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Fake news e desinformação

Disparos em massa no WhatsApp em 2018

  • Fake news e desinformação

    Disparos em massa no WhatsApp em 2018

    Jair Bolsonaro · Hamilton Mourão · Luciano Hang

  • Em resumo

    O TSE não cassou a chapa Bolsonaro-Mourão, mas a maioria dos ministros reconheceu que houve um esquema ilegal de fake news pelo WhatsApp para beneficiar Bolsonaro.

  • O que aconteceu

    Em outubro de 2018, a Folha revelou que empresas compravam pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. Cada contrato chegava a R$ 12 milhões. Doação de empresa para campanha é proibida.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 2019, um executivo do WhatsApp admitiu que, na eleição brasileira de 2018, empresas de envio maciço de mensagens violaram os termos de uso para atingir um grande número de pessoas.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Reportagens mostraram que empresas do ramo usaram de forma fraudulenta o nome e o CPF de idosos para registrar chips de celular e fazer os disparos.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 28 de outubro de 2021, o TSE rejeitou a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. A maioria concluiu que foi comprovado um esquema ilícito de notícias falsas via WhatsApp para beneficiar Bolsonaro, mas que faltou prova de gravidade suficiente para cassar.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    O relator, ministro Luís Felipe Salomão, disse que havia 'indícios de ciência' de Bolsonaro sobre a produção de fake news. Para ele, a falta de provas sobre o conteúdo das mensagens e o alcance delas impedia a cassação.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    No mesmo julgamento, o TSE fixou que esse tipo de esquema pode ser punido como abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, com cassação de mandato, nas eleições seguintes.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    No dia da votação de 2018, Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo manipulado que simulava a urna completando sozinha o voto em Fernando Haddad. O TSE e o TRE-MG desmentiram, e ele apagou o post.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    A repórter que revelou o caso, Patrícia Campos Mello, sofreu ataques. Eduardo Bolsonaro foi condenado em primeira instância a pagar R$ 30 mil a ela por ofensas de cunho sexual, com direito a recurso. Jair Bolsonaro também foi condenado a indenizá-la.

    Fonte: g1, JOTA

  • Situação hoje

    Caso encerrado na Justiça Eleitoral. A chapa não foi cassada e Bolsonaro e Mourão cumpriram o mandato até o fim. O que ficou foi a regra: desde 2021, disparo em massa de fake news pode levar à cassação.

  • O que eles dizem

    Bolsonaro criticou o TSE por julgar o caso: 'Tem certas coisas que nem tem que colocar em pauta, tem que arquivar'. Luciano Hang, dono da Havan, disse em 2018 que não sabia 'o que é isso' e que não precisava impulsionar nada. Dois ministros do TSE, Sérgio Banhos e Carlos Horbach, entenderam que não houve prova do esquema. Horbach destacou que não havia nos autos nem uma captura de tela das mensagens.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que o TSE cassou ou condenou Bolsonaro por isso. O TSE rejeitou a cassação.
    • Não diga que os disparos decidiram a eleição de 2018. O TSE disse justamente que não havia prova do alcance das mensagens.
    • O PT também usou disparos em massa em 2018, segundo o UOL, e a campanha de Haddad foi multada pelo TSE por impulsionar um site com ataques a Bolsonaro. Se a pessoa citar isso, ela tem razão. A diferença é a escala e o dinheiro de empresas, que é proibido.
  • Como usar na conversa

    • Pergunte de onde vinham as mensagens de 2018 que a pessoa recebia. Muita gente lembra de grupos cheios de desconhecidos. Isso é o que o próprio WhatsApp chamou de envio maciço que violava as regras.
    • Mostre que o alvo eram eleitores como ela. Alguém pagou caro para decidir o que chegaria ao celular dela, sem ela saber quem era.
    • Seja honesto sobre o resultado. 'O TSE não cassou, mas a maioria dos ministros disse que o esquema existiu.' Falar a verdade inteira desarma a defesa.
  • Fontes

    • Folha de S.Paulo
    • g1
    • JOTA
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/disparos-whatsapp-2018

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Fake news e desinformaçãoJair Bolsonaro · Hamilton Mourão · Luciano Hang · Flávio Bolsonaro · revisada em 6 de outubro de 2026

O TSE não cassou a chapa Bolsonaro-Mourão, mas a maioria dos ministros reconheceu que houve um esquema ilegal de fake news pelo WhatsApp para beneficiar Bolsonaro.

O que aconteceu8
  1. Em outubro de 2018, a Folha revelou que empresas compravam pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. Cada contrato chegava a R$ 12 milhões. Doação de empresa para campanha é proibida. (Folha de S.Paulo)
  2. Em 2019, um executivo do WhatsApp admitiu que, na eleição brasileira de 2018, empresas de envio maciço de mensagens violaram os termos de uso para atingir um grande número de pessoas. (Folha de S.Paulo)
  3. Reportagens mostraram que empresas do ramo usaram de forma fraudulenta o nome e o CPF de idosos para registrar chips de celular e fazer os disparos. (Folha de S.Paulo)
  4. Em 28 de outubro de 2021, o TSE rejeitou a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. A maioria concluiu que foi comprovado um esquema ilícito de notícias falsas via WhatsApp para beneficiar Bolsonaro, mas que faltou prova de gravidade suficiente para cassar. (Folha de S.Paulo)
  5. O relator, ministro Luís Felipe Salomão, disse que havia 'indícios de ciência' de Bolsonaro sobre a produção de fake news. Para ele, a falta de provas sobre o conteúdo das mensagens e o alcance delas impedia a cassação. (Folha de S.Paulo)
  6. No mesmo julgamento, o TSE fixou que esse tipo de esquema pode ser punido como abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, com cassação de mandato, nas eleições seguintes. (Folha de S.Paulo)
  7. No dia da votação de 2018, Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo manipulado que simulava a urna completando sozinha o voto em Fernando Haddad. O TSE e o TRE-MG desmentiram, e ele apagou o post. (Folha de S.Paulo)
  8. A repórter que revelou o caso, Patrícia Campos Mello, sofreu ataques. Eduardo Bolsonaro foi condenado em primeira instância a pagar R$ 30 mil a ela por ofensas de cunho sexual, com direito a recurso. Jair Bolsonaro também foi condenado a indenizá-la. (g1, JOTA)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Caso encerrado na Justiça Eleitoral. A chapa não foi cassada e Bolsonaro e Mourão cumpriram o mandato até o fim. O que ficou foi a regra: desde 2021, disparo em massa de fake news pode levar à cassação.

O que eles dizem: Bolsonaro criticou o TSE por julgar o caso: 'Tem certas coisas que nem tem que colocar em pauta, tem que arquivar'. Luciano Hang, dono da Havan, disse em 2018 que não sabia 'o que é isso' e que não precisava impulsionar nada. Dois ministros do TSE, Sérgio Banhos e Carlos Horbach, entenderam que não houve prova do esquema. Horbach destacou que não havia nos autos nem uma captura de tela das mensagens.

Como usar na conversa
  • Pergunte de onde vinham as mensagens de 2018 que a pessoa recebia. Muita gente lembra de grupos cheios de desconhecidos. Isso é o que o próprio WhatsApp chamou de envio maciço que violava as regras.
  • Mostre que o alvo eram eleitores como ela. Alguém pagou caro para decidir o que chegaria ao celular dela, sem ela saber quem era.
  • Seja honesto sobre o resultado. 'O TSE não cassou, mas a maioria dos ministros disse que o esquema existiu.' Falar a verdade inteira desarma a defesa.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que o TSE cassou ou condenou Bolsonaro por isso. O TSE rejeitou a cassação.
  • Não diga que os disparos decidiram a eleição de 2018. O TSE disse justamente que não havia prova do alcance das mensagens.
  • O PT também usou disparos em massa em 2018, segundo o UOL, e a campanha de Haddad foi multada pelo TSE por impulsionar um site com ataques a Bolsonaro. Se a pessoa citar isso, ela tem razão. A diferença é a escala e o dinheiro de empresas, que é proibido.
  • Não diga que a Havan foi condenada. A reportagem citou a empresa entre as compradoras, e o dono negou.
Para mostrar na conversa4
Fontes6

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