“O governo Lula roubou os aposentados”
Arraste para o lado ou use as setas do teclado para passar os slides.
A fraude no INSS foi real. O que é fato, onde a crítica tem razão e como conversar sem negar o problema.
Os fatos3
O que dizem: O governo Lula roubou bilhões dos aposentados do INSS.
O medo por trás: Os mais velhos e vulneráveis sendo roubados por quem deveria protegê-los.
- A fraude foi feita por associações e sindicatos que descontavam mensalidades de aposentados sem autorização. (A Gazeta, Aos Fatos)
- Segundo a CGU, a maioria das entidades suspeitas foi autorizada a fazer descontos em convênios firmados antes de 2023. (A Gazeta)
- A investigação (Operação Sem Desconto, abril de 2025) foi conduzida pela Polícia Federal e pela CGU durante o governo Lula, e o presidente do INSS foi afastado. (Band, A Gazeta)
Onde a crítica tem razão3
- Os descontos dispararam a partir de 2023, já no governo Lula, e o governo demorou a agir. (Aos Fatos, A Gazeta)
- Lula errou ao dizer que a fraude começou em 2019 e omitiu a demora do próprio governo. (Aos Fatos)
- Um irmão de Lula, Frei Chico, é vice-presidente de um dos sindicatos investigados. (A Gazeta)
O melhor argumento do outro lado: Independentemente de quando começou, o crescimento dos descontos aconteceu sob este governo, que tinha os meios para perceber e parar antes.
Como responder
1. Comece pela pessoa
“Tem alguém aposentado na família? Como foi pra ele?”
2. Encontre o valor em comum
Ninguém aceita ver aposentado sendo roubado. Proteger os mais velhos é algo que vocês dois querem.
Uma história sua ajuda: Uma experiência sua ou da família com o INSS ou com golpes contra idosos.
Sem uma história sua? Conte a de alguém, dizendo de onde veio:
- Iranete, aposentada de 66 anos que recebe um salário mínimo, teve R$ 39,90 descontados por oito meses por uma associação que ela nunca autorizou. Quem percebeu foi a filha, que saca o benefício da mãe e achou o valor menor; o motivo só apareceu no extrato do aplicativo Meu INSS. Iranete Cordeiro, aposentada de 66 anos em Feira de Santana (BA), ouvida pelo g1 · ler no g1
- Odilon conta que os descontos na aposentadoria dele começaram em 2006, primeiro como “consignação” e depois como contribuição associativa, sempre 1% do benefício. Ele reclamou por anos sem sucesso e só conseguiu cancelar em 2021. Pelas contas dele, perdeu mais de R$ 6,5 mil. Odilon Guimarães, aposentado de 74 anos em Belo Horizonte (MG), ouvido pelo g1 · ler no g1
- No primeiro dia da devolução, aposentados fizeram fila nos Correios em várias capitais para pedir o dinheiro de volta. Uma delas disse que nem sabia do desconto; outra resumiu: quem trabalhou tem que correr atrás do que é seu direito. Aposentadas e pensionistas nas filas dos Correios em Brasília, Salvador, Recife e Belo Horizonte, ouvidas pelo Jornal Nacional · ler no g1 / Jornal Nacional
3. Reconheça o que é verdade
Os descontos dispararam a partir de 2023, já no governo Lula, e o governo demorou a agir.
4. Escolha um argumento (um só por conversa)
- Quem tirou o dinheiro dos aposentados foram associações e sindicatos, não o governo.Como dizer: Comece concordando com a revolta e só depois separe quem fez o quê: “foi roubo, sim, e quem descontava eram as associações”.Por que funciona: A pessoa não precisa abandonar a indignação, que é justa. Você só ajusta o alvo dela.
- A maioria das entidades suspeitas ganhou autorização antes de 2023.Como dizer: Traga como informação nova, não como placar: “eu também não sabia, mas a CGU viu que a maioria foi autorizada antes”.Por que funciona: Mostra que o problema atravessou governos, sem trocar uma acusação por outra.
- A investigação que revelou a fraude foi feita pela PF e pela CGU neste governo, e o presidente do INSS caiu.Como dizer: Pergunte antes de afirmar: “você sabe quem descobriu a fraude?”. Deixe a pessoa pensar.Por que funciona: Uma pergunta abre espaço para a dúvida. Uma afirmação convida a pessoa a se defender.
Se a pessoa disser…
- “Mas os descontos explodiram foi no governo Lula!” Concorde. É verdade, e o governo demorou a agir. Diga que as duas coisas cabem juntas: a fraude cresceu agora e foi aberta pelas regras antigas.
- “O irmão do Lula está num desses sindicatos.” Não negue: Frei Chico é vice-presidente de um dos sindicatos investigados. Proponha o critério justo: quem tiver culpa, seja quem for, tem que pagar.
Evite
- Dizer que a fraude é “invenção da direita”. Ela foi real, e negar isso destrói a sua credibilidade.
- Jogar toda a culpa no governo anterior. A pessoa vai ouvir só desculpa.
5. Feche sem pressão
Pergunte de novo: “e agora, mudou alguma coisa?”. Aceite a resposta. Uma dúvida já é resultado.
Para mostrar na conversa6
- Vídeo · SBT News (YouTube)Presidente do INSS afastado após operação contra descontos irregularesO dia da operação da PF e da CGU contra os descontos irregulares e o afastamento do presidente do INSS. Use quando a pessoa disser que o governo escondeu a fraude.
- Vídeo · g1 (YouTube)Saiba como começou a investigação da fraude do INSSExplica como a investigação da fraude começou. Serve para a pergunta “você sabe quem descobriu a fraude?”.
- Vídeo · BBC News Brasil (YouTube)Fraude do INSS é culpa do governo Lula ou do governo Bolsonaro? O que é fato na batalha de versõesColoca lado a lado as versões dos dois governos sobre a culpa. Bom para mostrar que o problema atravessou mais de um governo, sem trocar uma acusação por outra.
- Vídeo · g1 / Jornal Nacional (YouTube)Jornal Nacional: Vítimas de descontos ilegais do INSS contestam justificativas de associaçõesAposentados contestando as associações que descontavam do benefício. Ajuda a separar quem tirou o dinheiro de quem deveria ter fiscalizado.
- Vídeo · CNN Brasil (YouTube)Fraude no INSS: sindicato de irmão de Lula é alvo da PFO sindicato ligado a Frei Chico, irmão de Lula, entre os alvos da PF. Mostre quando a pessoa citar o caso: é fato, e reconhecer isso abre a conversa.
- Vídeo · GloboNews (YouTube)Lula responde sobre fraude no INSS e a demissão do ex-ministro LupiA versão do próprio Lula sobre a fraude e a saída de Lupi. Vale ver junto com a checagem do Aos Fatos, que apontou erro quando ele disse que a fraude começou em 2019.