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Ataques à democracia

A trama golpista e a condenação de Jair Bolsonaro

  • Ataques à democracia

    A trama golpista e a condenação de Jair Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Mário Fernandes

  • Em resumo

    Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe e outros quatro crimes. A condenação é definitiva, e ele cumpre a pena em prisão domiciliar. A defesa tenta reverter o caso com pedidos de revisão.

  • O que aconteceu

    Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro por 4 votos a 1. Os crimes foram organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Foi a primeira vez que um ex-presidente do Brasil foi punido por esse tipo de crime.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    A pena de Bolsonaro foi de 27 anos e 3 meses, em regime inicial fechado. Outros sete aliados foram condenados no mesmo processo, entre eles os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier e o ex-ministro Anderson Torres.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    O único voto contra foi do ministro Luiz Fux. Ele absolveu Bolsonaro e mais cinco réus. Fux disse que não havia nenhum elemento mostrando que Bolsonaro sabia do plano Punhal Verde e Amarelo.

    Fonte: Agência Brasil, InfoMoney

  • O que aconteceu

    O plano Punhal Verde e Amarelo previa matar o presidente eleito Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Polícia Federal, o documento foi impresso no Palácio do Planalto em novembro de 2022 pelo general Mário Fernandes, então secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.

    Fonte: Exame

  • O que aconteceu

    Mário Fernandes foi julgado em outro grupo de réus da trama e condenado a 26 anos e 6 meses de prisão. Em abril de 2026, Moraes declarou essa condenação definitiva e mandou iniciar as penas.

    Fonte: O Povo

  • O que aconteceu

    Em novembro de 2025, antes de começar a cumprir a pena, Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada. Moraes citou a tentativa de violar a tornozeleira, o risco de fuga e o risco à ordem pública depois de uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro. Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda no equipamento.

    Fonte: Exame, Poder360

  • O que aconteceu

    A condenação já é definitiva, sem possibilidade de recurso comum. Por isso, Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos e não pôde votar na eleição de 2026.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • O que aconteceu

    Desde 27 de março de 2026, Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar em Brasília, com tornozeleira. Ele saiu do hospital depois de 14 dias internado, e Moraes autorizou a domiciliar.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    Condenado com decisão definitiva. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, com tornozeleira, desde março de 2026. Há dois pedidos de revisão criminal no STF, ainda sem julgamento, sob relatoria de Nunes Marques. Flávio Bolsonaro não é réu nesse processo.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro e a defesa negam ter tentado dar um golpe. Na revisão criminal, os advogados dizem que receberam cerca de 70 terabytes de provas sem tempo para analisar, questionam a cadeia de custódia das provas digitais e pedem a suspensão da pena. Flávio Bolsonaro chama o processo de farsa e diz que o pai foi julgado por inimigos. Aliados lembram que o ministro Fux votou pela absolvição.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Bolsonaro foi condenado por planejar matar Lula. Ele foi condenado por golpe e outros crimes. O plano Punhal Verde e Amarelo foi atribuído ao general Mário Fernandes, e Fux disse não haver prova de que Bolsonaro sabia dele.
    • Não diga que Bolsonaro está numa cela. Hoje ele cumpre a pena em casa, com tornozeleira.
    • Não diga que Flávio foi acusado de participar da trama. Ele não é réu nesse processo. O que está documentado é a vigília que ele convocou, citada por Moraes na decisão de novembro de 2025.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo que une: quem ama o Brasil quer que o voto de cada um valha. Pergunte o que a pessoa acha de alguém tentar ficar no poder depois de perder a eleição, sem citar nomes no começo.
    • Fale do processo, não da pessoa: foram anos de investigação, denúncia da PGR, direito de defesa e voto de cinco ministros. Reconheça que um ministro votou pela absolvição. Isso mostra que houve debate, e não um julgamento de cartas marcadas.
    • Se a pessoa disser que é perseguição, não ironize. Pergunte se ela acharia aceitável um plano para matar o presidente eleito ser impresso dentro do Palácio do Planalto, seja qual fosse o partido no poder.
  • Fontes

    • Agência Brasil
    • InfoMoney
    • Exame
    • O Povo
    • Poder360
    • Gazeta do Povo
    • Valor Econômico
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Ataques à democraciaJair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Mário Fernandes · Braga Netto · Alexandre de Moraes · Luiz Fux · revisada em 6 de outubro de 2026

Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe e outros quatro crimes. A condenação é definitiva, e ele cumpre a pena em prisão domiciliar. A defesa tenta reverter o caso com pedidos de revisão.

O que aconteceu9
  1. Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro por 4 votos a 1. Os crimes foram organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Foi a primeira vez que um ex-presidente do Brasil foi punido por esse tipo de crime. (Agência Brasil)
  2. A pena de Bolsonaro foi de 27 anos e 3 meses, em regime inicial fechado. Outros sete aliados foram condenados no mesmo processo, entre eles os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier e o ex-ministro Anderson Torres. (Agência Brasil)
  3. O único voto contra foi do ministro Luiz Fux. Ele absolveu Bolsonaro e mais cinco réus. Fux disse que não havia nenhum elemento mostrando que Bolsonaro sabia do plano Punhal Verde e Amarelo. (Agência Brasil, InfoMoney)
  4. O plano Punhal Verde e Amarelo previa matar o presidente eleito Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Polícia Federal, o documento foi impresso no Palácio do Planalto em novembro de 2022 pelo general Mário Fernandes, então secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência. (Exame)
  5. Mário Fernandes foi julgado em outro grupo de réus da trama e condenado a 26 anos e 6 meses de prisão. Em abril de 2026, Moraes declarou essa condenação definitiva e mandou iniciar as penas. (O Povo)
  6. Em novembro de 2025, antes de começar a cumprir a pena, Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada. Moraes citou a tentativa de violar a tornozeleira, o risco de fuga e o risco à ordem pública depois de uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro. Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda no equipamento. (Exame, Poder360)
  7. A condenação já é definitiva, sem possibilidade de recurso comum. Por isso, Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos e não pôde votar na eleição de 2026. (Gazeta do Povo)
  8. Desde 27 de março de 2026, Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar em Brasília, com tornozeleira. Ele saiu do hospital depois de 14 dias internado, e Moraes autorizou a domiciliar. (Poder360)
  9. A defesa entrou com dois pedidos de revisão criminal no STF, em maio e em setembro de 2026. Os dois estão com o ministro Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República já deu parecer pela rejeição total do primeiro. (Valor Econômico)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Condenado com decisão definitiva. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, com tornozeleira, desde março de 2026. Há dois pedidos de revisão criminal no STF, ainda sem julgamento, sob relatoria de Nunes Marques. Flávio Bolsonaro não é réu nesse processo.

O que eles dizem: Bolsonaro e a defesa negam ter tentado dar um golpe. Na revisão criminal, os advogados dizem que receberam cerca de 70 terabytes de provas sem tempo para analisar, questionam a cadeia de custódia das provas digitais e pedem a suspensão da pena. Flávio Bolsonaro chama o processo de farsa e diz que o pai foi julgado por inimigos. Aliados lembram que o ministro Fux votou pela absolvição.

Como usar na conversa
  • Comece pelo que une: quem ama o Brasil quer que o voto de cada um valha. Pergunte o que a pessoa acha de alguém tentar ficar no poder depois de perder a eleição, sem citar nomes no começo.
  • Fale do processo, não da pessoa: foram anos de investigação, denúncia da PGR, direito de defesa e voto de cinco ministros. Reconheça que um ministro votou pela absolvição. Isso mostra que houve debate, e não um julgamento de cartas marcadas.
  • Se a pessoa disser que é perseguição, não ironize. Pergunte se ela acharia aceitável um plano para matar o presidente eleito ser impresso dentro do Palácio do Planalto, seja qual fosse o partido no poder.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que Bolsonaro foi condenado por planejar matar Lula. Ele foi condenado por golpe e outros crimes. O plano Punhal Verde e Amarelo foi atribuído ao general Mário Fernandes, e Fux disse não haver prova de que Bolsonaro sabia dele.
  • Não diga que Bolsonaro está numa cela. Hoje ele cumpre a pena em casa, com tornozeleira.
  • Não diga que Flávio foi acusado de participar da trama. Ele não é réu nesse processo. O que está documentado é a vigília que ele convocou, citada por Moraes na decisão de novembro de 2025.
  • Não trate o caso como encerrado para sempre. A revisão criminal existe na lei e ainda não foi julgada.
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Fontes9

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