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O que eles disseram

Eduardo Bolsonaro: “novo AI-5” e “um soldado e um cabo” para fechar o STF

  • O que eles disseram

    Eduardo Bolsonaro: “novo AI-5” e “um soldado e um cabo” para fechar o STF

    Eduardo Bolsonaro

  • Em resumo

    Em 2018, Eduardo disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Em 2019, falou em “novo AI-5” se a esquerda radicalizasse. Pediu desculpas nas duas vezes.

  • O que aconteceu

    Em 9 de julho de 2018, numa aula para concurseiros em Cascavel (PR), Eduardo falou sobre a hipótese de o STF barrar a candidatura do pai e disse: “se quiser fechar o STF, você sabe o que faz? Você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo”. O vídeo circulou em outubro de 2018.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Em 31 de outubro de 2019, em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle, falou sobre os protestos no Chile e disse: “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5”.

    Fonte: g1, BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    O AI-5, de dezembro de 1968, foi o ato mais duro da ditadura militar. Permitiu fechar o Congresso, cassar mandatos e suspender garantias como o habeas corpus.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Depois da reação, inclusive do próprio pai, Eduardo disse no mesmo dia que foi mal interpretado e pediu desculpas “a quem porventura tenha entendido que estou estudando o retorno do AI-5”.

    Fonte: BBC News Brasil

  • O que aconteceu

    Em maio de 2024, Alexandre de Moraes ironizou a fala de 2018: disse que o cabo, o soldado e o coronel estavam presos e o STF seguia funcionando, em referência ao 8 de janeiro.

    Fonte: Poder360

  • O que aconteceu

    Eduardo se mudou para os Estados Unidos em 2025 e teve o mandato de deputado cassado pela Mesa da Câmara em dezembro de 2025, por excesso de faltas.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, por coação no curso do processo. Segundo a acusação, ele articulou ações com o governo dos EUA para pressionar ministros no julgamento do pai.

    Fonte: g1

  • Situação hoje

    Eduardo pediu desculpas pelas duas falas, que não levaram à perda do mandato. Hoje mora nos Estados Unidos, perdeu o mandato por faltas e foi condenado pelo STF em 2026 por coação, num caso ligado ao julgamento da trama golpista. Ele é irmão do candidato Flávio Bolsonaro.

  • O que eles dizem

    Sobre o AI-5, Eduardo disse: “Eu talvez tenha sido infeliz em falar no AI-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno do AI-5”, e que o governo deveria “tomar as rédeas” em caso de protestos violentos. Sobre o STF, disse que nunca defendeu fechar o tribunal, que “o vídeo não é motivo para alarde” e que, se foi infeliz, pedia desculpas.

  • Cuidado para não exagerar

    • Eduardo não disse que ia fechar o STF nem que o governo preparava um AI-5. As falas foram hipóteses ditas em entrevista e em aula. Cite as palavras exatas, que já bastam.
    • Na fala do STF, ele disse que “o pessoal até brinca”. Conte isso, para ninguém dizer que você escondeu o contexto.
    • Eduardo não está na chapa de Flávio. Use as falas para mostrar o pensamento do grupo político de Flávio, não para dizer que Flávio disse o mesmo.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte o que a pessoa sabe sobre o AI-5. Muita gente não sabe que ele fechou o Congresso e acabou com o habeas corpus. Explique com calma, sem dar aula.
    • Ligue à liberdade que a pessoa preza: um AI-5 serviria contra qualquer um que discordasse do governo, inclusive cristãos e conservadores.
    • Reconheça que ele pediu desculpas. Depois pergunte se é normal alguém tão próximo do poder precisar pedir desculpas duas vezes por falar em fechar instituições.
  • Fontes

    • g1
    • BBC News Brasil
    • Poder360
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/eduardo-ai5-stf

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O que eles disseramEduardo Bolsonaro · revisada em 6 de outubro de 2026

Em 2018, Eduardo disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Em 2019, falou em “novo AI-5” se a esquerda radicalizasse. Pediu desculpas nas duas vezes.

O que aconteceu7
  1. Em 9 de julho de 2018, numa aula para concurseiros em Cascavel (PR), Eduardo falou sobre a hipótese de o STF barrar a candidatura do pai e disse: “se quiser fechar o STF, você sabe o que faz? Você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo”. O vídeo circulou em outubro de 2018. (Poder360)
  2. Em 31 de outubro de 2019, em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle, falou sobre os protestos no Chile e disse: “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5”. (g1, BBC News Brasil)
  3. O AI-5, de dezembro de 1968, foi o ato mais duro da ditadura militar. Permitiu fechar o Congresso, cassar mandatos e suspender garantias como o habeas corpus. (BBC News Brasil)
  4. Depois da reação, inclusive do próprio pai, Eduardo disse no mesmo dia que foi mal interpretado e pediu desculpas “a quem porventura tenha entendido que estou estudando o retorno do AI-5”. (BBC News Brasil)
  5. Em maio de 2024, Alexandre de Moraes ironizou a fala de 2018: disse que o cabo, o soldado e o coronel estavam presos e o STF seguia funcionando, em referência ao 8 de janeiro. (Poder360)
  6. Eduardo se mudou para os Estados Unidos em 2025 e teve o mandato de deputado cassado pela Mesa da Câmara em dezembro de 2025, por excesso de faltas. (g1)
  7. Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, por coação no curso do processo. Segundo a acusação, ele articulou ações com o governo dos EUA para pressionar ministros no julgamento do pai. (g1)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Eduardo pediu desculpas pelas duas falas, que não levaram à perda do mandato. Hoje mora nos Estados Unidos, perdeu o mandato por faltas e foi condenado pelo STF em 2026 por coação, num caso ligado ao julgamento da trama golpista. Ele é irmão do candidato Flávio Bolsonaro.

O que eles dizem: Sobre o AI-5, Eduardo disse: “Eu talvez tenha sido infeliz em falar no AI-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno do AI-5”, e que o governo deveria “tomar as rédeas” em caso de protestos violentos. Sobre o STF, disse que nunca defendeu fechar o tribunal, que “o vídeo não é motivo para alarde” e que, se foi infeliz, pedia desculpas.

Como usar na conversa
  • Pergunte o que a pessoa sabe sobre o AI-5. Muita gente não sabe que ele fechou o Congresso e acabou com o habeas corpus. Explique com calma, sem dar aula.
  • Ligue à liberdade que a pessoa preza: um AI-5 serviria contra qualquer um que discordasse do governo, inclusive cristãos e conservadores.
  • Reconheça que ele pediu desculpas. Depois pergunte se é normal alguém tão próximo do poder precisar pedir desculpas duas vezes por falar em fechar instituições.

Cuidado para não exagerar

  • Eduardo não disse que ia fechar o STF nem que o governo preparava um AI-5. As falas foram hipóteses ditas em entrevista e em aula. Cite as palavras exatas, que já bastam.
  • Na fala do STF, ele disse que “o pessoal até brinca”. Conte isso, para ninguém dizer que você escondeu o contexto.
  • Eduardo não está na chapa de Flávio. Use as falas para mostrar o pensamento do grupo político de Flávio, não para dizer que Flávio disse o mesmo.
  • A condenação de 2026 é por coação, não por estas falas.
Para mostrar na conversa4
Fontes6

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