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Pandemia

“Gripezinha”, “não sou coveiro”, “e daí?”: o que Bolsonaro disse na pandemia

  • Pandemia

    “Gripezinha”, “não sou coveiro”, “e daí?”: o que Bolsonaro disse na pandemia

    Jair Bolsonaro

  • Em resumo

    Frases de Jair Bolsonaro sobre a covid, com data, contexto e vídeo. Ele depois disse que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes.

  • O que aconteceu

    Em 24 de março de 2020, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro criticou o fechamento de escolas e do comércio. Disse que, pelo seu “histórico de atleta”, se pegasse o vírus nada sentiria ou teria no máximo uma “gripezinha” ou “resfriadinho”.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Em 20 de abril de 2020, perguntado sobre o número de mortos por covid no Brasil, respondeu: “Eu não sou coveiro”.

    Fonte: Folha de S.Paulo, Poder360

  • O que aconteceu

    Em 28 de abril de 2020, quando o Brasil passou a China em total de mortes, com 474 óbitos registrados em 24 horas, disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

    Fonte: Estadão, Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 10 de novembro de 2020, ao defender menos isolamento, disse: “Lamento os mortos, todos nós vamos morrer um dia” e que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 18 de março de 2021, em sua live semanal, imitou uma pessoa com falta de ar ao criticar o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Repetiu a imitação em outra live em maio de 2021.

    Fonte: iG Último Segundo

  • O que aconteceu

    Em março de 2021, com recorde de mortes, disse: “chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em agosto de 2022, no Jornal Nacional, perguntado sobre a imitação, respondeu: “Eu queria que você botasse no ar eu imitando a falta de ar”. Em setembro de 2022, num podcast, disse que “a questão do coveiro eu retiraria”.

    Fonte: Poder360, Estado de Minas

  • Situação hoje

    Bolsonaro não pediu desculpas formais pelas frases. Disse em 2022 que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes, mas os vídeos das lives existem. A CPI da Covid pediu o indiciamento dele por nove crimes ligados à condução da pandemia. Ele foi condenado pelo STF em 2025 por outro caso, a trama golpista, e não por estas falas.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro dizia que queria evitar o desemprego e a fome causados pelo isolamento: “O pessoal vai morrer de fome, de depressão?”. Em 2022, disse que a imprensa tentava tirá-lo do sério, que “a questão do coveiro eu retiraria” e que não estava “zombando de ninguém” ao imitar a falta de ar.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não junte frases de dias diferentes. “Não sou coveiro” é de 20 de abril de 2020 e “E daí?” é de 28 de abril de 2020. Citar as duas como uma só fala dá a quem defende Bolsonaro um motivo para desqualificar tudo.
    • “Gripezinha” foi dita sobre o caso pessoal dele, por ser atleta, e não como definição da doença para todos. Conte a frase inteira, que já é forte o bastante.
    • Não diga que ele foi condenado pelas mortes da pandemia. A CPI pediu indiciamentos, mas até outubro de 2026 não há condenação por isso.
  • Como usar na conversa

    • Comece pela dor, não pelo político. Pergunte se a pessoa perdeu alguém na pandemia e escute antes de mostrar qualquer vídeo.
    • Mostre a fala com data e contexto e pergunte: “Você acha que um pai de família falaria assim sobre a morte de alguém?”. Deixe a pessoa tirar a conclusão.
    • Reconheça que o medo do desemprego era real. O ponto não é a preocupação com a economia, é a falta de respeito com quem morreu.
  • Fontes

    • BBC News Brasil
    • Folha de S.Paulo
    • Poder360
    • Estadão
    • iG Último Segundo
    • Estado de Minas
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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PandemiaJair Bolsonaro · revisada em 6 de outubro de 2026

Frases de Jair Bolsonaro sobre a covid, com data, contexto e vídeo. Ele depois disse que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes.

O que aconteceu7
  1. Em 24 de março de 2020, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro criticou o fechamento de escolas e do comércio. Disse que, pelo seu “histórico de atleta”, se pegasse o vírus nada sentiria ou teria no máximo uma “gripezinha” ou “resfriadinho”. (BBC News Brasil)
  2. Em 20 de abril de 2020, perguntado sobre o número de mortos por covid no Brasil, respondeu: “Eu não sou coveiro”. (Folha de S.Paulo, Poder360)
  3. Em 28 de abril de 2020, quando o Brasil passou a China em total de mortes, com 474 óbitos registrados em 24 horas, disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”. (Estadão, Folha de S.Paulo)
  4. Em 10 de novembro de 2020, ao defender menos isolamento, disse: “Lamento os mortos, todos nós vamos morrer um dia” e que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”. (Folha de S.Paulo)
  5. Em 18 de março de 2021, em sua live semanal, imitou uma pessoa com falta de ar ao criticar o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Repetiu a imitação em outra live em maio de 2021. (iG Último Segundo)
  6. Em março de 2021, com recorde de mortes, disse: “chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”. (Folha de S.Paulo)
  7. Em agosto de 2022, no Jornal Nacional, perguntado sobre a imitação, respondeu: “Eu queria que você botasse no ar eu imitando a falta de ar”. Em setembro de 2022, num podcast, disse que “a questão do coveiro eu retiraria”. (Poder360, Estado de Minas)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Bolsonaro não pediu desculpas formais pelas frases. Disse em 2022 que retiraria a do coveiro e negou que zombava de doentes, mas os vídeos das lives existem. A CPI da Covid pediu o indiciamento dele por nove crimes ligados à condução da pandemia. Ele foi condenado pelo STF em 2025 por outro caso, a trama golpista, e não por estas falas.

O que eles dizem: Bolsonaro dizia que queria evitar o desemprego e a fome causados pelo isolamento: “O pessoal vai morrer de fome, de depressão?”. Em 2022, disse que a imprensa tentava tirá-lo do sério, que “a questão do coveiro eu retiraria” e que não estava “zombando de ninguém” ao imitar a falta de ar.

Como usar na conversa
  • Comece pela dor, não pelo político. Pergunte se a pessoa perdeu alguém na pandemia e escute antes de mostrar qualquer vídeo.
  • Mostre a fala com data e contexto e pergunte: “Você acha que um pai de família falaria assim sobre a morte de alguém?”. Deixe a pessoa tirar a conclusão.
  • Reconheça que o medo do desemprego era real. O ponto não é a preocupação com a economia, é a falta de respeito com quem morreu.

Cuidado para não exagerar

  • Não junte frases de dias diferentes. “Não sou coveiro” é de 20 de abril de 2020 e “E daí?” é de 28 de abril de 2020. Citar as duas como uma só fala dá a quem defende Bolsonaro um motivo para desqualificar tudo.
  • “Gripezinha” foi dita sobre o caso pessoal dele, por ser atleta, e não como definição da doença para todos. Conte a frase inteira, que já é forte o bastante.
  • Não diga que ele foi condenado pelas mortes da pandemia. A CPI pediu indiciamentos, mas até outubro de 2026 não há condenação por isso.
  • Desconfie de montagens e cortes que circulam sem data. Use os vídeos dos veículos listados aqui.
Para mostrar na conversa5
Fontes7

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