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Investigações e corrupção

A loja de chocolates, os imóveis e o dinheiro vivo

  • Investigações e corrupção

    A loja de chocolates, os imóveis e o dinheiro vivo

    Flávio Bolsonaro · Fabrício Queiroz · Jair Bolsonaro

  • Em resumo

    O MP do Rio suspeitava que o dinheiro da rachadinha era lavado numa franquia de chocolates e em compra e venda de imóveis. As provas foram anuladas junto com o resto do caso.

  • O que aconteceu

    Entre 2015 e 2021, Flávio teve uma franquia da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca, no Rio. A loja foi investigada pelo MP do Rio por suspeita de ser usada para lavar dinheiro da rachadinha.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo extratos da quebra de sigilo mostrados pelo Jornal Nacional, a loja recebeu 1.512 depósitos em dinheiro entre março de 2015 e dezembro de 2018. Muitos foram fracionados e com valores repetidos. Só um chegou ao valor que obrigava comunicação às autoridades.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Para o MP, os depósitos em dinheiro eram desproporcionais ao faturamento e coincidiam com o período em que Queiroz recolhia salários de assessores. Os promotores diziam que a loja servia para o dinheiro voltar a Flávio como lucro.

    Fonte: g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em 2019, um relatório do MP apontou indícios de lavagem em imóveis: Flávio investiu R$ 9,4 milhões em 19 salas e apartamentos entre 2010 e 2017 e lucrou mais de R$ 3 milhões. Em dois casos em Copacabana, a valorização passou de 200% em pouco mais de um ano.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Um relatório do Coaf apontou 48 depósitos de R$ 2 mil em dinheiro na conta de Flávio, feitos no caixa eletrônico da Alerj em 2017. Ele disse que era dinheiro da venda de um apartamento.

    Fonte: g1, g1 / Jornal Nacional

  • O que aconteceu

    Em 2022, um levantamento do UOL em cartórios mostrou que Jair Bolsonaro, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis desde os anos 1990, e pelo menos 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo, segundo os próprios documentos.

    Fonte: UOL

  • O que aconteceu

    As provas da quebra de sigilo foram anuladas pelo STJ, e a denúncia da rachadinha, que incluía a acusação de lavagem, foi rejeitada em 2022.

    Fonte: g1, g1 / Jornal Nacional

  • Situação hoje

    Sem processo em andamento sobre a loja ou os imóveis. As provas da investigação foram anuladas e a denúncia foi rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito. Comprar imóvel em dinheiro vivo não é crime.

  • O que eles dizem

    Flávio nega irregularidades. Em 2019, disse que os depósitos fracionados eram dinheiro da venda de um apartamento, que tudo foi declarado à Receita e que não tem nada a esconder. Sobre o relatório dos imóveis, disse que as informações não eram verdadeiras e que sua renda é compatível com o que declarou. A defesa também se queixou de vazamentos de dados sigilosos. Em 2022, Jair Bolsonaro perguntou qual era o problema de comprar imóvel com dinheiro vivo.

  • Cuidado para não exagerar

    • Não diga que Flávio lavou dinheiro. Isso era a suspeita do MP, e as provas foram anuladas.
    • Não diga que Flávio comprou 51 imóveis em dinheiro vivo. O número do UOL se refere à família inteira, incluindo irmãos de Jair no interior de São Paulo, ao longo de três décadas.
    • Não diga que comprar imóvel com dinheiro vivo é crime. Não é. O que se discute é por que tantas compras foram feitas assim.
  • Como usar na conversa

    • Puxe pela experiência da pessoa: pergunte se ela já pagou alguma coisa grande em dinheiro vivo, em envelopes de R$ 2 mil. A maioria das famílias usa transferência ou financiamento.
    • Seja honesto sobre o limite: diga que a Justiça não chegou a julgar se houve lavagem, porque as provas caíram por questões de forma.
    • Feche com uma pergunta, não com uma conclusão: “você não acha que um candidato a presidente devia explicar isso de forma clara?”.
  • Fontes

    • g1
    • g1 / Jornal Nacional
    • UOL
    • CBN
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/chocolates-e-imoveis

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Investigações e corrupçãoFlávio Bolsonaro · Fabrício Queiroz · Jair Bolsonaro · revisada em 6 de outubro de 2026

O MP do Rio suspeitava que o dinheiro da rachadinha era lavado numa franquia de chocolates e em compra e venda de imóveis. As provas foram anuladas junto com o resto do caso.

O que aconteceu7
  1. Entre 2015 e 2021, Flávio teve uma franquia da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca, no Rio. A loja foi investigada pelo MP do Rio por suspeita de ser usada para lavar dinheiro da rachadinha. (g1)
  2. Segundo extratos da quebra de sigilo mostrados pelo Jornal Nacional, a loja recebeu 1.512 depósitos em dinheiro entre março de 2015 e dezembro de 2018. Muitos foram fracionados e com valores repetidos. Só um chegou ao valor que obrigava comunicação às autoridades. (g1 / Jornal Nacional)
  3. Para o MP, os depósitos em dinheiro eram desproporcionais ao faturamento e coincidiam com o período em que Queiroz recolhia salários de assessores. Os promotores diziam que a loja servia para o dinheiro voltar a Flávio como lucro. (g1 / Jornal Nacional)
  4. Em 2019, um relatório do MP apontou indícios de lavagem em imóveis: Flávio investiu R$ 9,4 milhões em 19 salas e apartamentos entre 2010 e 2017 e lucrou mais de R$ 3 milhões. Em dois casos em Copacabana, a valorização passou de 200% em pouco mais de um ano. (g1)
  5. Um relatório do Coaf apontou 48 depósitos de R$ 2 mil em dinheiro na conta de Flávio, feitos no caixa eletrônico da Alerj em 2017. Ele disse que era dinheiro da venda de um apartamento. (g1, g1 / Jornal Nacional)
  6. Em 2022, um levantamento do UOL em cartórios mostrou que Jair Bolsonaro, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis desde os anos 1990, e pelo menos 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo, segundo os próprios documentos. (UOL)
  7. As provas da quebra de sigilo foram anuladas pelo STJ, e a denúncia da rachadinha, que incluía a acusação de lavagem, foi rejeitada em 2022. (g1, g1 / Jornal Nacional)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Sem processo em andamento sobre a loja ou os imóveis. As provas da investigação foram anuladas e a denúncia foi rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito. Comprar imóvel em dinheiro vivo não é crime.

O que eles dizem: Flávio nega irregularidades. Em 2019, disse que os depósitos fracionados eram dinheiro da venda de um apartamento, que tudo foi declarado à Receita e que não tem nada a esconder. Sobre o relatório dos imóveis, disse que as informações não eram verdadeiras e que sua renda é compatível com o que declarou. A defesa também se queixou de vazamentos de dados sigilosos. Em 2022, Jair Bolsonaro perguntou qual era o problema de comprar imóvel com dinheiro vivo.

Como usar na conversa
  • Puxe pela experiência da pessoa: pergunte se ela já pagou alguma coisa grande em dinheiro vivo, em envelopes de R$ 2 mil. A maioria das famílias usa transferência ou financiamento.
  • Seja honesto sobre o limite: diga que a Justiça não chegou a julgar se houve lavagem, porque as provas caíram por questões de forma.
  • Feche com uma pergunta, não com uma conclusão: “você não acha que um candidato a presidente devia explicar isso de forma clara?”.

Cuidado para não exagerar

  • Não diga que Flávio lavou dinheiro. Isso era a suspeita do MP, e as provas foram anuladas.
  • Não diga que Flávio comprou 51 imóveis em dinheiro vivo. O número do UOL se refere à família inteira, incluindo irmãos de Jair no interior de São Paulo, ao longo de três décadas.
  • Não diga que comprar imóvel com dinheiro vivo é crime. Não é. O que se discute é por que tantas compras foram feitas assim.
  • Em 2026, o TSE suspendeu um jingle que citava os 51 imóveis sem contexto. Sempre explique de quem eram e qual a situação jurídica.
Para mostrar na conversa4
Fontes7

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