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Falso

“As urnas eletrônicas são fraudadas e não dá pra auditar”

  • Falso

    “As urnas eletrônicas são fraudadas e não dá pra auditar”

    Não aconteceu ou foi inventado.

  • O que dizem

    A urna eletrônica pode ser hackeada, o resultado é manipulado e ninguém consegue conferir. Sem voto impresso, não dá pra confiar.

  • O medo por trás

    Ter o voto roubado sem perceber. Sentir que a decisão já está tomada antes da eleição e que a sua opinião não conta.

  • O que é fato

    Desde que a urna eletrônica começou a ser usada, em 1996, não há registro de fraude comprovada na votação ou na apuração.

    Fonte: Lupa

  • O que é fato

    Antes de cada eleição, especialistas de fora do TSE tentam atacar o sistema no Teste Público de Segurança. No teste para 2026, foram 29 planos de ataque executados. Nenhum conseguiu alterar votos, resultados ou quebrar o sigilo do voto.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que é fato

    As falhas menores encontradas no teste foram corrigidas, e os próprios investigadores conferiram as correções em maio de 2026.

    Fonte: Aos Fatos

  • O que é fato

    É falso que hackers invadiram as urnas no teste do TSE. Também circulam em 2026 boatos falsos de que o TSE anularia a eleição ou trocaria as urnas por modelos novos.

    Fonte: Aos Fatos, Lupa

  • O que é fato

    No dia da eleição, urnas sorteadas passam por uma votação simulada com cédulas de papel, filmada e acompanhada por partidos. No primeiro turno de 2026, o resultado da urna bateu com as cédulas, como em todos os testes desde 2002.

    Fonte: Metrópoles

  • Onde a crítica tem razão

    • Os técnicos militares escreveram que o trabalho deles não excluía a possibilidade de fraude e reclamaram de acesso limitado ao código-fonte. Ou seja: não acharam fraude, mas também disseram que não conseguiram checar tudo o que queriam.
    • O voto impresso não é uma ideia só de uma minoria. Em 2021, a maioria dos deputados presentes votou a favor (229 a 218), mas a proposta precisava de 308 votos para mudar a Constituição.
    • O teste público acha falhas de verdade todo ano. Em 2025, foram quatro planos de ataque com achados, que precisaram ser corrigidos. Segurança perfeita não existe, e é justo cobrar transparência.

    Reconheça isso. Quem nega tudo perde a credibilidade no resto.

  • Comece pela pessoa

    “O que te faria confiar no resultado de uma eleição, ganhando ou perdendo?”

    Os dois querem que o voto de cada um seja contado do jeito que foi dado. Confiar na eleição, ganhando ou perdendo, importa para vocês dois.

  • Argumento 1

    No dia da eleição, urnas sorteadas passam por uma votação simulada com cédulas de papel, filmada e acompanhada por partidos, e o resultado sempre bateu, desde 2002.

    Pergunte primeiro: “você sabia que tem urna sorteada que recebe voto de papel no dia da eleição?”. Depois explique como funciona.

  • Argumento 2

    Nem o relatório das Forças Armadas sobre 2022, feito no governo Bolsonaro, apontou fraude.

    Traga como informação de uma fonte que a pessoa respeita, sem tom de vitória: “até os militares olharam e não acharam fraude”.

  • Argumento 3

    Antes de cada eleição, especialistas de fora tentam atacar a urna. No teste para 2026, foram 29 planos de ataque, e nenhum alterou votos. As falhas menores foram corrigidas.

    Comece admitindo que falha existe: “eles acham problema todo ano, e é bom que achem”. Só depois diga que ninguém conseguiu mudar voto.

  • Evite

    • Dizer que a urna é perfeita e impossível de atacar. O próprio teste acha falhas todo ano, e a pessoa pode saber disso.
    • Tratar quem defende o voto impresso como golpista. Muita gente defende isso de boa fé, inclusive a maioria da Câmara em 2021.
  • Fontes

    • Lupa
    • Aos Fatos
    • Metrópoles
    • Agência Brasil
    • CNN Brasil
    • Agência Câmara
  • A ficha completa, com links

    Fatos, vídeos para mostrar e um guia para montar a sua conversa.

    minimanualdigital.com/fichas/urnas

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FalsoEleições e democracia · revisada em 6 de outubro de 2026

Em 30 anos de urna eletrônica, nenhuma fraude comprovada. O que é fato, o que os testes mostram e onde a desconfiança tem algum ponto.

Os fatos7

O que dizem: A urna eletrônica pode ser hackeada, o resultado é manipulado e ninguém consegue conferir. Sem voto impresso, não dá pra confiar.

O medo por trás: Ter o voto roubado sem perceber. Sentir que a decisão já está tomada antes da eleição e que a sua opinião não conta.

  • Desde que a urna eletrônica começou a ser usada, em 1996, não há registro de fraude comprovada na votação ou na apuração. (Lupa)
  • Antes de cada eleição, especialistas de fora do TSE tentam atacar o sistema no Teste Público de Segurança. No teste para 2026, foram 29 planos de ataque executados. Nenhum conseguiu alterar votos, resultados ou quebrar o sigilo do voto. (Aos Fatos)
  • As falhas menores encontradas no teste foram corrigidas, e os próprios investigadores conferiram as correções em maio de 2026. (Aos Fatos)
  • É falso que hackers invadiram as urnas no teste do TSE. Também circulam em 2026 boatos falsos de que o TSE anularia a eleição ou trocaria as urnas por modelos novos. (Aos Fatos, Lupa)
  • No dia da eleição, urnas sorteadas passam por uma votação simulada com cédulas de papel, filmada e acompanhada por partidos. No primeiro turno de 2026, o resultado da urna bateu com as cédulas, como em todos os testes desde 2002. (Metrópoles)
  • O relatório das Forças Armadas sobre a eleição de 2022, feito no governo Bolsonaro, não apontou nenhuma fraude. (Agência Brasil)
  • Em 2023, o TSE tornou Bolsonaro inelegível por oito anos por ter usado uma reunião com embaixadores, em 2022, para espalhar informações falsas sobre as urnas. (Agência Brasil)
Onde a crítica tem razão3
  • Os técnicos militares escreveram que o trabalho deles não excluía a possibilidade de fraude e reclamaram de acesso limitado ao código-fonte. Ou seja: não acharam fraude, mas também disseram que não conseguiram checar tudo o que queriam. (CNN Brasil, Agência Brasil)
  • O voto impresso não é uma ideia só de uma minoria. Em 2021, a maioria dos deputados presentes votou a favor (229 a 218), mas a proposta precisava de 308 votos para mudar a Constituição. (Agência Câmara)
  • O teste público acha falhas de verdade todo ano. Em 2025, foram quatro planos de ataque com achados, que precisaram ser corrigidos. Segurança perfeita não existe, e é justo cobrar transparência. (Aos Fatos)

O melhor argumento do outro lado: Confiança em eleição depende de o cidadão comum conseguir conferir, sem precisar acreditar em técnicos. Por isso, muitos defendem um registro em papel do voto como camada extra de segurança, e a maioria da Câmara chegou a votar a favor disso em 2021.

Como responder

1. Comece pela pessoa

“O que te faria confiar no resultado de uma eleição, ganhando ou perdendo?”

2. Encontre o valor em comum

Os dois querem que o voto de cada um seja contado do jeito que foi dado. Confiar na eleição, ganhando ou perdendo, importa para vocês dois.

Uma história sua ajuda: Uma lembrança sua de votar pela primeira vez, ou de trabalhar como mesário ou fiscal numa seção eleitoral.

Sem uma história sua? Conte a de alguém, dizendo de onde veio:

  • Luzia Ferreira, ex-vereadora de Belo Horizonte, trabalhou como fiscal nas apurações do tempo do voto em papel. Ela contou que ficava atenta a sinais de fraude, como muitos votos com a mesma letra para um só candidato e gente que já chegava com a cédula preenchida. Luzia Ferreira, ex-vereadora de BH e ex-fiscal de apuração, ouvida pelo Estado de Minas · ler no Estado de Minas
  • Emmanuel Girão trabalhou como escrutinador em Pentecoste (CE) em 1988, quando ainda era bancário, e depois virou promotor eleitoral. Ele lembra do voto formiguinha, em que uma cédula já preenchida passava de eleitor em eleitor, e de urnas com mais cédulas do que eleitores que assinaram a lista. Emmanuel Girão, ex-escrutinador e promotor eleitoral no Ceará, ouvido pelo Diário do Nordeste · ler no Diário do Nordeste

3. Reconheça o que é verdade

Os técnicos militares escreveram que o trabalho deles não excluía a possibilidade de fraude e reclamaram de acesso limitado ao código-fonte. Ou seja: não acharam fraude, mas também disseram que não conseguiram checar tudo o que queriam.

4. Escolha um argumento (um só por conversa)

  1. No dia da eleição, urnas sorteadas passam por uma votação simulada com cédulas de papel, filmada e acompanhada por partidos, e o resultado sempre bateu, desde 2002.Como dizer: Pergunte primeiro: “você sabia que tem urna sorteada que recebe voto de papel no dia da eleição?”. Depois explique como funciona.Por que funciona: Mostra que já existe uma conferência com papel, o que responde ao medo de ninguém poder conferir.
  2. Nem o relatório das Forças Armadas sobre 2022, feito no governo Bolsonaro, apontou fraude.Como dizer: Traga como informação de uma fonte que a pessoa respeita, sem tom de vitória: “até os militares olharam e não acharam fraude”.Por que funciona: Uma fonte que a pessoa considera do lado dela pesa mais do que qualquer órgão que ela já desconfia.
  3. Antes de cada eleição, especialistas de fora tentam atacar a urna. No teste para 2026, foram 29 planos de ataque, e nenhum alterou votos. As falhas menores foram corrigidas.Como dizer: Comece admitindo que falha existe: “eles acham problema todo ano, e é bom que achem”. Só depois diga que ninguém conseguiu mudar voto.Por que funciona: Admitir que o sistema não é perfeito torna mais crível a parte de que ele é testado e corrigido.

Se a pessoa disser…

  • “Os próprios militares disseram que não dava para descartar fraude.” Reconheça. Os técnicos escreveram isso e reclamaram de acesso limitado ao código-fonte. Explique que não achar fraude e não conseguir checar tudo são duas coisas verdadeiras ao mesmo tempo, e que cobrar mais acesso é justo.
  • “Se fosse confiável, por que não aprovaram o voto impresso?” Concorde que a ideia não é de uma minoria: a maioria dos deputados presentes votou a favor em 2021, mas faltaram votos para mudar a Constituição. Defender o voto impresso é uma opinião legítima, diferente de afirmar que houve fraude.

Evite

  • Dizer que a urna é perfeita e impossível de atacar. O próprio teste acha falhas todo ano, e a pessoa pode saber disso.
  • Tratar quem defende o voto impresso como golpista. Muita gente defende isso de boa fé, inclusive a maioria da Câmara em 2021.

5. Feche sem pressão

Pergunte de novo: “e agora, mudou alguma coisa?”. Aceite a resposta. Uma dúvida já é resultado.

Para mostrar na conversa6
Fontes7

Veja também