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Investigações e corrupção

A "Abin paralela": espionagem ilegal no governo Bolsonaro

  • Investigações e corrupção

    A "Abin paralela": espionagem ilegal no governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Alexandre Ramagem

  • Em resumo

    A Polícia Federal concluiu que, no governo Bolsonaro, um grupo dentro da Abin usou um programa espião para localizar celulares de ministros do STF, políticos e jornalistas, sem ordem judicial. Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem foram indiciados. Em 2026, o caso foi arquivado para Bolsonaro e Ramagem porque os fatos já pesaram na condenação da trama golpista.

  • O que aconteceu

    O caso começou com uma reportagem do jornal O Globo, em março de 2023. Segundo a investigação, a partir de 2019 uma célula clandestina dentro da Abin usou o sistema First Mile para localizar em tempo real o celular de alvos políticos, sem autorização judicial.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em junho de 2025, a PF concluiu o inquérito e indiciou o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado Alexandre Ramagem, que dirigia a Abin no governo Bolsonaro. A lista enviada ao STF tinha 36 nomes.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Para a PF, Jair Bolsonaro e Carlos faziam parte de uma organização criminosa que usou a Abin contra quem se opunha a eles. O relatório diz que Bolsonaro era o principal destinatário do que a espionagem produzia.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Segundo a PF, foram monitorados ilegalmente o ministro Alexandre de Moraes, os ex-deputados Rodrigo Maia, Joice Hasselmann e Jean Wyllys, o ex-governador João Doria e os jornalistas Mônica Bergamo e Leandro Demori.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    A PF também concluiu que a estrutura foi usada para espalhar desinformação contra o sistema eleitoral, incluindo ações para influenciar a eleição de 2022.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Bolsonaro não foi indiciado nesse inquérito. A PF explicou que ele já respondia pelos mesmos fatos na ação penal da trama golpista.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Em julho de 2026, Moraes seguiu a PGR e arquivou a investigação contra Bolsonaro e Ramagem. O motivo: os dois já tinham sido condenados na ação da trama golpista, e o uso ilegal da Abin entrou como prova e pesou na pena. Bolsonaro recebeu 27 anos e 3 meses.

    Fonte: Agência Brasil, CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Na mesma decisão, a investigação contra Carlos Bolsonaro e outras 27 pessoas foi mandada para a primeira instância da Justiça Federal, onde continua.

    Fonte: CNN Brasil

  • Situação hoje

    Para Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem, o inquérito foi arquivado em julho de 2026, porque os mesmos fatos já fazem parte da condenação definitiva da trama golpista. Ramagem está foragido nos EUA. Carlos Bolsonaro foi indiciado pela PF, mas não é réu: a investigação contra ele e outras 27 pessoas segue na primeira instância da Justiça Federal.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro nega que tenha existido uma Abin paralela. Em 2024, disse que nunca recebeu informações da Abin e que a investigação não ia achar nada porque não havia nada. Também disse que a operação contra Carlos queria esculachar a família. Carlos afirma que o indiciamento tem motivação política e mira a eleição de 2026. Ramagem já negou a existência do esquema.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que a Abin grampeou conversas. O que a PF descreve é o uso de um programa que localizava celulares, ou seja, mostrava onde a pessoa estava.
    • Não diga que Carlos Bolsonaro é réu ou foi condenado. Ele foi indiciado pela PF, e o caso dele está na primeira instância.
    • Não diga que Bolsonaro foi absolvido nesse caso. O arquivamento aconteceu porque os fatos já tinham sido julgados na trama golpista, e não por falta de provas.
  • Como usar na conversa

    • Comece pela pergunta que vale para qualquer governo: você aceitaria que a agência de inteligência do país fosse usada para vigiar adversários do presidente? Deixe a pessoa responder antes de citar nomes.
    • Mostre que os alvos foram de vários lados: um ministro do STF, políticos de partidos diferentes, como Joice Hasselmann, Rodrigo Maia e João Doria, e jornalistas. Isso ajuda a pessoa a ver que o problema não é de esquerda ou direita.
    • Fale de liberdade, um valor caro para quem é de direita. Espionar cidadão sem ordem da Justiça é o oposto de liberdade, seja quem for que esteja no poder.
  • Fontes

    • Agência Brasil
    • CNN Brasil
    • Folha de S.Paulo
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Investigações e corrupçãoJair Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Alexandre Ramagem · Alexandre de Moraes · Luiz Fernando Corrêa · revisada em 6 de outubro de 2026

A Polícia Federal concluiu que, no governo Bolsonaro, um grupo dentro da Abin usou um programa espião para localizar celulares de ministros do STF, políticos e jornalistas, sem ordem judicial. Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem foram indiciados. Em 2026, o caso foi arquivado para Bolsonaro e Ramagem porque os fatos já pesaram na condenação da trama golpista.

O que aconteceu10
  1. O caso começou com uma reportagem do jornal O Globo, em março de 2023. Segundo a investigação, a partir de 2019 uma célula clandestina dentro da Abin usou o sistema First Mile para localizar em tempo real o celular de alvos políticos, sem autorização judicial. (CNN Brasil)
  2. Em junho de 2025, a PF concluiu o inquérito e indiciou o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado Alexandre Ramagem, que dirigia a Abin no governo Bolsonaro. A lista enviada ao STF tinha 36 nomes. (Agência Brasil)
  3. Para a PF, Jair Bolsonaro e Carlos faziam parte de uma organização criminosa que usou a Abin contra quem se opunha a eles. O relatório diz que Bolsonaro era o principal destinatário do que a espionagem produzia. (Agência Brasil)
  4. Segundo a PF, foram monitorados ilegalmente o ministro Alexandre de Moraes, os ex-deputados Rodrigo Maia, Joice Hasselmann e Jean Wyllys, o ex-governador João Doria e os jornalistas Mônica Bergamo e Leandro Demori. (Agência Brasil)
  5. A PF também concluiu que a estrutura foi usada para espalhar desinformação contra o sistema eleitoral, incluindo ações para influenciar a eleição de 2022. (Agência Brasil)
  6. Bolsonaro não foi indiciado nesse inquérito. A PF explicou que ele já respondia pelos mesmos fatos na ação penal da trama golpista. (Agência Brasil)
  7. Em julho de 2026, Moraes seguiu a PGR e arquivou a investigação contra Bolsonaro e Ramagem. O motivo: os dois já tinham sido condenados na ação da trama golpista, e o uso ilegal da Abin entrou como prova e pesou na pena. Bolsonaro recebeu 27 anos e 3 meses. (Agência Brasil, CNN Brasil)
  8. Na mesma decisão, a investigação contra Carlos Bolsonaro e outras 27 pessoas foi mandada para a primeira instância da Justiça Federal, onde continua. (CNN Brasil)
  9. Moraes também arquivou, por falta de provas, a investigação contra a cúpula da Abin no governo Lula, que a PF tinha acusado de atrapalhar as apurações. (Agência Brasil, CNN Brasil)
  10. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na trama golpista e fugiu do Brasil para os Estados Unidos. Em abril de 2026, ficou dois dias preso pela imigração americana e foi solto. O Brasil pediu a extradição dele. (Agência Brasil)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Para Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem, o inquérito foi arquivado em julho de 2026, porque os mesmos fatos já fazem parte da condenação definitiva da trama golpista. Ramagem está foragido nos EUA. Carlos Bolsonaro foi indiciado pela PF, mas não é réu: a investigação contra ele e outras 27 pessoas segue na primeira instância da Justiça Federal.

O que eles dizem: Bolsonaro nega que tenha existido uma Abin paralela. Em 2024, disse que nunca recebeu informações da Abin e que a investigação não ia achar nada porque não havia nada. Também disse que a operação contra Carlos queria esculachar a família. Carlos afirma que o indiciamento tem motivação política e mira a eleição de 2026. Ramagem já negou a existência do esquema.

Como usar na conversa
  • Comece pela pergunta que vale para qualquer governo: você aceitaria que a agência de inteligência do país fosse usada para vigiar adversários do presidente? Deixe a pessoa responder antes de citar nomes.
  • Mostre que os alvos foram de vários lados: um ministro do STF, políticos de partidos diferentes, como Joice Hasselmann, Rodrigo Maia e João Doria, e jornalistas. Isso ajuda a pessoa a ver que o problema não é de esquerda ou direita.
  • Fale de liberdade, um valor caro para quem é de direita. Espionar cidadão sem ordem da Justiça é o oposto de liberdade, seja quem for que esteja no poder.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que a Abin grampeou conversas. O que a PF descreve é o uso de um programa que localizava celulares, ou seja, mostrava onde a pessoa estava.
  • Não diga que Carlos Bolsonaro é réu ou foi condenado. Ele foi indiciado pela PF, e o caso dele está na primeira instância.
  • Não diga que Bolsonaro foi absolvido nesse caso. O arquivamento aconteceu porque os fatos já tinham sido julgados na trama golpista, e não por falta de provas.
  • Não diga que Flávio Bolsonaro foi investigado aqui. Ele não aparece entre os indiciados nas fontes desta ficha.
  • Reconheça, se a pessoa citar, que a PF também acusou a cúpula da Abin do governo Lula, e que Moraes arquivou essa parte por falta de provas.
Para mostrar na conversa4
Fontes7

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