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Pandemia

Vacina atrasada e cloroquina: as escolhas do governo Bolsonaro na pandemia

  • Pandemia

    Vacina atrasada e cloroquina: as escolhas do governo Bolsonaro na pandemia

    Jair Bolsonaro · Élcio Franco · Valdemar Costa Neto

  • Em resumo

    A Pfizer ofereceu vacinas em agosto de 2020 e o governo só fechou contrato em março de 2021. Enquanto isso, o governo apostou na cloroquina, sem eficácia comprovada.

  • O que aconteceu

    Segundo o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, a empresa fez três propostas ao governo em agosto de 2020, de 30 ou 70 milhões de doses. Algumas previam 1,5 milhão de doses ainda em 2020. O governo não aceitou nem rejeitou.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    A Pfizer também enviou uma carta a Bolsonaro sobre a vacina, o que Murillo confirmou à CPI da Covid em maio de 2021.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O contrato com a Pfizer só foi fechado em 19 de março de 2021, no auge da pandemia. As primeiras doses chegaram no fim de abril de 2021.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Na CPI, o senador Randolfe Rodrigues disse que houve 81 trocas de mensagens entre a Pfizer e o governo, e que 53 e-mails da empresa ficaram sem resposta. Essa é a contagem do senador.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em maio de 2020, o ministro da Saúde Nelson Teich deixou o cargo com menos de um mês, após divergir de Bolsonaro sobre o uso da cloroquina e sobre o isolamento. Bolsonaro queria mudar o protocolo do SUS para usar o remédio desde o início do tratamento.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    O Laboratório do Exército aumentou em 84 vezes a produção de cloroquina, segundo o Ministério Público junto ao TCU, que pediu investigação sobre superfaturamento na compra do insumo. Até junho de 2020, o Ministério da Saúde tinha distribuído 4,4 milhões de comprimidos aos estados, mesmo sem comprovação de eficácia contra a covid.

    Fonte: DW Brasil, no Poder360

  • O que aconteceu

    O relatório final da CPI da Covid, aprovado em 26 de outubro de 2021, atribuiu a Bolsonaro crimes como charlatanismo e infração a medidas sanitárias preventivas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em março de 2026, o ex-governador João Doria disse que Bolsonaro teria sido reeleito se tivesse apoiado a vacina. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, estava ao lado e respondeu fora do microfone: “É verdade”.

    Fonte: Poder360

  • Situação hoje

    A CPI pediu o indiciamento de Bolsonaro, mas a PGR da época arquivou a maior parte dos pedidos. Em setembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, abriu inquérito com base no relatório, a pedido da Polícia Federal. Até outubro de 2026, não há condenação. Não há comprovação científica de que a cloroquina funcione contra a covid.

  • O que eles dizem

    O ex-secretário executivo da Saúde, Élcio Franco, disse à CPI que o governo deu “o máximo de atenção” à Pfizer, que tinha contato por telefone e que a empresa mandava o mesmo e-mail várias vezes: “Por vezes a Pfizer emitiu 5 vezes um e-mail com o mesmo teor, 4 vezes no mesmo dia”. Bolsonaro defendeu o que chamava de “tratamento precoce” durante a pandemia e voltou a defendê-lo em 2022.

  • Cuidado para não exagerar

    • Os 53 e-mails sem resposta são a contagem do senador Randolfe. O governo diz que muitos eram repetidos. Fale em “ofertas sem resposta”, que é o que a própria Pfizer afirmou.
    • Não diga que a cloroquina matou milhares de brasileiros. Um estudo de 2024 estimou mortes ligadas ao remédio em outros países, mas não incluiu o Brasil.
    • Não diga que o Brasil não comprou vacina. Comprou, inclusive da Pfizer, mas com meses de atraso. O ponto é a demora.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte quando a pessoa ou os pais dela tomaram a primeira dose. Depois conte que a Pfizer ofereceu vacina em agosto de 2020. Cada mês de atraso foi um mês de risco para a família de todos.
    • Não ataque quem tomou cloroquina. Muita gente tomou por confiar no médico ou no presidente. O problema é o governo gastar dinheiro com remédio sem eficácia em vez de correr atrás da vacina.
    • Use a fala do Valdemar. Até o presidente do partido de Bolsonaro concordou que o erro na vacina custou caro. Isso mostra que não é só crítica da esquerda.
  • Fontes

    • g1
    • Poder360
    • DW Brasil, no Poder360
    • Lupa
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/vacinas-e-cloroquina

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PandemiaJair Bolsonaro · Élcio Franco · Valdemar Costa Neto · revisada em 6 de outubro de 2026

A Pfizer ofereceu vacinas em agosto de 2020 e o governo só fechou contrato em março de 2021. Enquanto isso, o governo apostou na cloroquina, sem eficácia comprovada.

O que aconteceu8
  1. Segundo o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, a empresa fez três propostas ao governo em agosto de 2020, de 30 ou 70 milhões de doses. Algumas previam 1,5 milhão de doses ainda em 2020. O governo não aceitou nem rejeitou. (g1)
  2. A Pfizer também enviou uma carta a Bolsonaro sobre a vacina, o que Murillo confirmou à CPI da Covid em maio de 2021. (g1)
  3. O contrato com a Pfizer só foi fechado em 19 de março de 2021, no auge da pandemia. As primeiras doses chegaram no fim de abril de 2021. (g1)
  4. Na CPI, o senador Randolfe Rodrigues disse que houve 81 trocas de mensagens entre a Pfizer e o governo, e que 53 e-mails da empresa ficaram sem resposta. Essa é a contagem do senador. (Poder360)
  5. Em maio de 2020, o ministro da Saúde Nelson Teich deixou o cargo com menos de um mês, após divergir de Bolsonaro sobre o uso da cloroquina e sobre o isolamento. Bolsonaro queria mudar o protocolo do SUS para usar o remédio desde o início do tratamento. (g1)
  6. O Laboratório do Exército aumentou em 84 vezes a produção de cloroquina, segundo o Ministério Público junto ao TCU, que pediu investigação sobre superfaturamento na compra do insumo. Até junho de 2020, o Ministério da Saúde tinha distribuído 4,4 milhões de comprimidos aos estados, mesmo sem comprovação de eficácia contra a covid. (DW Brasil, no Poder360)
  7. O relatório final da CPI da Covid, aprovado em 26 de outubro de 2021, atribuiu a Bolsonaro crimes como charlatanismo e infração a medidas sanitárias preventivas. (g1)
  8. Em março de 2026, o ex-governador João Doria disse que Bolsonaro teria sido reeleito se tivesse apoiado a vacina. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, estava ao lado e respondeu fora do microfone: “É verdade”. (Poder360)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: A CPI pediu o indiciamento de Bolsonaro, mas a PGR da época arquivou a maior parte dos pedidos. Em setembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, abriu inquérito com base no relatório, a pedido da Polícia Federal. Até outubro de 2026, não há condenação. Não há comprovação científica de que a cloroquina funcione contra a covid.

O que eles dizem: O ex-secretário executivo da Saúde, Élcio Franco, disse à CPI que o governo deu “o máximo de atenção” à Pfizer, que tinha contato por telefone e que a empresa mandava o mesmo e-mail várias vezes: “Por vezes a Pfizer emitiu 5 vezes um e-mail com o mesmo teor, 4 vezes no mesmo dia”. Bolsonaro defendeu o que chamava de “tratamento precoce” durante a pandemia e voltou a defendê-lo em 2022.

Como usar na conversa
  • Pergunte quando a pessoa ou os pais dela tomaram a primeira dose. Depois conte que a Pfizer ofereceu vacina em agosto de 2020. Cada mês de atraso foi um mês de risco para a família de todos.
  • Não ataque quem tomou cloroquina. Muita gente tomou por confiar no médico ou no presidente. O problema é o governo gastar dinheiro com remédio sem eficácia em vez de correr atrás da vacina.
  • Use a fala do Valdemar. Até o presidente do partido de Bolsonaro concordou que o erro na vacina custou caro. Isso mostra que não é só crítica da esquerda.

Cuidado para não exagerar

  • Os 53 e-mails sem resposta são a contagem do senador Randolfe. O governo diz que muitos eram repetidos. Fale em “ofertas sem resposta”, que é o que a própria Pfizer afirmou.
  • Não diga que a cloroquina matou milhares de brasileiros. Um estudo de 2024 estimou mortes ligadas ao remédio em outros países, mas não incluiu o Brasil.
  • Não diga que o Brasil não comprou vacina. Comprou, inclusive da Pfizer, mas com meses de atraso. O ponto é a demora.
  • Não afirme que Bolsonaro foi condenado por isso. Ele foi indiciado pela CPI e é investigado, sem condenação até agora.
Para mostrar na conversa4
Fontes7

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