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Investigações e corrupção

Os pastores do MEC e o pedido de propina em ouro

  • Investigações e corrupção

    Os pastores do MEC e o pedido de propina em ouro

    Milton Ribeiro · Gilmar Santos · Arilton Moura

  • Em resumo

    Em 2022, um áudio mostrou o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, dizendo que priorizava prefeituras indicadas por dois pastores sem cargo no governo, a pedido de Bolsonaro. Prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro. Ribeiro e os pastores chegaram a ser presos, mas ninguém foi condenado até agora.

  • O que aconteceu

    Em março de 2022, a Folha divulgou um áudio em que o ministro Milton Ribeiro diz que o governo prioriza prefeituras cujos pedidos de verba foram negociados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não tinham cargo no governo. Ele diz que isso foi 'um pedido especial' do presidente Bolsonaro.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    No mesmo áudio, Ribeiro fala em um 'apoio' ligado à construção de igrejas, sem explicar como ele aconteceria. O dinheiro em jogo era do FNDE, o fundo do MEC que paga creches, escolas e quadras.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O prefeito Gilberto Braga, de Luís Domingues (MA), disse que o pastor Arilton Moura pediu 1 kg de ouro para liberar verbas de obras de educação para a cidade. A Folha confirmou o relato com outras duas pessoas presentes.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 24 de março de 2022, Bolsonaro defendeu o ministro numa live: disse que botava a cara no fogo por ele. Dias depois, Ribeiro pediu para sair do cargo.

    Fonte: CNN Brasil, Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em junho de 2022, a PF fez a Operação Acesso Pago. Ribeiro e os dois pastores foram presos preventivamente, por suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa. A investigação usou um relatório da CGU.

    Fonte: CNN Brasil, Agência Brasil

  • O que aconteceu

    Pouco depois, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, revogou a prisão preventiva dos envolvidos.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em conversas grampeadas pela PF, Ribeiro contou à filha que Bolsonaro tinha ligado para ele com o 'pressentimento' de que haveria uma busca e apreensão em sua casa. A PF viu indícios de vazamento, e o caso voltou para o STF.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que aconteceu

    Em 2025, a Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou a Ribeiro a pena de censura ética, por intermediar interesses privados na gestão de dinheiro público.

    Fonte: CNN Brasil

  • Situação hoje

    Investigação em andamento e sob sigilo, segundo a Agência Lupa em agosto de 2026. Milton Ribeiro e os pastores foram presos preventivamente em 2022 e soltos por decisão do TRF-1. Não encontramos notícia de denúncia ou condenação deles na Justiça. Ribeiro recebeu censura ética da Comissão de Ética Pública. Bolsonaro não é réu nesse caso.

  • O que eles dizem

    Ribeiro admitiu ser a voz do áudio, mas disse que as palavras foram tiradas de contexto. Afirmou que Bolsonaro não pediu atendimento preferencial a ninguém, só pediu que ele recebesse todos que o procurassem. A defesa diz que ele nunca cometeu irregularidade. Depois da prisão, Bolsonaro disse que, se a PF prendeu, havia um motivo, e que o ex-ministro deveria responder pelos próprios atos. O advogado Frederick Wassef negou que Bolsonaro tenha interferido na investigação.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Milton Ribeiro ou os pastores foram condenados. Eles foram presos preventivamente e soltos. Não há condenação nas fontes desta ficha.
    • Não diga que Bolsonaro recebeu propina. O que existe é o áudio em que o ministro cita um pedido dele e a suspeita de vazamento da operação, que segue em investigação.
    • Não diga que o ouro foi entregue. O prefeito relatou o pedido e disse que não levou a proposta adiante.
  • Como usar na conversa

    • Ligue à fé da pessoa, se ela for religiosa, com respeito. Pergunte o que ela acha de pastores, como relataram prefeitos, cobrarem propina para liberar verba de escola. Na época, até parte da bancada evangélica deixou de apoiar o ministro.
    • Fale de educação, que todo mundo quer melhor. A verba era para creches e escolas. Pergunte se é justo uma cidade passar na frente só porque conhece um pastor amigo do ministro.
    • Use a própria fala de Bolsonaro: primeiro ele botava a cara no fogo pelo ministro, depois disse que, se a PF prendeu, tinha motivo. Pergunte o que a pessoa acha dessa mudança.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • CNN Brasil
    • Agência Brasil
    • Agência Lupa
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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Investigações e corrupçãoMilton Ribeiro · Gilmar Santos · Arilton Moura · Jair Bolsonaro · Gilberto Braga · revisada em 6 de outubro de 2026

Em 2022, um áudio mostrou o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, dizendo que priorizava prefeituras indicadas por dois pastores sem cargo no governo, a pedido de Bolsonaro. Prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro. Ribeiro e os pastores chegaram a ser presos, mas ninguém foi condenado até agora.

O que aconteceu9
  1. Em março de 2022, a Folha divulgou um áudio em que o ministro Milton Ribeiro diz que o governo prioriza prefeituras cujos pedidos de verba foram negociados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não tinham cargo no governo. Ele diz que isso foi 'um pedido especial' do presidente Bolsonaro. (Folha de S.Paulo)
  2. No mesmo áudio, Ribeiro fala em um 'apoio' ligado à construção de igrejas, sem explicar como ele aconteceria. O dinheiro em jogo era do FNDE, o fundo do MEC que paga creches, escolas e quadras. (Folha de S.Paulo)
  3. O prefeito Gilberto Braga, de Luís Domingues (MA), disse que o pastor Arilton Moura pediu 1 kg de ouro para liberar verbas de obras de educação para a cidade. A Folha confirmou o relato com outras duas pessoas presentes. (Folha de S.Paulo)
  4. Em 24 de março de 2022, Bolsonaro defendeu o ministro numa live: disse que botava a cara no fogo por ele. Dias depois, Ribeiro pediu para sair do cargo. (CNN Brasil, Folha de S.Paulo)
  5. Em junho de 2022, a PF fez a Operação Acesso Pago. Ribeiro e os dois pastores foram presos preventivamente, por suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa. A investigação usou um relatório da CGU. (CNN Brasil, Agência Brasil)
  6. Pouco depois, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, revogou a prisão preventiva dos envolvidos. (CNN Brasil)
  7. Em conversas grampeadas pela PF, Ribeiro contou à filha que Bolsonaro tinha ligado para ele com o 'pressentimento' de que haveria uma busca e apreensão em sua casa. A PF viu indícios de vazamento, e o caso voltou para o STF. (CNN Brasil)
  8. Em 2025, a Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou a Ribeiro a pena de censura ética, por intermediar interesses privados na gestão de dinheiro público. (CNN Brasil)
  9. Em agosto de 2026, segundo a Agência Lupa, a investigação sobre o MEC seguia aberta no STF e sob sigilo. (Agência Lupa)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Investigação em andamento e sob sigilo, segundo a Agência Lupa em agosto de 2026. Milton Ribeiro e os pastores foram presos preventivamente em 2022 e soltos por decisão do TRF-1. Não encontramos notícia de denúncia ou condenação deles na Justiça. Ribeiro recebeu censura ética da Comissão de Ética Pública. Bolsonaro não é réu nesse caso.

O que eles dizem: Ribeiro admitiu ser a voz do áudio, mas disse que as palavras foram tiradas de contexto. Afirmou que Bolsonaro não pediu atendimento preferencial a ninguém, só pediu que ele recebesse todos que o procurassem. A defesa diz que ele nunca cometeu irregularidade. Depois da prisão, Bolsonaro disse que, se a PF prendeu, havia um motivo, e que o ex-ministro deveria responder pelos próprios atos. O advogado Frederick Wassef negou que Bolsonaro tenha interferido na investigação.

Como usar na conversa
  • Ligue à fé da pessoa, se ela for religiosa, com respeito. Pergunte o que ela acha de pastores, como relataram prefeitos, cobrarem propina para liberar verba de escola. Na época, até parte da bancada evangélica deixou de apoiar o ministro.
  • Fale de educação, que todo mundo quer melhor. A verba era para creches e escolas. Pergunte se é justo uma cidade passar na frente só porque conhece um pastor amigo do ministro.
  • Use a própria fala de Bolsonaro: primeiro ele botava a cara no fogo pelo ministro, depois disse que, se a PF prendeu, tinha motivo. Pergunte o que a pessoa acha dessa mudança.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que Milton Ribeiro ou os pastores foram condenados. Eles foram presos preventivamente e soltos. Não há condenação nas fontes desta ficha.
  • Não diga que Bolsonaro recebeu propina. O que existe é o áudio em que o ministro cita um pedido dele e a suspeita de vazamento da operação, que segue em investigação.
  • Não diga que o ouro foi entregue. O prefeito relatou o pedido e disse que não levou a proposta adiante.
  • Não diga que o caso foi arquivado. Pedidos isolados contra Bolsonaro foram arquivados em 2022 só porque o assunto já estava no inquérito principal, que segue aberto.
Para mostrar na conversa4
Fontes11

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