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Distorcido

“O STF e o Alexandre de Moraes censuram todo mundo, é uma ditadura da toga”

  • Distorcido

    “O STF e o Alexandre de Moraes censuram todo mundo, é uma ditadura da toga”

    Parte de algo real e tira uma conclusão errada.

  • O que dizem

    O Moraes manda prender e derrubar perfil de quem critica o STF. Ele é investigador, vítima e juiz ao mesmo tempo. Isso é ditadura.

  • O medo por trás

    Perder a liberdade de falar o que pensa. Ter medo de postar uma opinião e ser punido por isso.

  • O que é fato

    Em 2020, o plenário do STF decidiu, por 10 votos a 1, que o inquérito das fake news era legal. As decisões de Moraes podem ser revistas: a ordem contra a revista Crusoé, por exemplo, foi revogada em recurso.

    Fonte: CNN Brasil

  • O que é fato

    O X foi suspenso no Brasil em 2024 porque a empresa descumpriu ordens judiciais e se recusou a ter um representante legal no país, como a lei exige.

    Fonte: CNN Brasil, Aos Fatos

  • O que é fato

    Segundo o Aos Fatos, os perfis bloqueados eram de investigados por crimes como ameaça de morte, apologia a golpe e mentira sobre a eleição, e não de pessoas que só tinham opinião de direita.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que é fato

    Um relatório do governo dos Estados Unidos que acusou Moraes de censura distorceu e omitiu fatos, segundo checagem do Aos Fatos. Os EUA aplicaram sanções contra Moraes em julho de 2025 e retiraram em dezembro do mesmo ano.

    Fonte: Aos Fatos, Agência Brasil

  • O que é fato

    Circulam boatos sobre Moraes, inclusive um vídeo feito com inteligência artificial em que ele aparece ameaçando adversários. Por isso vale conferir antes de repassar, mesmo quando a crítica é justa.

    Fonte: Aos Fatos

  • Onde a crítica tem razão

    • O inquérito das fake news foi aberto em 2019 pelo próprio presidente do STF, sem pedido do Ministério Público, e Moraes foi escolhido como relator sem sorteio. O ex-ministro Marco Aurélio votou contra por ver mistura entre quem acusa e quem julga.
    • Em 2019, Moraes mandou tirar do ar uma reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista que citava o então presidente do STF. A decisão foi revogada depois, mas tirar reportagem do ar é censura à imprensa.
    • O inquérito está aberto desde março de 2019, sem prazo para acabar, e boa parte dele corre em sigilo. Nem sempre se sabe quem é investigado e por quê.

    Reconheça isso. Quem nega tudo perde a credibilidade no resto.

  • Comece pela pessoa

    “Você já ficou com medo de postar alguma coisa? O que te deixou assim?”

    Os dois querem poder falar o que pensam sem medo de punição. E os dois querem que quem tem poder, inclusive juiz, preste contas.

  • Argumento 1

    Muita coisa na crítica ao inquérito das fake news é verdade: foi aberto pelo próprio STF, sem sorteio de relator, corre em sigilo e está aberto desde 2019.

    Comece concordando, sem pressa de chegar no “mas”: “nisso você tem razão, e um ministro do próprio STF, o Marco Aurélio, criticou a mesma coisa”.

  • Argumento 2

    Ditadura é quando ninguém consegue rever uma decisão. Aqui, o plenário julgou o inquérito, a ordem contra a Crusoé foi revogada em recurso e Fachin tirou Moraes da relatoria em 2026.

    Traga como pergunta: “se fosse ditadura, dava pra derrubar decisão dele? Dava pra tirar ele do caso?”. Deixe a pessoa pensar.

  • Argumento 3

    Segundo o Aos Fatos, os perfis bloqueados eram de investigados por crimes como ameaça de morte e apologia a golpe, não de quem só tinha opinião de direita.

    Fale com cuidado e sem generalizar: “pelo que vi, os bloqueios foram de gente investigada por ameaça, não por opinião”.

  • Evite

    • Defender Moraes em tudo. A pessoa sabe que houve abuso, como a reportagem tirada do ar, e vai parar de te ouvir.
    • Repassar ou rebater vídeo e áudio sem conferir. Já circulou até vídeo de Moraes feito por inteligência artificial.
  • Fontes

    • CNN Brasil
    • Aos Fatos
    • Agência Brasil
  • A ficha completa, com links

    Fatos, vídeos para mostrar e um guia para montar a sua conversa.

    minimanualdigital.com/fichas/stf-moraes

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DistorcidoEleições e democracia · revisada em 6 de outubro de 2026

Muita crítica ao STF tem base real. Outra parte é boato. Como separar uma coisa da outra sem defender tudo nem atacar tudo.

Os fatos5

O que dizem: O Moraes manda prender e derrubar perfil de quem critica o STF. Ele é investigador, vítima e juiz ao mesmo tempo. Isso é ditadura.

O medo por trás: Perder a liberdade de falar o que pensa. Ter medo de postar uma opinião e ser punido por isso.

  • Em 2020, o plenário do STF decidiu, por 10 votos a 1, que o inquérito das fake news era legal. As decisões de Moraes podem ser revistas: a ordem contra a revista Crusoé, por exemplo, foi revogada em recurso. (CNN Brasil)
  • O X foi suspenso no Brasil em 2024 porque a empresa descumpriu ordens judiciais e se recusou a ter um representante legal no país, como a lei exige. (CNN Brasil, Aos Fatos)
  • Segundo o Aos Fatos, os perfis bloqueados eram de investigados por crimes como ameaça de morte, apologia a golpe e mentira sobre a eleição, e não de pessoas que só tinham opinião de direita. (Aos Fatos)
  • Um relatório do governo dos Estados Unidos que acusou Moraes de censura distorceu e omitiu fatos, segundo checagem do Aos Fatos. Os EUA aplicaram sanções contra Moraes em julho de 2025 e retiraram em dezembro do mesmo ano. (Aos Fatos, Agência Brasil)
  • Circulam boatos sobre Moraes, inclusive um vídeo feito com inteligência artificial em que ele aparece ameaçando adversários. Por isso vale conferir antes de repassar, mesmo quando a crítica é justa. (Aos Fatos)
Onde a crítica tem razão6
  • O inquérito das fake news foi aberto em 2019 pelo próprio presidente do STF, sem pedido do Ministério Público, e Moraes foi escolhido como relator sem sorteio. O ex-ministro Marco Aurélio votou contra por ver mistura entre quem acusa e quem julga. (CNN Brasil)
  • Em 2019, Moraes mandou tirar do ar uma reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista que citava o então presidente do STF. A decisão foi revogada depois, mas tirar reportagem do ar é censura à imprensa. (CNN Brasil)
  • O inquérito está aberto desde março de 2019, sem prazo para acabar, e boa parte dele corre em sigilo. Nem sempre se sabe quem é investigado e por quê. (CNN Brasil)
  • Moraes fixou multa de R$ 50 mil por dia para qualquer pessoa que usasse VPN para acessar o X. A medida atingia usuários comuns, não só a empresa. (CNN Brasil)
  • Em setembro de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, tirou Moraes da relatoria do inquérito. Foi uma tentativa de conter uma crise interna ligada ao caso Master, que envolve mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a Moraes. O ministro nega ter recebido as mensagens. (CNN Brasil, Aos Fatos)
  • Até o Aos Fatos, ao desmentir o relatório americano, registrou uma queixa legítima: presos do 8 de janeiro disseram não ter acesso a um inquérito sigiloso e reclamaram de prazos curtos. (Aos Fatos)

O melhor argumento do outro lado: Mesmo sem ser ditadura, um tribunal que abre investigação por conta própria, escolhe o relator sem sorteio, mantém o caso em sigilo por anos e julga ataques contra os próprios ministros concentra poder demais. Um ministro do próprio STF, Marco Aurélio, fez essa crítica, e ela não depende de lado político.

Como responder

1. Comece pela pessoa

“Você já ficou com medo de postar alguma coisa? O que te deixou assim?”

2. Encontre o valor em comum

Os dois querem poder falar o que pensam sem medo de punição. E os dois querem que quem tem poder, inclusive juiz, preste contas.

Uma história sua ajuda: Uma situação em que você sentiu que não podia falar o que pensava, no trabalho, na família ou na internet.

Sem uma história sua? Conte a de alguém, dizendo de onde veio:

  • Os criadores da revista digital Timeline, entre eles o jornalista Luís Ernesto Lacombe, tiveram os perfis bloqueados no X, no Instagram e no YouTube por uma decisão sigilosa de Moraes em janeiro de 2025. As plataformas cumpriram a ordem, mas disseram não poder informar o motivo, e a revista publicou um texto falando em censura. Um dos sócios, Allan dos Santos, é considerado foragido pela Justiça brasileira. Equipe da revista digital Timeline, em reportagem do Poder360 · ler no Poder360
  • O influenciador Monark teve as contas bloqueadas no inquérito sobre o 8 de janeiro, investigado por publicações que a PF considerou desinformação e discurso de ódio. Em fevereiro de 2025, Moraes liberou as contas, mas manteve fora do ar os posts considerados ilegais e fixou multa se ele repetisse esse tipo de conteúdo. Mostra que o bloqueio existiu, foi revisto e tinha um motivo apontado no processo. Bruno Aiub, o Monark, ex-apresentador do Flow Podcast, em reportagem do g1 · ler no g1

3. Reconheça o que é verdade

O inquérito das fake news foi aberto em 2019 pelo próprio presidente do STF, sem pedido do Ministério Público, e Moraes foi escolhido como relator sem sorteio. O ex-ministro Marco Aurélio votou contra por ver mistura entre quem acusa e quem julga.

4. Escolha um argumento (um só por conversa)

  1. Muita coisa na crítica ao inquérito das fake news é verdade: foi aberto pelo próprio STF, sem sorteio de relator, corre em sigilo e está aberto desde 2019.Como dizer: Comece concordando, sem pressa de chegar no “mas”: “nisso você tem razão, e um ministro do próprio STF, o Marco Aurélio, criticou a mesma coisa”.Por que funciona: Concordar primeiro com o que é justo baixa a defesa e mostra que você não está ali para defender tudo.
  2. Ditadura é quando ninguém consegue rever uma decisão. Aqui, o plenário julgou o inquérito, a ordem contra a Crusoé foi revogada em recurso e Fachin tirou Moraes da relatoria em 2026.Como dizer: Traga como pergunta: “se fosse ditadura, dava pra derrubar decisão dele? Dava pra tirar ele do caso?”. Deixe a pessoa pensar.Por que funciona: A pergunta separa “concentração de poder”, que é crítica justa, de “ditadura”, que é exagero, sem acusar a pessoa.
  3. Segundo o Aos Fatos, os perfis bloqueados eram de investigados por crimes como ameaça de morte e apologia a golpe, não de quem só tinha opinião de direita.Como dizer: Fale com cuidado e sem generalizar: “pelo que vi, os bloqueios foram de gente investigada por ameaça, não por opinião”.Por que funciona: Responde ao medo pessoal de ser punido por opinar, que é o que está por trás da raiva.

Se a pessoa disser…

  • “Ele multou até quem usasse VPN para entrar no X!” Concorde. A multa de R$ 50 mil por dia atingia usuários comuns, e isso merece crítica. Só lembre que a suspensão do X veio porque a empresa descumpriu ordens e não quis ter representante legal no país.
  • “Até os Estados Unidos sancionaram o Moraes.” É verdade que houve sanção em julho de 2025. Conte também que o relatório americano distorceu e omitiu fatos, segundo o Aos Fatos, e que a sanção foi retirada em dezembro do mesmo ano. Reconheça que o mesmo relatório trouxe uma queixa legítima dos presos do 8 de janeiro.

Evite

  • Defender Moraes em tudo. A pessoa sabe que houve abuso, como a reportagem tirada do ar, e vai parar de te ouvir.
  • Repassar ou rebater vídeo e áudio sem conferir. Já circulou até vídeo de Moraes feito por inteligência artificial.

5. Feche sem pressão

Pergunte de novo: “e agora, mudou alguma coisa?”. Aceite a resposta. Uma dúvida já é resultado.

Para mostrar na conversa6
Fontes6

Veja também