Pular para o conteúdo
minimanual
‹ Flávio e a direita
Fake news e desinformação

Gabinete do ódio e o inquérito das fake news

  • Fake news e desinformação

    Gabinete do ódio e o inquérito das fake news

    Jair Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Flávio Bolsonaro

  • Em resumo

    A PF descreveu ao STF um grupo dentro do Planalto que produzia ataques e mentiras contra adversários. É investigação, não condenação, mas os fatos apurados são graves.

  • O que aconteceu

    Em março de 2019, o então presidente do STF, Dias Toffoli, abriu por conta própria o inquérito das fake news. A relatoria foi entregue a Alexandre de Moraes, sem sorteio.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em maio de 2020, Moraes autorizou buscas contra aliados de Bolsonaro. Na decisão, escreveu que as provas apontavam uma associação criminosa que espalhava notícias falsas e ataques ao STF, aparentemente financiada por empresários.

    Fonte: STF

  • O que aconteceu

    Em fevereiro de 2022, a delegada da PF Denisse Ribeiro enviou ao STF um relatório sobre uma milícia digital que operava por meio de um 'autodenominado gabinete do ódio'. A suspeita era de que o grupo atuava dentro do Palácio do Planalto, com funcionários comissionados do governo.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Segundo o relatório, o grupo agia em quatro fases: escolhia o alvo, dividia as tarefas, atacava com posts ofensivos, falsos ou distorcidos e depois multiplicava o alcance com perfis grandes. A própria PF disse que ainda faltava identificar os autores e o papel de cada um.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    O relatório final da CPI da Pandemia, de outubro de 2021, descreveu o gabinete do ódio como um núcleo no Planalto 'capitaneado por Carlos Bolsonaro', com os assessores Filipe Martins e Tercio Arnaud. O texto pôs Bolsonaro e os filhos, Flávio entre eles, no 'núcleo de comando' da desinformação.

    Fonte: El País Brasil

  • O que aconteceu

    Em julho de 2024, a PF apontou indícios de ligação entre dirigentes da Abin e o gabinete do ódio. Segundo a investigação, o grupo criou perfis falsos e divulgou informações sabidamente falsas contra integrantes dos Três Poderes e jornalistas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2025, o STF condenou os sete réus do 'núcleo da desinformação' da trama golpista. Dois deles, ex-integrantes da Abin, eram acusados de fazer parte de uma estrutura paralela da agência que produzia notícias falsas contra opositores de Bolsonaro.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • Situação hoje

    O inquérito das fake news completou sete anos em março de 2026 sem conclusão. Em 9 de setembro de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, tirou Moraes da relatoria e manteve as decisões anteriores. Até aqui, não há condenação de Bolsonaro nem dos filhos especificamente por integrar o gabinete do ódio. As condenações de 2025 saíram do processo da trama golpista.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro nega que o gabinete do ódio exista. Em 2020, disse: 'Inventam essas coisas, atacam covardemente o garoto lá, o Tércio, o Mateus, o Carlos. Agora me aponte uma materialidade'. Aliados chamam o inquérito de perseguição. A crítica ao inquérito não vem só deles: a OAB pediu o fim da investigação, que chamou de 'natureza perpétua', e juristas ouvidos pela Folha também defendem o encerramento.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que o gabinete do ódio foi condenado. Relatório da PF é investigação, e relatório de CPI é conclusão política. Nenhum dos dois é sentença.
    • Não diga que Flávio chefiava o gabinete do ódio. A CPI apontou Carlos como líder do núcleo. Flávio aparece no 'núcleo de comando' descrito pela CPI, que não tem poder de punir ninguém.
    • Não defenda o inquérito das fake news como se fosse perfeito. Juristas, a OAB e parte do STF criticam a duração e a falta de transparência. Reconhecer isso dá força ao resto do que você diz.
  • Como usar na conversa

    • Comece pelo método, não pelo nome. Pergunte se a pessoa já recebeu um ataque igual, na mesma hora, em vários grupos. A descrição da PF (escolher alvo, atacar, multiplicar) ajuda a pessoa a reconhecer o que ela mesma viu no celular.
    • Mostre que quem recebe essas mensagens é usado. O grupo precisava de gente comum repassando para o ataque funcionar. Ninguém gosta de descobrir que foi peça de uma engrenagem.
    • Se a pessoa criticar o inquérito, concorde no que for justo. Dá para achar o inquérito longo demais e, ao mesmo tempo, achar grave um grupo pago com cargo público para espalhar mentira.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • STF
    • CNN Brasil
    • El País Brasil
    • g1
    • Agência Brasil
    • Correio Braziliense
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/gabinete-do-odio

Arraste para o lado ou use as setas do teclado para passar os slides.

1 / 15

Fake news e desinformaçãoJair Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · revisada em 6 de outubro de 2026

A PF descreveu ao STF um grupo dentro do Planalto que produzia ataques e mentiras contra adversários. É investigação, não condenação, mas os fatos apurados são graves.

O que aconteceu7
  1. Em março de 2019, o então presidente do STF, Dias Toffoli, abriu por conta própria o inquérito das fake news. A relatoria foi entregue a Alexandre de Moraes, sem sorteio. (Folha de S.Paulo)
  2. Em maio de 2020, Moraes autorizou buscas contra aliados de Bolsonaro. Na decisão, escreveu que as provas apontavam uma associação criminosa que espalhava notícias falsas e ataques ao STF, aparentemente financiada por empresários. (STF)
  3. Em fevereiro de 2022, a delegada da PF Denisse Ribeiro enviou ao STF um relatório sobre uma milícia digital que operava por meio de um 'autodenominado gabinete do ódio'. A suspeita era de que o grupo atuava dentro do Palácio do Planalto, com funcionários comissionados do governo. (CNN Brasil)
  4. Segundo o relatório, o grupo agia em quatro fases: escolhia o alvo, dividia as tarefas, atacava com posts ofensivos, falsos ou distorcidos e depois multiplicava o alcance com perfis grandes. A própria PF disse que ainda faltava identificar os autores e o papel de cada um. (CNN Brasil)
  5. O relatório final da CPI da Pandemia, de outubro de 2021, descreveu o gabinete do ódio como um núcleo no Planalto 'capitaneado por Carlos Bolsonaro', com os assessores Filipe Martins e Tercio Arnaud. O texto pôs Bolsonaro e os filhos, Flávio entre eles, no 'núcleo de comando' da desinformação. (El País Brasil)
  6. Em julho de 2024, a PF apontou indícios de ligação entre dirigentes da Abin e o gabinete do ódio. Segundo a investigação, o grupo criou perfis falsos e divulgou informações sabidamente falsas contra integrantes dos Três Poderes e jornalistas. (g1)
  7. Em outubro de 2025, o STF condenou os sete réus do 'núcleo da desinformação' da trama golpista. Dois deles, ex-integrantes da Abin, eram acusados de fazer parte de uma estrutura paralela da agência que produzia notícias falsas contra opositores de Bolsonaro. (Folha de S.Paulo)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: O inquérito das fake news completou sete anos em março de 2026 sem conclusão. Em 9 de setembro de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, tirou Moraes da relatoria e manteve as decisões anteriores. Até aqui, não há condenação de Bolsonaro nem dos filhos especificamente por integrar o gabinete do ódio. As condenações de 2025 saíram do processo da trama golpista.

O que eles dizem: Bolsonaro nega que o gabinete do ódio exista. Em 2020, disse: 'Inventam essas coisas, atacam covardemente o garoto lá, o Tércio, o Mateus, o Carlos. Agora me aponte uma materialidade'. Aliados chamam o inquérito de perseguição. A crítica ao inquérito não vem só deles: a OAB pediu o fim da investigação, que chamou de 'natureza perpétua', e juristas ouvidos pela Folha também defendem o encerramento.

Como usar na conversa
  • Comece pelo método, não pelo nome. Pergunte se a pessoa já recebeu um ataque igual, na mesma hora, em vários grupos. A descrição da PF (escolher alvo, atacar, multiplicar) ajuda a pessoa a reconhecer o que ela mesma viu no celular.
  • Mostre que quem recebe essas mensagens é usado. O grupo precisava de gente comum repassando para o ataque funcionar. Ninguém gosta de descobrir que foi peça de uma engrenagem.
  • Se a pessoa criticar o inquérito, concorde no que for justo. Dá para achar o inquérito longo demais e, ao mesmo tempo, achar grave um grupo pago com cargo público para espalhar mentira.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que o gabinete do ódio foi condenado. Relatório da PF é investigação, e relatório de CPI é conclusão política. Nenhum dos dois é sentença.
  • Não diga que Flávio chefiava o gabinete do ódio. A CPI apontou Carlos como líder do núcleo. Flávio aparece no 'núcleo de comando' descrito pela CPI, que não tem poder de punir ninguém.
  • Não defenda o inquérito das fake news como se fosse perfeito. Juristas, a OAB e parte do STF criticam a duração e a falta de transparência. Reconhecer isso dá força ao resto do que você diz.
  • Não misture as investigações. O inquérito das fake news, o das milícias digitais e o da Abin paralela são apurações diferentes.
Para mostrar na conversa4
Fontes8

Veja também