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Ataques à democracia

O que Flávio Bolsonaro disse sobre urnas, TSE e STF na campanha de 2026

  • Ataques à democracia

    O que Flávio Bolsonaro disse sobre urnas, TSE e STF na campanha de 2026

    Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Alexandre de Moraes

  • Em resumo

    Em julho de 2026, diante de diplomatas, Flávio repetiu uma informação falsa sobre as urnas, já desmentida pelo TSE. Depois disse que aceitaria o resultado e admitiu o erro. Na reta final, atacou o STF e pediu o impeachment de Moraes. Depois do primeiro turno, não voltou a questionar as urnas.

  • O que aconteceu

    Em 21 de julho de 2026, num evento com representantes de quase 50 países, Flávio disse que muitas máquinas usadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa, a Smartmatic. Citou um relatório da CIA sobre fraude na Venezuela.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O TSE já tinha desmentido essa informação. Segundo o tribunal, a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programou os aparelhos brasileiros. A empresa perdeu a licitação de 2020 para a Positivo.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    No mesmo evento, Flávio disse que não estava questionando o sistema de votação e pediu que os países mandassem observadores. A campanha divulgou nota dizendo confiar integralmente no sistema eleitoral.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    A federação do PT, PV e PCdoB entrou com uma ação no TSE contra Flávio e outros políticos da direita por espalharem informação falsa sobre as urnas. A ação pediu a remoção das publicações e multa.

    Fonte: Jornal de Brasília

  • O que aconteceu

    Em 2 de agosto de 2026, na TV Band, Flávio disse que aceitaria o resultado da eleição. Na mesma fala, afirmou que o TSE, “diferente do de 2022”, seria imparcial, e cobrou “mais camadas de transparência” nas urnas.

    Fonte: O Globo

  • O que aconteceu

    Na entrevista à TV Globo de 28 de agosto de 2026, Flávio disse: “Vou respeitar o processo eleitoral e o resultado das eleições”. Admitiu que errou sobre a empresa venezuelana: “Falei errado, ela não fabricou as urnas”.

    Fonte: UOL

  • O que aconteceu

    Em 17 de setembro de 2026, numa transmissão ao vivo, Flávio disse que queria “gente nossa, pelo Brasil inteiro” como fiscais de urna, para evitar que alguém votasse no lugar de outra pessoa. A fiscalização por partidos é prevista em lei, com até dois fiscais por mesa.

    Fonte: Metrópoles

  • O que aconteceu

    Em 1º de setembro de 2026, no Senado, Flávio pediu a abertura imediata de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, citando mensagens do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    São declarações de campanha. Flávio não foi condenado por essas falas. Até onde encontramos, não há decisão do TSE sobre a ação da federação do PT. Ele se comprometeu publicamente a aceitar o resultado e disputa o segundo turno contra Lula.

  • O que eles dizem

    A campanha diz que Flávio não questionou a integridade das urnas, só relatou o caso que tornou o pai inelegível e o relatório da CIA, e que quer ampliar a transparência e a observação internacional. Sobre o STF, Flávio diz que ministros perseguem políticos, interferem nas eleições e cometeram crimes que justificam impeachment.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio se recusou a aceitar o resultado. Ele disse mais de uma vez que vai aceitar, e admitiu o erro sobre a Smartmatic.
    • Não trate o recrutamento de fiscais como ataque à democracia. Fiscalizar a votação é direito dos partidos. O ponto de atenção é o discurso que acompanha, de suspeita sobre quem vota.
    • Não diga que pedir impeachment de ministro é golpe. É um instrumento previsto na Constituição. A crítica possível é ao tom e ao uso eleitoral contra o tribunal que condenou o pai dele.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo que vocês dois querem: uma eleição limpa, em que o voto de cada um seja contado. Pergunte se a pessoa confia no resultado do primeiro turno, em que Flávio foi o mais votado.
    • Mostre com calma que a própria fala sobre a empresa venezuelana foi corrigida por Flávio na TV. Não precisa humilhar ninguém: o próprio candidato reconheceu o erro.
    • Pergunte se a confiança nas urnas deve depender de quem ganha. Se o sistema serviu no primeiro turno, serve no segundo, para qualquer lado. Deixe a pessoa responder.
  • Fontes

    • g1
    • Jornal de Brasília
    • O Globo
    • UOL
    • Metrópoles
    • Poder360
    • Veja
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Ataques à democraciaFlávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Alexandre de Moraes · revisada em 6 de outubro de 2026

Em julho de 2026, diante de diplomatas, Flávio repetiu uma informação falsa sobre as urnas, já desmentida pelo TSE. Depois disse que aceitaria o resultado e admitiu o erro. Na reta final, atacou o STF e pediu o impeachment de Moraes. Depois do primeiro turno, não voltou a questionar as urnas.

O que aconteceu10
  1. Em 21 de julho de 2026, num evento com representantes de quase 50 países, Flávio disse que muitas máquinas usadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa, a Smartmatic. Citou um relatório da CIA sobre fraude na Venezuela. (g1)
  2. O TSE já tinha desmentido essa informação. Segundo o tribunal, a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programou os aparelhos brasileiros. A empresa perdeu a licitação de 2020 para a Positivo. (g1)
  3. No mesmo evento, Flávio disse que não estava questionando o sistema de votação e pediu que os países mandassem observadores. A campanha divulgou nota dizendo confiar integralmente no sistema eleitoral. (g1)
  4. A federação do PT, PV e PCdoB entrou com uma ação no TSE contra Flávio e outros políticos da direita por espalharem informação falsa sobre as urnas. A ação pediu a remoção das publicações e multa. (Jornal de Brasília)
  5. Em 2 de agosto de 2026, na TV Band, Flávio disse que aceitaria o resultado da eleição. Na mesma fala, afirmou que o TSE, “diferente do de 2022”, seria imparcial, e cobrou “mais camadas de transparência” nas urnas. (O Globo)
  6. Na entrevista à TV Globo de 28 de agosto de 2026, Flávio disse: “Vou respeitar o processo eleitoral e o resultado das eleições”. Admitiu que errou sobre a empresa venezuelana: “Falei errado, ela não fabricou as urnas”. (UOL)
  7. Em 17 de setembro de 2026, numa transmissão ao vivo, Flávio disse que queria “gente nossa, pelo Brasil inteiro” como fiscais de urna, para evitar que alguém votasse no lugar de outra pessoa. A fiscalização por partidos é prevista em lei, com até dois fiscais por mesa. (Metrópoles)
  8. Em 1º de setembro de 2026, no Senado, Flávio pediu a abertura imediata de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, citando mensagens do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. (Poder360)
  9. Em 3 de outubro de 2026, véspera do primeiro turno, Flávio disse que o STF precisa deixar de ser “delegacia de polícia” e que ministros atuam como “agentes políticos” de Lula. Depois do resultado, prometeu indicar ao menos quatro ministros que “não vão interferir em eleições”. (g1, O Globo)
  10. Depois do primeiro turno, em que ficou à frente de Lula, Flávio não voltou a questionar o sistema eleitoral. Donald Trump elogiou a rapidez da apuração brasileira. (Veja)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: São declarações de campanha. Flávio não foi condenado por essas falas. Até onde encontramos, não há decisão do TSE sobre a ação da federação do PT. Ele se comprometeu publicamente a aceitar o resultado e disputa o segundo turno contra Lula.

O que eles dizem: A campanha diz que Flávio não questionou a integridade das urnas, só relatou o caso que tornou o pai inelegível e o relatório da CIA, e que quer ampliar a transparência e a observação internacional. Sobre o STF, Flávio diz que ministros perseguem políticos, interferem nas eleições e cometeram crimes que justificam impeachment.

Como usar na conversa
  • Comece pelo que vocês dois querem: uma eleição limpa, em que o voto de cada um seja contado. Pergunte se a pessoa confia no resultado do primeiro turno, em que Flávio foi o mais votado.
  • Mostre com calma que a própria fala sobre a empresa venezuelana foi corrigida por Flávio na TV. Não precisa humilhar ninguém: o próprio candidato reconheceu o erro.
  • Pergunte se a confiança nas urnas deve depender de quem ganha. Se o sistema serviu no primeiro turno, serve no segundo, para qualquer lado. Deixe a pessoa responder.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que Flávio se recusou a aceitar o resultado. Ele disse mais de uma vez que vai aceitar, e admitiu o erro sobre a Smartmatic.
  • Não trate o recrutamento de fiscais como ataque à democracia. Fiscalizar a votação é direito dos partidos. O ponto de atenção é o discurso que acompanha, de suspeita sobre quem vota.
  • Não diga que pedir impeachment de ministro é golpe. É um instrumento previsto na Constituição. A crítica possível é ao tom e ao uso eleitoral contra o tribunal que condenou o pai dele.
  • Separe Flávio do pai. Ele repetiu uma informação falsa, mas não foi julgado nem punido por isso até agora.
Para mostrar na conversa5
Fontes9

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