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Fake news e desinformação

Ataques às urnas: de Bolsonaro em 2022 a Flávio em 2026

  • Fake news e desinformação

    Ataques às urnas: de Bolsonaro em 2022 a Flávio em 2026

    Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Valdemar Costa Neto

  • Em resumo

    Bolsonaro ficou inelegível por mentir sobre as urnas a embaixadores. O PL foi multado por tentar anular votos. Em 2026, Flávio repetiu um dado falso sobre as urnas diante de diplomatas.

  • O que aconteceu

    Em 18 de julho de 2022, Bolsonaro reuniu cerca de 40 diplomatas no Palácio da Alvorada e fez afirmações falsas sobre as urnas, como a de que a urna teria completado sozinha votos para Haddad em 2018. A reunião foi transmitida pela TV Brasil.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que aconteceu

    Em 30 de junho de 2023, o TSE tornou Bolsonaro inelegível até 2030, por 5 votos a 2, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nessa reunião.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Depois da derrota de 2022, o PL pediu ao TSE para invalidar votos de parte das urnas no segundo turno. Alexandre de Moraes rejeitou, disse que os argumentos eram 'absolutamente falsos' e multou o partido em R$ 22,9 milhões por má-fé. O plenário do TSE manteve a multa por 6 a 1.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2025, o STF condenou os sete réus do 'núcleo da desinformação' da trama golpista, acusados de espalhar mentiras sobre as urnas. Entre eles está o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Rocha.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 21 de julho de 2026, Flávio disse a diplomatas que as urnas brasileiras 'têm a mesma origem' das máquinas da empresa venezuelana Smartmatic. É falso. O TSE republicou o desmentido de 2022: a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programas para as eleições brasileiras.

    Fonte: Folha de S.Paulo, Folha de S.Paulo (Mônica Bergamo)

  • O que aconteceu

    Não foi a primeira vez. Em 2014, Flávio disse que a urna era 'um programa feito por uma empresa venezuelana, a Smartmatic'. Em 2021, escreveu que, sem novas medidas do TSE, 'teremos eleições sob suspeita'.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Flávio também recuou várias vezes. Em 2022, disse que, com as medidas do TSE, 'a possibilidade de fraude é quase zero'. Em 2025, levantou a hipótese de alguém programar a urna para desviar votos, mas completou: 'Eu acho que aconteceu? Não acho'.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Depois do primeiro turno de 2026, posts compararam os votos de senadores do PL com os de Flávio para sugerir fraude. O Aos Fatos mostrou que não há fraude: cada eleitor vota em dois senadores, e o eleitor não segue sempre a indicação do partido.

    Fonte: Aos Fatos

  • Situação hoje

    Bolsonaro está inelegível até 2030 e preso, condenado no processo da trama golpista. A multa do PL foi mantida. Flávio diz confiar no sistema eleitoral, mas a nota da campanha não corrigiu o dado falso sobre a Smartmatic. Não há nenhum caso de fraude confirmada nas urnas eletrônicas, segundo a Folha.

  • O que eles dizem

    A campanha de Flávio disse que ele 'não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro', que só relatou fatos públicos e que reafirma 'sua integral confiança no sistema eleitoral'. Bolsonaro, ao ficar inelegível, disse: 'Não ataquei o sistema eleitoral, eu mostrei possíveis falhas'. O PL afirmou ao TSE que 'jamais teve a intenção de causar qualquer tumulto ao processo eleitoral'.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio afirma que houve fraude em 2022. Ele alterna ataques e recuos e já disse que não acha que aconteceu. O problema é espalhar dado falso que alimenta a desconfiança.
    • Pedir observadores internacionais não é crime nem ataque. É prática comum. O ponto é a informação falsa sobre a Smartmatic.
    • Não diga que Flávio participou da trama golpista. Ele não está entre os indiciados pela PF nesse caso.
  • Como usar na conversa

    • Comece por uma pergunta simples: 'Você sabe quem fabrica a urna?'. Mostre o desmentido do TSE. Muita gente acredita na história da Smartmatic porque ouviu de alguém em quem confia.
    • Mostre que o próprio Flávio já disse que a chance de fraude era 'quase zero'. Isso tira o tema do campo do time e põe no campo dos fatos.
    • Explique o custo para o eleitor. Quem desconfia da urna sem motivo pode deixar de votar ou ser levado a apoiar coisas graves, como foi em 8 de janeiro. Quem espalha a dúvida não paga esse preço. Quem acredita, sim.
  • Fontes

    • Aos Fatos
    • Folha de S.Paulo
    • Folha de S.Paulo (Mônica Bergamo)
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/ataques-as-urnas

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Fake news e desinformaçãoJair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Valdemar Costa Neto · revisada em 6 de outubro de 2026

Bolsonaro ficou inelegível por mentir sobre as urnas a embaixadores. O PL foi multado por tentar anular votos. Em 2026, Flávio repetiu um dado falso sobre as urnas diante de diplomatas.

O que aconteceu8
  1. Em 18 de julho de 2022, Bolsonaro reuniu cerca de 40 diplomatas no Palácio da Alvorada e fez afirmações falsas sobre as urnas, como a de que a urna teria completado sozinha votos para Haddad em 2018. A reunião foi transmitida pela TV Brasil. (Aos Fatos)
  2. Em 30 de junho de 2023, o TSE tornou Bolsonaro inelegível até 2030, por 5 votos a 2, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nessa reunião. (Folha de S.Paulo)
  3. Depois da derrota de 2022, o PL pediu ao TSE para invalidar votos de parte das urnas no segundo turno. Alexandre de Moraes rejeitou, disse que os argumentos eram 'absolutamente falsos' e multou o partido em R$ 22,9 milhões por má-fé. O plenário do TSE manteve a multa por 6 a 1. (Folha de S.Paulo)
  4. Em outubro de 2025, o STF condenou os sete réus do 'núcleo da desinformação' da trama golpista, acusados de espalhar mentiras sobre as urnas. Entre eles está o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Rocha. (Folha de S.Paulo)
  5. Em 21 de julho de 2026, Flávio disse a diplomatas que as urnas brasileiras 'têm a mesma origem' das máquinas da empresa venezuelana Smartmatic. É falso. O TSE republicou o desmentido de 2022: a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programas para as eleições brasileiras. (Folha de S.Paulo, Folha de S.Paulo (Mônica Bergamo))
  6. Não foi a primeira vez. Em 2014, Flávio disse que a urna era 'um programa feito por uma empresa venezuelana, a Smartmatic'. Em 2021, escreveu que, sem novas medidas do TSE, 'teremos eleições sob suspeita'. (Folha de S.Paulo)
  7. Flávio também recuou várias vezes. Em 2022, disse que, com as medidas do TSE, 'a possibilidade de fraude é quase zero'. Em 2025, levantou a hipótese de alguém programar a urna para desviar votos, mas completou: 'Eu acho que aconteceu? Não acho'. (Folha de S.Paulo)
  8. Depois do primeiro turno de 2026, posts compararam os votos de senadores do PL com os de Flávio para sugerir fraude. O Aos Fatos mostrou que não há fraude: cada eleitor vota em dois senadores, e o eleitor não segue sempre a indicação do partido. (Aos Fatos)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Bolsonaro está inelegível até 2030 e preso, condenado no processo da trama golpista. A multa do PL foi mantida. Flávio diz confiar no sistema eleitoral, mas a nota da campanha não corrigiu o dado falso sobre a Smartmatic. Não há nenhum caso de fraude confirmada nas urnas eletrônicas, segundo a Folha.

O que eles dizem: A campanha de Flávio disse que ele 'não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro', que só relatou fatos públicos e que reafirma 'sua integral confiança no sistema eleitoral'. Bolsonaro, ao ficar inelegível, disse: 'Não ataquei o sistema eleitoral, eu mostrei possíveis falhas'. O PL afirmou ao TSE que 'jamais teve a intenção de causar qualquer tumulto ao processo eleitoral'.

Como usar na conversa
  • Comece por uma pergunta simples: 'Você sabe quem fabrica a urna?'. Mostre o desmentido do TSE. Muita gente acredita na história da Smartmatic porque ouviu de alguém em quem confia.
  • Mostre que o próprio Flávio já disse que a chance de fraude era 'quase zero'. Isso tira o tema do campo do time e põe no campo dos fatos.
  • Explique o custo para o eleitor. Quem desconfia da urna sem motivo pode deixar de votar ou ser levado a apoiar coisas graves, como foi em 8 de janeiro. Quem espalha a dúvida não paga esse preço. Quem acredita, sim.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que Flávio afirma que houve fraude em 2022. Ele alterna ataques e recuos e já disse que não acha que aconteceu. O problema é espalhar dado falso que alimenta a desconfiança.
  • Pedir observadores internacionais não é crime nem ataque. É prática comum. O ponto é a informação falsa sobre a Smartmatic.
  • Não diga que Flávio participou da trama golpista. Ele não está entre os indiciados pela PF nesse caso.
  • Defender voto impresso é uma opinião política legítima. Critique a mentira, não a opinião.
Para mostrar na conversa5
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