões de comprimidos aos estados, mesmo sem comprovação de eficácia contra a covid.

    Fonte: DW Brasil, no Poder360

  • O que aconteceu

    O relatório final da CPI da Covid, aprovado em 26 de outubro de 2021, atribuiu a Bolsonaro crimes como charlatanismo e infração a medidas sanitárias preventivas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em março de 2026, o ex-governador João Doria disse que Bolsonaro teria sido reeleito se tivesse apoiado a vacina. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, estava ao lado e respondeu fora do microfone: “É verdade”.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    A CPI pediu o indiciamento de Bolsonaro, mas a PGR da época arquivou a maior parte dos pedidos. Em setembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, abriu inquérito com base no relatório, a pedido da Polícia Federal. Até outubro de 2026, não há condenação. Não há comprovação científica de que a cloroquina funcione contra a covid.

  • O que eles dizem

    O ex-secretário executivo da Saúde, Élcio Franco, disse à CPI que o governo deu “o máximo de atenção” à Pfizer, que tinha contato por telefone e que a empresa mandava o mesmo e-mail várias vezes: “Por vezes a Pfizer emitiu 5 vezes um e-mail com o mesmo teor, 4 vezes no mesmo dia”. Bolsonaro defendeu o que chamava de “tratamento precoce” durante a pandemia e voltou a defendê-lo em 2022.

  • Cuidado para não exagerar

    • Os 53 e-mails sem resposta são a contagem do senador Randolfe. O governo diz que muitos eram repetidos. Fale em “ofertas sem resposta”, que é o que a própria Pfizer afirmou.
    • Não diga que a cloroquina matou milhares de brasileiros. Um estudo de 2024 estimou mortes ligadas ao remédio em outros países, mas não incluiu o Brasil.
    • Não diga que o Brasil não comprou vacina. Comprou, inclusive da Pfizer, mas com meses de atraso. O ponto é a demora.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte quando a pessoa ou os pais dela tomaram a primeira dose. Depois conte que a Pfizer ofereceu vacina em agosto de 2020. Cada mês de atraso foi um mês de risco para a família de todos.
    • Não ataque quem tomou cloroquina. Muita gente tomou por confiar no médico ou no presidente. O problema é o governo gastar dinheiro com remédio sem eficácia em vez de correr atrás da vacina.
    • Use a fala do Valdemar. Até o presidente do partido de Bolsonaro concordou que o erro na vacina custou caro. Isso mostra que não é só crítica da esquerda.
  • Fontes

    • g1
    • Poder360
    • DW Brasil, no Poder360
    • Lupa
  • A ficha completa, com links

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Vacina atrasada e cloroquina: as escolhas do governo Bolsonaro na pandemia A Pfizer ofereceu vacinas em agosto de 2020 e o governo só fechou contrato em março de 2021. Enquanto isso, o governo apostou na cloroquina, sem eficácia comprovada.

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  • Fake news e desinformação

    Ataques às urnas: de Bolsonaro em 2022 a Flávio em 2026

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Valdemar Costa Neto

  • Em resumo

    Bolsonaro ficou inelegível por mentir sobre as urnas a embaixadores. O PL foi multado por tentar anular votos. Em 2026, Flávio repetiu um dado falso sobre as urnas diante de diplomatas.

  • O que aconteceu

    Em 18 de julho de 2022, Bolsonaro reuniu cerca de 40 diplomatas no Palácio da Alvorada e fez afirmações falsas sobre as urnas, como a de que a urna teria completado sozinha votos para Haddad em 2018. A reunião foi transmitida pela TV Brasil.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    Em 30 de junho de 2023, o TSE tornou Bolsonaro inelegível até 2030, por 5 votos a 2, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nessa reunião.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Depois da derrota de 2022, o PL pediu ao TSE para invalidar votos de parte das urnas no segundo turno. Alexandre de Moraes rejeitou, disse que os argumentos eram 'absolutamente falsos' e multou o partido em R$ 22,9 milhões por má-fé. O plenário do TSE manteve a multa por 6 a 1.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2025, o STF condenou os sete réus do 'núcleo da desinformação' da trama golpista, acusados de espalhar mentiras sobre as urnas. Entre eles está o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Rocha.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 21 de julho de 2026, Flávio disse a diplomatas que as urnas brasileiras 'têm a mesma origem' das máquinas da empresa venezuelana Smartmatic. É falso. O TSE republicou o desmentido de 2022: a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programas para as eleições brasileiras.

    Fonte: Folha de S.Paulo, Folha de S.Paulo (Mônica Bergamo)

  • O que aconteceu

    Não foi a primeira vez. Em 2014, Flávio disse que a urna era 'um programa feito por uma empresa venezuelana, a Smartmatic'. Em 2021, escreveu que, sem novas medidas do TSE, 'teremos eleições sob suspeita'.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Flávio também recuou várias vezes. Em 2022, disse que, com as medidas do TSE, 'a possibilidade de fraude é quase zero'. Em 2025, levantou a hipótese de alguém programar a urna para desviar votos, mas completou: 'Eu acho que aconteceu? Não acho'.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Depois do primeiro turno de 2026, posts compararam os votos de senadores do PL com os de Flávio para sugerir fraude. O Aos Fatos mostrou que não há fraude: cada eleitor vota em dois senadores, e o eleitor não segue sempre a indicação do partido.

    Fonte: Aos Fatos

  • Situação hoje

    Bolsonaro está inelegível até 2030 e preso, condenado no processo da trama golpista. A multa do PL foi mantida. Flávio diz confiar no sistema eleitoral, mas a nota da campanha não corrigiu o dado falso sobre a Smartmatic. Não há nenhum caso de fraude confirmada nas urnas eletrônicas, segundo a Folha.

  • O que eles dizem

    A campanha de Flávio disse que ele 'não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro', que só relatou fatos públicos e que reafirma 'sua integral confiança no sistema eleitoral'. Bolsonaro, ao ficar inelegível, disse: 'Não ataquei o sistema eleitoral, eu mostrei possíveis falhas'. O PL afirmou ao TSE que 'jamais teve a intenção de causar qualquer tumulto ao processo eleitoral'.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio afirma que houve fraude em 2022. Ele alterna ataques e recuos e já disse que não acha que aconteceu. O problema é espalhar dado falso que alimenta a desconfiança.
    • Pedir observadores internacionais não é crime nem ataque. É prática comum. O ponto é a informação falsa sobre a Smartmatic.
    • Não diga que Flávio participou da trama golpista. Ele não está entre os indiciados pela PF nesse caso.
  • Como usar na conversa

    • Comece por uma pergunta simples: 'Você sabe quem fabrica a urna?'. Mostre o desmentido do TSE. Muita gente acredita na história da Smartmatic porque ouviu de alguém em quem confia.
    • Mostre que o próprio Flávio já disse que a chance de fraude era 'quase zero'. Isso tira o tema do campo do time e põe no campo dos fatos.
    • Explique o custo para o eleitor. Quem desconfia da urna sem motivo pode deixar de votar ou ser levado a apoiar coisas graves, como foi em 8 de janeiro. Quem espalha a dúvida não paga esse preço. Quem acredita, sim.
  • Fontes

    • Aos Fatos
    • Folha de S.Paulo
    • Folha de S.Paulo (Mônica Bergamo)
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Ataques às urnas: de Bolsonaro em 2022 a Flávio em 2026 Bolsonaro ficou inelegível por mentir sobre as urnas a embaixadores. O PL foi multado por tentar anular votos. Em 2026, Flávio repetiu um dado falso sobre as urnas diante de diplomatas.

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    Cloroquina, vacina e Aids: a desinformação da família Bolsonaro na pandemia

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Eduardo Bolsonaro

  • Em resumo

    Segundo o Aos Fatos, Bolsonaro fez 575 declarações falsas sobre vacinas no mandato. Flávio defendeu cloroquina e criticou o isolamento antes de virar defensor da vacina. Em 2026, aliados voltaram ao tema.

  • O que aconteceu

    O Aos Fatos contou ao menos 575 declarações falsas ou enganosas de Jair Bolsonaro sobre vacinas contra a Covid durante o mandato, cerca de uma a cada dois dias.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2021, numa live, Bolsonaro leu um texto que associava falsamente a vacina contra a Covid à Aids. Facebook, Instagram e YouTube tiraram o vídeo do ar.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    Em dezembro de 2022, a PF concluiu que Bolsonaro atentou contra a paz pública ao espalhar essa notícia falsa. Ele não foi indiciado formalmente porque tinha foro no STF e isso exigia autorização prévia.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em setembro de 2020, Flávio escreveu: 'Estou curado da Covid-19, graças a Deus! Tratei, desde os primeiros sintomas, com hidroxicloroquina e azitromicina'. Em março de 2021, disse que 'tratamento precoce e vacina são totalmente complementares'.

    Fonte: Folha de S.Paulo (Painel)

  • O que aconteceu

    Em março de 2020, Flávio defendeu sair do isolamento horizontal para o vertical. Em março de 2021, compartilhou um vídeo que comparava governadores a nazistas num campo de concentração.

    Fonte: Folha de S.Paulo (Painel)

  • O que aconteceu

    A partir de 2021, Flávio passou a defender a vacina. Fez um projeto com Randolfe Rodrigues (PT-AP) para facilitar a compra de imunizantes e se vacinou em público em julho daquele ano.

    Fonte: Folha de S.Paulo (Painel), Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Mesmo pró-vacina, Flávio distorceu fatos. Em setembro de 2021, postou que 'todas as vacinas aplicadas no Brasil, sem exceção' foram compradas pelo governo Bolsonaro, ignorando a Coronavac, trazida pelo governo de São Paulo.

    Fonte: Folha de S.Paulo (Painel)

  • O que aconteceu

    O relatório final da CPI da Covid, aprovado em outubro de 2021, propôs o indiciamento de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro por incitação ao crime, por terem propagado e atuado num esquema de disseminação de fake news.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • Situação hoje

    A CPI não tem poder de punir. Ela só sugere, e cabe à Procuradoria-Geral da República decidir. Em julho de 2022, a Folha registrava que a PGR ainda não tinha agido para responsabilizar figuras centrais apontadas pela CPI. Não há condenação de Flávio por desinformação na pandemia.

  • O que eles dizem

    Flávio se apresenta como 'o Bolsonaro que toma vacina' e usa a postura na pandemia como prova de moderação. Procurado pelo Painel da Folha sobre as falas antigas, não respondeu. Ao se vacinar em 2021, escreveu: 'Obrigado ao negacionista @jairbolsonaro por garantir a vacina nos braços de todos os brasileiros!'. Em 2026, Eduardo disse que muita gente culpou o pai porque 'caiu em uma fake news em relação à vacina'.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio é antivacina. Ele defendeu a vacina desde 2021, se vacinou em público e propôs projeto com um senador do PT para comprar imunizantes.
    • Não diga que Flávio foi indiciado ou condenado pela CPI. A CPI só propôs o indiciamento. Isso não é processo nem condenação.
    • Não culpe a pessoa por ter tomado cloroquina ou acreditado nela. Muita gente seguiu o que ouviu de autoridades. O alvo é quem espalhou, não quem confiou.
  • Como usar na conversa

    • Use a mudança de Flávio a seu favor. Ele mesmo deixou a cloroquina e passou a defender a vacina. Pergunte: se até ele mudou, por que aliados dele voltaram a espalhar dúvida sobre vacina em 2026?
    • Lembre quem perdeu alguém. Muitas famílias acreditaram no tratamento precoce porque ouviram de gente em quem confiavam. Elas foram enganadas, não foram burras.
    • Pergunte se a pessoa sabia que o próprio YouTube e o Facebook derrubaram a live sobre vacina e Aids. Mostrar o fato sem julgamento abre espaço para dúvida.
  • Fontes

    • Aos Fatos
    • Folha de S.Paulo
    • Folha de S.Paulo (Painel)
    • Folha de S.Paulo (BBC News Brasil)
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Cloroquina, vacina e Aids: a desinformação da família Bolsonaro na pandemia Segundo o Aos Fatos, Bolsonaro fez 575 declarações falsas sobre vacinas no mandato. Flávio defendeu cloroquina e criticou o isolamento antes de virar defensor da vacina. Em 2026, aliados voltaram ao tema.

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  • Fake news e desinformação

    Desinformação na campanha de 2026 a favor de Flávio

    Flávio Bolsonaro · Nikolas Ferreira · Léo Índio

  • Em resumo

    Kits do PL com dados falsos, uma fala de Lula sobre câncer de próstata transformada em acusação de pedofilia e redes de perfis com IA que inflam a campanha de Flávio. Tudo checado.

  • O que aconteceu

    A Lupa analisou o site Direita Já, criado pelo PL com produtores de conteúdo voluntários. O site oferece mais de 600 peças prontas para apoiadores baixarem e compartilharem. A checagem achou ao menos 15 posts com informação falsa ou fora de contexto.

    Fonte: Agência Lupa

  • O que aconteceu

    Cinco de sete peças sobre o Pix diziam que Bolsonaro criou o sistema. O Pix foi lançado em 2020, mas começou a ser desenvolvido em 2018, no governo Temer, por técnicos do Banco Central.

    Fonte: Agência Lupa

  • O que aconteceu

    Outro vídeo do kit mostrava só Lula e Janja, em imagem de IA, ao falar de R$ 7,35 bilhões em viagens. O valor se refere às viagens de cerca de 475 mil pessoas, não do casal.

    Fonte: Agência Lupa

  • O que aconteceu

    Em setembro de 2026, uma fala de Lula num comício em Belém sobre o exame de próstata foi recortada e espalhada como se fosse sobre abuso de crianças. O Aos Fatos contou 1.819 posts em dois dias, e 43% faziam acusação direta de pedofilia.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou o recorte. O TSE mandou remover em 24 horas. A ministra Estela Aranha disse que ele deu à fala uma 'conotação inteiramente diversa' da original.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    O Aos Fatos mapeou 255 perfis no Instagram que usam IA para produzir posts da extrema direita em escala. Foram 1.204 posts e 58 milhões de visualizações em um mês, 71% sem aviso de IA. Flávio é a figura mais marcada nas legendas, com seu perfil oficial citado em 34 posts.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    Léo Índio, primo de Flávio e foragido na Argentina, administra um dos perfis da rede e participou de 111 publicações dela.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    Ao menos dez candidatos, entre eles Flávio, divulgaram cotações de sites de apostas como Polymarket e Kalshi como se fossem pesquisa. Especialistas ouvidos pelo Aos Fatos dizem que apostas não representam o eleitorado e que a prática pode violar a lei eleitoral.

    Fonte: Aos Fatos

  • Situação hoje

    A campanha do segundo turno está em andamento. O TSE já mandou remover o post de Nikolas sobre a fala de Lula. Sobre as apostas apresentadas como pesquisa, a Justiça Eleitoral diz que só age se for acionada. As fazendas de perfis seguem sem dono identificado.

  • O que eles dizem

    O PL foi procurado pela Lupa e não respondeu. Sobre o documento falso da PF, a assessoria de Nikolas disse que ele não sabia que era falso e só repostou conteúdo de outro portal. A Meta não respondeu ao Aos Fatos sobre as fazendas de perfis. Não encontramos resposta publicada de Flávio sobre esses casos.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que a campanha de Flávio criou ou comanda as fazendas de perfis. O Aos Fatos mostra marcações e parcerias, mas diz que não atribui a políticos ou partidos a administração da rede.
    • Não diga que os anúncios contra as urnas medidos pelo NetLab são todos da campanha de Flávio. O resumo do estudo não identifica quem pagou.
    • Flávio também é vítima de mentira. Um vídeo com a voz dele clonada por IA, falando contra direitos trabalhistas, é falso. Outro vídeo, que mostrava uma 'fazenda de likes' dele e de Nikolas, também foi feito por IA. Não compartilhe nenhum dos dois.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo Pix. Pergunte quem a pessoa acha que criou o Pix e mostre a checagem. É um assunto leve, sem acusação, e mostra que o material vinha pronto para ela repassar.
    • Fale da fala sobre o exame de próstata com cuidado. Mostre o vídeo inteiro. Quem repassou achando que protegia crianças foi enganado por quem cortou a fala, e isso costuma gerar raiva de quem mentiu, não de quem ouviu.
    • Mostre os perfis de IA como golpe contra o próprio eleitor. Se o apoio parece espontâneo mas é fabricado, quem acredita nele está sendo feito de bobo.
  • Fontes

    • Agência Lupa
    • Aos Fatos
    • NetLab UFRJ
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/desinformacao-campanha-2026

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Desinformação na campanha de 2026 a favor de Flávio Kits do PL com dados falsos, uma fala de Lula sobre câncer de próstata transformada em acusação de pedofilia e redes de perfis com IA que inflam a campanha de Flávio. Tudo checado.

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  • Fake news e desinformação

    Disparos em massa no WhatsApp em 2018

    Jair Bolsonaro · Hamilton Mourão · Luciano Hang

  • Em resumo

    O TSE não cassou a chapa Bolsonaro-Mourão, mas a maioria dos ministros reconheceu que houve um esquema ilegal de fake news pelo WhatsApp para beneficiar Bolsonaro.

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2018, a Folha revelou que empresas compravam pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. Cada contrato chegava a R$ 12 milhões. Doação de empresa para campanha é proibida.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 2019, um executivo do WhatsApp admitiu que, na eleição brasileira de 2018, empresas de envio maciço de mensagens violaram os termos de uso para atingir um grande número de pessoas.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Reportagens mostraram que empresas do ramo usaram de forma fraudulenta o nome e o CPF de idosos para registrar chips de celular e fazer os disparos.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 28 de outubro de 2021, o TSE rejeitou a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. A maioria concluiu que foi comprovado um esquema ilícito de notícias falsas via WhatsApp para beneficiar Bolsonaro, mas que faltou prova de gravidade suficiente para cassar.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O relator, ministro Luís Felipe Salomão, disse que havia 'indícios de ciência' de Bolsonaro sobre a produção de fake news. Para ele, a falta de provas sobre o conteúdo das mensagens e o alcance delas impedia a cassação.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    No mesmo julgamento, o TSE fixou que esse tipo de esquema pode ser punido como abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, com cassação de mandato, nas eleições seguintes.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    No dia da votação de 2018, Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo manipulado que simulava a urna completando sozinha o voto em Fernando Haddad. O TSE e o TRE-MG desmentiram, e ele apagou o post.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    A repórter que revelou o caso, Patrícia Campos Mello, sofreu ataques. Eduardo Bolsonaro foi condenado em primeira instância a pagar R$ 30 mil a ela por ofensas de cunho sexual, com direito a recurso. Jair Bolsonaro também foi condenado a indenizá-la.

    Fonte: g1, JOTA

  • Situação hoje

    Caso encerrado na Justiça Eleitoral. A chapa não foi cassada e Bolsonaro e Mourão cumpriram o mandato até o fim. O que ficou foi a regra: desde 2021, disparo em massa de fake news pode levar à cassação.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro criticou o TSE por julgar o caso: 'Tem certas coisas que nem tem que colocar em pauta, tem que arquivar'. Luciano Hang, dono da Havan, disse em 2018 que não sabia 'o que é isso' e que não precisava impulsionar nada. Dois ministros do TSE, Sérgio Banhos e Carlos Horbach, entenderam que não houve prova do esquema. Horbach destacou que não havia nos autos nem uma captura de tela das mensagens.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que o TSE cassou ou condenou Bolsonaro por isso. O TSE rejeitou a cassação.
    • Não diga que os disparos decidiram a eleição de 2018. O TSE disse justamente que não havia prova do alcance das mensagens.
    • O PT também usou disparos em massa em 2018, segundo o UOL, e a campanha de Haddad foi multada pelo TSE por impulsionar um site com ataques a Bolsonaro. Se a pessoa citar isso, ela tem razão. A diferença é a escala e o dinheiro de empresas, que é proibido.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte de onde vinham as mensagens de 2018 que a pessoa recebia. Muita gente lembra de grupos cheios de desconhecidos. Isso é o que o próprio WhatsApp chamou de envio maciço que violava as regras.
    • Mostre que o alvo eram eleitores como ela. Alguém pagou caro para decidir o que chegaria ao celular dela, sem ela saber quem era.
    • Seja honesto sobre o resultado. 'O TSE não cassou, mas a maioria dos ministros disse que o esquema existiu.' Falar a verdade inteira desarma a defesa.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • g1
    • JOTA
  • A ficha completa, com links

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Disparos em massa no WhatsApp em 2018 O TSE não cassou a chapa Bolsonaro-Mourão, mas a maioria dos ministros reconheceu que houve um esquema ilegal de fake news pelo WhatsApp para beneficiar Bolsonaro.

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    Gabinete do ódio e o inquérito das fake news

    Jair Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Flávio Bolsonaro

  • Em resumo

    A PF descreveu ao STF um grupo dentro do Planalto que produzia ataques e mentiras contra adversários. É investigação, não condenação, mas os fatos apurados são graves.

  • O que aconteceu

    Em março de 2019, o então presidente do STF, Dias Toffoli, abriu por conta própria o inquérito das fake news. A relatoria foi entregue a Alexandre de Moraes, sem sorteio.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em maio de 2020, Moraes autorizou buscas contra aliados de Bolsonaro. Na decisão, escreveu que as provas apontavam uma associação criminosa que espalhava notícias falsas e ataques ao STF, aparentemente financiada por empresários.

    Fonte: STF

  • O que aconteceu

    Em fevereiro de 2022, a delegada da PF Denisse Ribeiro enviou ao STF um relatório sobre uma milícia digital que operava por meio de um 'autodenominado gabinete do ódio'. A suspeita era de que o grupo atuava dentro do Palácio do Planalto, com funcionários comissionados do governo.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Segundo o relatório, o grupo agia em quatro fases: escolhia o alvo, dividia as tarefas, atacava com posts ofensivos, falsos ou distorcidos e depois multiplicava o alcance com perfis grandes. A própria PF disse que ainda faltava identificar os autores e o papel de cada um.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    O relatório final da CPI da Pandemia, de outubro de 2021, descreveu o gabinete do ódio como um núcleo no Planalto 'capitaneado por Carlos Bolsonaro', com os assessores Filipe Martins e Tercio Arnaud. O texto pôs Bolsonaro e os filhos, Flávio entre eles, no 'núcleo de comando' da desinformação.

    Fonte: El País Brasil

  • O que aconteceu

    Em julho de 2024, a PF apontou indícios de ligação entre dirigentes da Abin e o gabinete do ódio. Segundo a investigação, o grupo criou perfis falsos e divulgou informações sabidamente falsas contra integrantes dos Três Poderes e jornalistas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2025, o STF condenou os sete réus do 'núcleo da desinformação' da trama golpista. Dois deles, ex-integrantes da Abin, eram acusados de fazer parte de uma estrutura paralela da agência que produzia notícias falsas contra opositores de Bolsonaro.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • Situação hoje

    O inquérito das fake news completou sete anos em março de 2026 sem conclusão. Em 9 de setembro de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, tirou Moraes da relatoria e manteve as decisões anteriores. Até aqui, não há condenação de Bolsonaro nem dos filhos especificamente por integrar o gabinete do ódio. As condenações de 2025 saíram do processo da trama golpista.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro nega que o gabinete do ódio exista. Em 2020, disse: 'Inventam essas coisas, atacam covardemente o garoto lá, o Tércio, o Mateus, o Carlos. Agora me aponte uma materialidade'. Aliados chamam o inquérito de perseguição. A crítica ao inquérito não vem só deles: a OAB pediu o fim da investigação, que chamou de 'natureza perpétua', e juristas ouvidos pela Folha também defendem o encerramento.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que o gabinete do ódio foi condenado. Relatório da PF é investigação, e relatório de CPI é conclusão política. Nenhum dos dois é sentença.
    • Não diga que Flávio chefiava o gabinete do ódio. A CPI apontou Carlos como líder do núcleo. Flávio aparece no 'núcleo de comando' descrito pela CPI, que não tem poder de punir ninguém.
    • Não defenda o inquérito das fake news como se fosse perfeito. Juristas, a OAB e parte do STF criticam a duração e a falta de transparência. Reconhecer isso dá força ao resto do que você diz.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo método, não pelo nome. Pergunte se a pessoa já recebeu um ataque igual, na mesma hora, em vários grupos. A descrição da PF (escolher alvo, atacar, multiplicar) ajuda a pessoa a reconhecer o que ela mesma viu no celular.
    • Mostre que quem recebe essas mensagens é usado. O grupo precisava de gente comum repassando para o ataque funcionar. Ninguém gosta de descobrir que foi peça de uma engrenagem.
    • Se a pessoa criticar o inquérito, concorde no que for justo. Dá para achar o inquérito longo demais e, ao mesmo tempo, achar grave um grupo pago com cargo público para espalhar mentira.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • STF
    • CNN Brasil
    • El País Brasil
    • g1
    • Agência Brasil
    • Correio Braziliense
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Gabinete do ódio e o inquérito das fake news A PF descreveu ao STF um grupo dentro do Planalto que produzia ataques e mentiras contra adversários. É investigação, não condenação, mas os fatos apurados são graves.

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  • Brasil lá fora

    Eduardo Bolsonaro nos EUA, o tarifaço de Trump e as sanções a autoridades

    Eduardo Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro

  • Em resumo

    Em 2025, Trump impôs tarifa de 50% a produtos brasileiros e sancionou Alexandre de Moraes, citando o processo contra Jair Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, que fazia campanha por sanções nos EUA, agradeceu. Em 2026, o STF o condenou por coação no processo do pai. Flávio diz que o irmão errou ao agradecer, mas culpa Lula pelas tarifas.

  • O que aconteceu

    Em 9 de julho de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Eduardo Bolsonaro comemorou em público, pediu que os brasileiros agradecessem e escreveu: “Obrigado, presidente Donald Trump”, ligando a medida à pressão contra Alexandre de Moraes.

    Fonte: Metrópoles

  • O que aconteceu

    Em 30 de julho de 2025, Trump assinou a ordem que elevou a tarifa a 50%. O texto da Casa Branca citou a “perseguição” do governo brasileiro contra Jair Bolsonaro e classificou o Brasil como ameaça “incomum e extraordinária” à segurança dos EUA.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    No mesmo dia 30 de julho de 2025, os EUA puseram Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, por sua atuação no julgamento de Bolsonaro. Eduardo e outros aliados tinham feito campanha por essas sanções. Em 12 de dezembro de 2025, Moraes foi retirado da lista, e Eduardo lamentou a decisão.

    Fonte: Exame

  • O que aconteceu

    Em novembro de 2025, os EUA retiraram a tarifa extra de 40% de mais de 200 produtos brasileiros, como carne bovina e café.

    Fonte: O Globo / Fato ou Fake

  • O que aconteceu

    Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, por coação no curso do processo. Segundo a PGR, ele usou ameaças de retaliação estrangeira contra ministros e contra o Brasil para tentar impedir a condenação do pai. Em setembro de 2026, o recurso foi rejeitado por unanimidade. Ele também ficou inelegível por 12 anos.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Ao votar, Moraes disse: “Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”. Eduardo, que vive nos EUA e teve o mandato cassado, não indicou advogado e foi defendido pela Defensoria Pública da União.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, Flávio enviou um documento ao escritório de comércio dos EUA pedindo que, em vez de tarifas, o governo americano usasse sanções dirigidas a autoridades que considera responsáveis por problemas no Brasil. Ele citou o caso de Moraes como exemplo e argumentou que as tarifas ajudavam Lula politicamente.

    Fonte: R7

  • O que aconteceu

    Em 7 de julho de 2026, Flávio falou numa audiência pública em Washington, acompanhado de Eduardo, e pediu que os EUA não impusessem novas tarifas ao Brasil. Disse que “cada tarifa adicional está beneficiando o governo que supostamente se pretende pressionar”.

    Fonte: Estado de Minas (AFP)

  • Situação hoje

    Eduardo Bolsonaro está condenado pelo STF por coação no curso do processo, com recurso já rejeitado pela Primeira Turma. Ele vive nos Estados Unidos. As sanções contra Moraes foram retiradas em dezembro de 2025, e parte da tarifa extra caiu em novembro de 2025. Flávio não é réu nesse caso.

  • O que eles dizem

    Eduardo diz que fazia trabalho político legítimo, protegido pela liberdade de expressão, e que quem decide sanções e tarifas é o governo americano. A Defensoria que o representou pediu a absolvição por falta de provas. Flávio diz que o irmão nunca pediu tarifas contra empresas brasileiras, que ele próprio se posicionou contra a medida no mesmo dia do anúncio e que Lula provocou Trump.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio foi condenado ou investigado junto com Eduardo. A condenação por coação é só de Eduardo.
    • Não diga que Flávio comemorou o tarifaço. Lula afirma que sim, Flávio nega, e não encontramos checagem independente sobre essa postagem.
    • Não diga que Eduardo decidiu as tarifas. A decisão foi de Trump. O que está documentado é a campanha de Eduardo por sanções, o agradecimento público e a condenação por coação.
  • Como usar na conversa

    • Puxe pelo patriotismo, que a pessoa também valoriza: pergunte se é certo um político brasileiro pedir a outro país que puna o Brasil ou autoridades brasileiras para ajudar a própria família.
    • Fale de quem paga a conta: o produtor de café, de carne ou de calçado que perdeu venda. Isso tira a conversa do campo esquerda contra direita e leva para o bolso de todo mundo.
    • Se a pessoa disser que Lula provocou Trump, não brigue. Lembre que o próprio texto da Casa Branca citou o processo de Bolsonaro como motivo, e que até Flávio admitiu que o irmão errou.
  • Fontes

    • Metrópoles
    • Agência Brasil
    • Exame
    • O Globo / Fato ou Fake
    • g1
    • R7
    • Estado de Minas (AFP)
    • O Globo
    • Valor Econômico
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Eduardo Bolsonaro nos EUA, o tarifaço de Trump e as sanções a autoridades Em 2025, Trump impôs tarifa de 50% a produtos brasileiros e sancionou Alexandre de Moraes, citando o processo contra Jair Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, que fazia campanha por sanções nos EUA, agradeceu. Em 2026, o STF o condenou por coação no processo do pai. Flávio diz que o irmão errou ao agradecer, mas culpa Lula pelas tarifas.

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