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O que eles disseram

Flávio Bolsonaro: “bombas atômicas”, a lei da misoginia e as frases checadas na campanha

  • O que eles disseram

    Flávio Bolsonaro: “bombas atômicas”, a lei da misoginia e as frases checadas na campanha

    Flávio Bolsonaro

  • Em resumo

    Flávio comparou o tarifaço de Trump a bombas atômicas, votou a favor da lei da misoginia e depois chamou o projeto de “armadilha do PT”. Na campanha de 2026, checadores apontaram frases falsas.

  • O que aconteceu

    Em julho de 2025, depois que Trump anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio disse à CNN Brasil que o Brasil não estava “em condições de exigir nada” e que o caso deveria ser tratado “como uma negociação de guerra”.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Na mesma ocasião, comparou o tarifaço às bombas lançadas no Japão: “Cabe a nós a responsabilidade de evitar que duas bombas atômicas caiam aqui no Brasil para, só depois, anunciarmos uma anistia”.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em 24 de março de 2026, o Senado aprovou por unanimidade o projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo. Flávio votou a favor.

    Fonte: Metrópoles, Estado de Minas

  • O que aconteceu

    Depois de críticas da própria base e do irmão Eduardo, Flávio disse em 29 de março de 2026, nos Estados Unidos, que o projeto era “uma grande armadilha do PT” e que votou a favor porque sabia que o texto voltaria para a Câmara, onde os deputados do partido trabalhariam “para arquivar essa lei”.

    Fonte: Poder360, Revista Fórum

  • O que aconteceu

    Em 1º de outubro de 2026, numa live, Flávio disse que no governo do pai “não tinha corrupção”. A Lupa classificou como falso e citou o escândalo do MEC, em que pastores controlavam a agenda e a liberação de verbas, investigado no STF.

    Fonte: Lupa

  • O que aconteceu

    Na mesma live, disse que Lula deixou o povo “com fome”. A Lupa classificou como falso: o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em julho de 2025. O país tinha voltado ao mapa em 2021, durante o governo Bolsonaro, como efeito da pandemia.

    Fonte: Lupa

  • O que aconteceu

    Em 4 de outubro de 2026, após o 1º turno, disse ser “o único candidato” comprometido com o fim da reeleição. A Lupa classificou como falso, porque outros candidatos defenderam o mesmo. Em março, num discurso a empresários, ele tinha acenado com um governo de oito anos.

    Fonte: Lupa

  • Situação hoje

    Flávio disputa o 2º turno contra Lula em 2026. Não se retratou da fala sobre as bombas atômicas. O projeto da misoginia estava parado na Câmara em agosto de 2026, sem data para votação. A Lupa avisou a campanha sobre as checagens da live e disse que incluiria as respostas recebidas.

  • O que eles dizem

    Sobre o tarifaço, Flávio disse que o Brasil não tinha poder de barganha e que resistir traria “aumento de taxas” e sanções. Sobre a lei da misoginia, disse que ela “não defende as mulheres”, que “vai gerar uma censura” e que nenhum político de direita apoiaria um projeto que desse ao governo instrumentos para “censurar a liberdade de expressão”.

  • Cuidado para não exagerar

    • Flávio não disse que os EUA deveriam jogar bombas no Brasil. Ele usou as bombas como comparação para defender que o Brasil cedesse. Cite a frase inteira.
    • Circulam conteúdos falsos sobre Flávio. É falso que ele usou camiseta contra nordestinos, é falso que disse que vai privatizar o SUS e a foto dele com um elefante abatido foi feita por inteligência artificial. Não compartilhe nada disso.
    • Na live de 1º de outubro, a fala que associou Lula à pedofilia foi de um aliado, Guilherme Derrite, e não do próprio Flávio. Não atribua a ele.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte o que a pessoa acha de um candidato a presidente que, diante de uma tarifa contra produtos brasileiros, disse que o país não podia “exigir nada” e devia ceder. Ligue ao trabalhador do agro e da indústria que perde com a tarifa. Deixe ela responder antes de opinar.
    • Sobre a lei da misoginia, não discuta se a lei é boa ou ruim. Mostre que ele votou a favor e depois disse que era armadilha, e pergunte se dá para confiar em quem muda de voto conforme a plateia.
    • Use as checagens com respeito: “eu também já acreditei em coisa errada, por isso gosto de conferir”. Mostre a página da Lupa e deixe a pessoa ler.
  • Fontes

    • Poder360
    • Metrópoles
    • Estado de Minas
    • Revista Fórum
    • Lupa
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

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O que eles disseramFlávio Bolsonaro · revisada em 6 de outubro de 2026

Flávio comparou o tarifaço de Trump a bombas atômicas, votou a favor da lei da misoginia e depois chamou o projeto de “armadilha do PT”. Na campanha de 2026, checadores apontaram frases falsas.

O que aconteceu7
  1. Em julho de 2025, depois que Trump anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio disse à CNN Brasil que o Brasil não estava “em condições de exigir nada” e que o caso deveria ser tratado “como uma negociação de guerra”. (Poder360)
  2. Na mesma ocasião, comparou o tarifaço às bombas lançadas no Japão: “Cabe a nós a responsabilidade de evitar que duas bombas atômicas caiam aqui no Brasil para, só depois, anunciarmos uma anistia”. (Poder360)
  3. Em 24 de março de 2026, o Senado aprovou por unanimidade o projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo. Flávio votou a favor. (Metrópoles, Estado de Minas)
  4. Depois de críticas da própria base e do irmão Eduardo, Flávio disse em 29 de março de 2026, nos Estados Unidos, que o projeto era “uma grande armadilha do PT” e que votou a favor porque sabia que o texto voltaria para a Câmara, onde os deputados do partido trabalhariam “para arquivar essa lei”. (Poder360, Revista Fórum)
  5. Em 1º de outubro de 2026, numa live, Flávio disse que no governo do pai “não tinha corrupção”. A Lupa classificou como falso e citou o escândalo do MEC, em que pastores controlavam a agenda e a liberação de verbas, investigado no STF. (Lupa)
  6. Na mesma live, disse que Lula deixou o povo “com fome”. A Lupa classificou como falso: o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em julho de 2025. O país tinha voltado ao mapa em 2021, durante o governo Bolsonaro, como efeito da pandemia. (Lupa)
  7. Em 4 de outubro de 2026, após o 1º turno, disse ser “o único candidato” comprometido com o fim da reeleição. A Lupa classificou como falso, porque outros candidatos defenderam o mesmo. Em março, num discurso a empresários, ele tinha acenado com um governo de oito anos. (Lupa)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Flávio disputa o 2º turno contra Lula em 2026. Não se retratou da fala sobre as bombas atômicas. O projeto da misoginia estava parado na Câmara em agosto de 2026, sem data para votação. A Lupa avisou a campanha sobre as checagens da live e disse que incluiria as respostas recebidas.

O que eles dizem: Sobre o tarifaço, Flávio disse que o Brasil não tinha poder de barganha e que resistir traria “aumento de taxas” e sanções. Sobre a lei da misoginia, disse que ela “não defende as mulheres”, que “vai gerar uma censura” e que nenhum político de direita apoiaria um projeto que desse ao governo instrumentos para “censurar a liberdade de expressão”.

Como usar na conversa
  • Pergunte o que a pessoa acha de um candidato a presidente que, diante de uma tarifa contra produtos brasileiros, disse que o país não podia “exigir nada” e devia ceder. Ligue ao trabalhador do agro e da indústria que perde com a tarifa. Deixe ela responder antes de opinar.
  • Sobre a lei da misoginia, não discuta se a lei é boa ou ruim. Mostre que ele votou a favor e depois disse que era armadilha, e pergunte se dá para confiar em quem muda de voto conforme a plateia.
  • Use as checagens com respeito: “eu também já acreditei em coisa errada, por isso gosto de conferir”. Mostre a página da Lupa e deixe a pessoa ler.

Cuidado para não exagerar

  • Flávio não disse que os EUA deveriam jogar bombas no Brasil. Ele usou as bombas como comparação para defender que o Brasil cedesse. Cite a frase inteira.
  • Circulam conteúdos falsos sobre Flávio. É falso que ele usou camiseta contra nordestinos, é falso que disse que vai privatizar o SUS e a foto dele com um elefante abatido foi feita por inteligência artificial. Não compartilhe nada disso.
  • Na live de 1º de outubro, a fala que associou Lula à pedofilia foi de um aliado, Guilherme Derrite, e não do próprio Flávio. Não atribua a ele.
  • Algumas frases de Flávio checadas pela Lupa estavam certas, como a de que 32 milhões de eleitores não votaram em 2022. Não diga que tudo o que ele fala é mentira.
Para mostrar na conversa4
Fontes11

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