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O governo Bolsonaro

Amazônia e Yanomami no governo Bolsonaro

  • O governo Bolsonaro

    Amazônia e Yanomami no governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro · Ricardo Galvão

  • Em resumo

    O desmatamento na Amazônia subiu 59,5% no mandato, com fiscalização em queda. O garimpo avançou na terra Yanomami, e a crise de saúde virou emergência em 2023.

  • O que aconteceu

    Pelo Prodes, do Inpe, o desmatamento na Amazônia era de 7.536 km² quando Bolsonaro assumiu. Foi a 10.129 km² em 2019, 10.851 km² em 2020, 13.038 km² em 2021 e 11.568 km² em 2022 (estimativa divulgada em novembro de 2022).

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo cálculo do Observatório do Clima com dados do Inpe, o desmatamento subiu 59,5% no mandato, a maior alta percentual de um governo desde o início das medições por satélite, em 1988. A média anual foi de 11.396 km², contra 7.145 km² nos quatro anos anteriores.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Em 2021, o Brasil perdeu a maior área de floresta desde 2006. No mesmo período, o Ibama lavrou 2.472 autos de infração, 41% menos que antes da gestão Bolsonaro e o menor número da série.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Segundo o MapBiomas, o governo federal fiscalizou cerca de 2,17% dos alertas de desmatamento entre janeiro de 2019 e março de 2022.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • O que aconteceu

    Em 2019, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados de desmatamento. O diretor do instituto, Ricardo Galvão, rebateu e acabou exonerado.

    Fonte: g1

  • O que aconteceu

    Na Terra Indígena Yanomami, a área de garimpo quase quadruplicou em um ano: de 414 hectares em 2020 para 1.556 hectares em 2021, segundo o MapBiomas.

    Fonte: piauí

  • O que aconteceu

    Em janeiro de 2023, o governo declarou emergência de saúde pública no território. O Ministério dos Povos Indígenas informou que 99 crianças Yanomami com menos de 5 anos morreram em 2022, por desnutrição, pneumonia e malária, entre outras causas. Houve 11.530 casos de malária em 2022.

    Fonte: UOL (AFP)

  • O que aconteceu

    Segundo o Ministério Público Federal, um plano do Ibama para tirar os garimpeiros da terra Yanomami em seis meses foi validado, mas nunca aplicado no governo Bolsonaro.

    Fonte: O Globo

  • Situação hoje

    Dados fechados do mandato de 2019 a 2022. O desmatamento na Amazônia caiu nos anos seguintes, mas a degradação por incêndios cresce desde 2022.

  • O que eles dizem

    Em 2019, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados e de agir “a serviço de alguma ONG”. Ele também disse que a divulgação dos dados atrapalhava negociações comerciais. Bolsonaro defendeu abrir terras indígenas ao garimpo e à exploração agrícola e questionou a demarcação da terra Yanomami.

  • Cuidado para não exagerar

    • O desmatamento já vinha subindo desde 2015, antes de Bolsonaro. Diga que ele acelerou, não que começou.
    • O período de agosto de 2022 a julho de 2023 inclui meses do governo Bolsonaro. Não atribua toda a queda de 2023 só a Lula.
    • As mortes de Yanomami continuaram altas em 2023. A crise é antiga e não acabou com a troca de governo.
  • Como usar na conversa

    • Fale de lei e ordem: garimpo ilegal e desmatamento ilegal são crimes. Pergunte: “Você acha certo o governo fiscalizar só 2% dos alertas de crime?”.
    • Fale com quem é do agro: desmatamento ilegal fecha mercados para quem produz certo. Em 2025, o desmatamento caiu e o agro seguiu crescendo, segundo o governo.
    • Sobre os Yanomami, fale das crianças. 99 crianças pequenas morreram em 2022. Pergunte o que a pessoa acha que um governo deve fazer quando sabe que o garimpo ilegal está ali.
  • Fontes

    • g1
    • Folha de S.Paulo
    • piauí
    • UOL (AFP)
    • O Globo
    • g1 (Jornal Nacional)
    • Gazeta do Povo
  • A ficha completa, com links

    Linha do tempo, situação jurídica, defesa e vídeos para mostrar.

    minimanualdigital.com/direita/amazonia-yanomami

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O governo BolsonaroJair Bolsonaro · Ricardo Galvão · revisada em 6 de outubro de 2026

O desmatamento na Amazônia subiu 59,5% no mandato, com fiscalização em queda. O garimpo avançou na terra Yanomami, e a crise de saúde virou emergência em 2023.

O que aconteceu10
  1. Pelo Prodes, do Inpe, o desmatamento na Amazônia era de 7.536 km² quando Bolsonaro assumiu. Foi a 10.129 km² em 2019, 10.851 km² em 2020, 13.038 km² em 2021 e 11.568 km² em 2022 (estimativa divulgada em novembro de 2022). (g1)
  2. Segundo cálculo do Observatório do Clima com dados do Inpe, o desmatamento subiu 59,5% no mandato, a maior alta percentual de um governo desde o início das medições por satélite, em 1988. A média anual foi de 11.396 km², contra 7.145 km² nos quatro anos anteriores. (g1)
  3. Em 2021, o Brasil perdeu a maior área de floresta desde 2006. No mesmo período, o Ibama lavrou 2.472 autos de infração, 41% menos que antes da gestão Bolsonaro e o menor número da série. (g1)
  4. Segundo o MapBiomas, o governo federal fiscalizou cerca de 2,17% dos alertas de desmatamento entre janeiro de 2019 e março de 2022. (Folha de S.Paulo)
  5. Em 2019, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados de desmatamento. O diretor do instituto, Ricardo Galvão, rebateu e acabou exonerado. (g1)
  6. Na Terra Indígena Yanomami, a área de garimpo quase quadruplicou em um ano: de 414 hectares em 2020 para 1.556 hectares em 2021, segundo o MapBiomas. (piauí)
  7. Em janeiro de 2023, o governo declarou emergência de saúde pública no território. O Ministério dos Povos Indígenas informou que 99 crianças Yanomami com menos de 5 anos morreram em 2022, por desnutrição, pneumonia e malária, entre outras causas. Houve 11.530 casos de malária em 2022. (UOL (AFP))
  8. Segundo o Ministério Público Federal, um plano do Ibama para tirar os garimpeiros da terra Yanomami em seis meses foi validado, mas nunca aplicado no governo Bolsonaro. (O Globo)
  9. Depois, o desmatamento caiu: 22,3% de agosto de 2022 a julho de 2023 e 30,6% no período seguinte. De agosto de 2024 a julho de 2025, a Amazônia perdeu 5,8 mil km², a menor área em 11 anos. (g1, g1 (Jornal Nacional))
  10. As mortes de Yanomami seguiram altas no primeiro ano do governo Lula. Até outubro de 2023, foram 215 mortes, mais que em todo o ano de 2022. (Gazeta do Povo)
Situação hoje e o que eles dizem

Situação hoje: Dados fechados do mandato de 2019 a 2022. O desmatamento na Amazônia caiu nos anos seguintes, mas a degradação por incêndios cresce desde 2022.

O que eles dizem: Em 2019, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados e de agir “a serviço de alguma ONG”. Ele também disse que a divulgação dos dados atrapalhava negociações comerciais. Bolsonaro defendeu abrir terras indígenas ao garimpo e à exploração agrícola e questionou a demarcação da terra Yanomami.

Como usar na conversa
  • Fale de lei e ordem: garimpo ilegal e desmatamento ilegal são crimes. Pergunte: “Você acha certo o governo fiscalizar só 2% dos alertas de crime?”.
  • Fale com quem é do agro: desmatamento ilegal fecha mercados para quem produz certo. Em 2025, o desmatamento caiu e o agro seguiu crescendo, segundo o governo.
  • Sobre os Yanomami, fale das crianças. 99 crianças pequenas morreram em 2022. Pergunte o que a pessoa acha que um governo deve fazer quando sabe que o garimpo ilegal está ali.

Cuidado para não exagerar

  • O desmatamento já vinha subindo desde 2015, antes de Bolsonaro. Diga que ele acelerou, não que começou.
  • O período de agosto de 2022 a julho de 2023 inclui meses do governo Bolsonaro. Não atribua toda a queda de 2023 só a Lula.
  • As mortes de Yanomami continuaram altas em 2023. A crise é antiga e não acabou com a troca de governo.
  • Não chame de “genocídio” como se fosse fato julgado. A palavra foi usada por autoridades e entidades, mas não há condenação por isso.
  • A degradação por incêndios cresceu desde 2022, inclusive no governo Lula. Não diga que a Amazônia está resolvida.
Para mostrar na conversa4
Fontes12

Veja também